quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cookies com pepitas de chocolate

No blogue Palavras que enchem a barriga, a Joana apresenta-nos a melhor receita de bolachas com pepitas de chocolate de sempre.

A melhor receita de bolachas com pepitas de chocolate e um desafio. E já se sabe que eu não resisto a um bom desafio.

Que neste caso era apenas replicar a receita que a Joana propõe e confirmar que estas são as melhores de sempre. Só que o Cozinhar sem lactose tem restrições alimentares, portanto fez algumas alterações à receita... espero que a Joana não se importe!

Para quem gosta muito do sabor da manteiga nas bolachas, tenho a impressão de que as da Joana são do além. Para quem não gosta do sabor da manteiga, como é o caso do meu companheiro (como é que é aquela história de que para cada panela há uma tampa?), ou para quem não pode comer, como é o meu caso, esta é a alternativa, que também fica absolutamente viciante.




Ingredientes:

200 ml de óleo de girassol
220 g de açúcar amarelo
55 g de açúcar branco
2 ovos
2 colheres de chá de aroma de baunilha
350 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 colher de chá de fermento
Uma pitada de sal
200 g de chocolate negro (sem lactose)


Bater o óleo e os açúcares. Juntar os ovos e o aroma de baunilha.

Noutro recipiente, misturar a farinha com o bicarbonato, o fermento e uma pitada de sal. Juntar à mistura anterior e bater bem.

Partir o chocolate negro em pepitas num almofariz. Adicionar à massa.

Levar pequenas bolinhas ao forno a 180º em tabuleiros forrados com papel vegetal, até ficarem douradas por cima (cerca de 18 minutos). Nesta altura, ainda estarão moles, mas vão ficar mais sólidas à medida que arrefecem.

Retirar do forno e esperar que arrefeça um pouco antes de soltar as bolachas do papel vegetal.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Rebuçados" de pêra e chocolate

Tinha uma embalagem de massa filo que tinha que ser usada e umas pêras já a passar para o demasiado maduro. Raciocínio lógico - pastéis de pêra para o lanche.

E continuo a participar no desafio do Delícias cá da Casa! Porque também esta é uma sobremesa sem laticínios nem ovos.




Ingredientes:

120 g de massa filo
3 pêras rocha pequenas
80 g de chocolate preto (sem lactose)
1 colher de sopa de aguardente velha
2 colheres de chá de açúcar mascavado escuro (ou açúcar baunilhado)
Azeite qb


Descascar as pêras e retirar o caroço. Cortar em lâminas e regar com a aguardente.

Aquecer uma colher de sopa de azeite numa frigideira. Em lume vivo, dourar as pêras. Baixar o lume e adicionar o açúcar. Tapar e deixar cozer (cerca de 8 minutos).

Num almofariz, partir o chocolate em pepitas.

Desdobrar a massa filo e juntar os retângulos dois a dois, um por cima do outro. Pincelar com azeite uma das faces.

Com uma faca, dividir cada retângulo em seis retângulos pequenos.

Dividir o chocolate uniformemente pelos 12 retângulos. Fazer o mesmo para as pêras, aproveitando bem o molho que ficou na frigideira. Fechar cada retângulo em forma de rebuçado e colocar num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.

Pincelar com azeite. Levar ao forno a 200º durante 16 minutos.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Musse de gengibre - Musse de jengibre

Esta musse de gengibre tem um sabor super exótico e faz uma sobremesa muito sofisticada, quer sozinha, quer acompanhada por um bolo de chocolate.

Também a vejo bem num duo de musses com uma de chocolate preto.

Seja como for, é daquelas receitas que, não tendo dificuldade nenhuma, têm muito glamour e causam sensação.

Esta receita participa no concurso "Libro de Recetas Dulces Libres de Lácteos", organizada pelo site Libre de Lácteos, pelo que encontrarão a tradução da receita a seguir.






Ingredientes:

500 ml de leite de soja
30 g de raiz de gengibre fresco
5 folhas de gelatina neutra
100 g de açúcar amarelo
4 ovos


Demolhar as folhas de gelatina em água fria.

Pelar o gengibre e ralá-lo. Levar a ferver o leite com o gengibre ralado.

Assim que ferver, retirar do lume e coar. Juntar a gelatina demolhada, mexendo para dissolver bem.

Deixar arrefecer.

Bater as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado.

Bater as claras em castelo firme. Envolver as claras no creme de gemas.

Quando o leite estiver frio, juntar à mistura anterior. Colocar numa taça grande ou dividir por tacinhas individuais e levar ao frigorífico de um dia para o outro.


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Ingredientes:

500 ml. de leche de soja
30 gr. de raíz de jengibre fresco
5 hojas de gelatina neutra
100 gr. de azúcar amarillo
4 huevos


Dejar en remojo las hojas de gelatina en agua fría.

Pelar el jengibre y rallarlo. Hervir la leche con el jengibre rallado.

En el momento que hierva, retirar del fuego y colar. Adicionar la gelatina en remojo, remeciendo para disolverla bien.

Dejar enfriar.

Batir las yemas con el azúcar hasta obtener una crema blanquecina.

Batir las claras hasta montarlas. Envolver las claras en la crema de yemas.

Cuando la leche esté fría, se deberá juntar a la mezcla anterior. 

Colocar en un bol grande o dividir en tazas individuales y colocar en el frigorífico de un día para otro.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hambúrgueres de atum

De um modo geral, procuro fazer receitas novas e experimentar combinações diferentes. Mas há algumas receitas que se repetem com alta frequência, porque são especialmente apreciadas cá em casa. Esta é uma delas, excelente para o almoço em dias de trabalho, acompanhado com arroz branco e bróculos cozidos.




Ingredientes:

3 latas de atum ao natural
1 alho francês grande (só a parte branca)
80 g de pão ralado (sem lactose)
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de sopa de polpa de tomate
1/2 colher de chá de mostarda
Sal
Pimenta
Azeite


Picar o alho francês bem fino e refogá-lo numa colher de azeite em lume brando, temperando com pimenta.

Entretanto, esmigalhar o atum numa tigela, acrescentar o pão ralado, a maionese, a polpa de tomate e a mostarda. Misturar bem e temperar com sal e pimenta.

Juntar o alho francês e misturar bem com as mãos.

Fazer pequenos hambúrgueres, dispô-los num prato e levar ao frio durante uma hora. Passado esse tempo, dourá-los num fio de azeite.

Podem também fazer-se hambúrgueres de tamanho maior e servir em pão de azeitonas verdes, acompanhado com rodelas de tomate.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Fritos de milho com caril

Mais um amuse-bouche simpático e fácil de fazer, que agrada a adultos e crianças.




Ingredientes:

300 g de milho doce enlatado
150 ml de leite de soja
1 ovo
90 g de farinha de trigo integral
40 g de farinha de milho
1 colher de chá de caril em pó
Sal
Pimenta
Óleo vegetal


No liquidificador, bater o milho com o ovo e o leite de soja.

Misturar o creme com a farinha e o caril. Temperar de sal e pimenta.

Ferver o óleo e fritar colheradas do preparado anterior. Escorrer em papel absorvente e servir frio como amuse-bouche.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Creme de abóbora com alecrim

Durante muitos anos, vivi sem panela de pressão. Para mim, estava associada na minha memória gustativa a uma horrorosa jardineira de vaca que o meu pai fazia, que sempre ficava seca e desinteressante. Era uma chatice, porque ele punha-se a fazer outras coisas e esquecia-se da jardineira ao lume, que acabava invariavelmente por queimar.

Seria uma resistência qualquer à jardineira? A verdade é que fazia outros pratos fantásticos, mas este...

Mas há um par de anos, uma panela de pressão veio parar à minha cozinha e progressivamente ultrapassei a minha desconfiança. Para a sopa é ótima - é mais rápido, não se perde água com a evaporação e portanto não se perdem nutrientes.



Ingredientes:

1 kg de abóbora
2 cenouras
1 cebola
2 dentes de alho
1 nabo
1/2 alho francês (só a parte branca)
Alecrim
Sal


Juntar todos os legumes numa panela com água suficiente para os cobrir (se usar a panela de pressão, colocar menos quantidade). Cozer bem, triturar com a varinha mágica até obter um creme e deixar apurar em lume brando durante 20 minutos.

Retirar do lume, temperar de sal e acrescentar uma pitada de alecrim. No momento de servir, polvilhar com sementes de girassol.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tostas com creme de favas e ervilhas

Vi estas tostas no La Tartine Gourmande e não pude deixar de experimentar! Ainda por cima tinha acabado de fazer um pão de tahin que me pareceu que ia acompanhar lindamente esta pasta, por causa do seu travo adocicado.

Juntamente com uma sopa quentinha, fizemos assim um almoço vegetariano bem apetitoso.

Estas tostas também podem servir como entrada num jantar com amigos. A pasta pode ser preparada com antecedência e depois deixada no frigorífico; no momento de servir, é só torrar o pão e fazer a apresentação.




Ingredientes:

Sal marinho
Pimenta preta
1/4 de colher de chá de cominhos em pó
1 dente de alho
100 g de ervilhas cozidas
100 g de favas cozidas e descascadas
Sumo de 1/2 lima
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de cebolinho picado
4 fatias de pão de tahin (ou pão sem glúten, para os intolerantes ao glúten)
1 tomate grande
Mostarda à antiga qb
Sementes de papoila qb


Num copo misturador, juntar o sal, a pimenta, os cominhos, o alho, as favas e as ervilhas, o azeite e o sumo de lima. Triturar grosseiramente com a varinha mágica.

Juntar uma colher e meia de cebolinho (reservar o resto para polvilhar no final) e mexer bem.

Torrar as fatias de pão. Passar em cada tosta 1/8 de colher de chá de mostarda, apenas para deixar um apontamento, e barrar com a mistura dos vegetais.

Cortar o tomate aos cubinhos e dividir pelas quatro tostas; salpicar com as sementes de papoila e o resto do cebolinho.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Bolo zebra dos Incas

Vi no BBC Good Food que uma das novas tendências na pastelaria são os bolos zebra. Não é que ligue muito às tendências, mas a técnica interessou-me e o efeito também.

Andava danada para experimentar e, maravilha das maravilhas, encontrei esta receita no blogue Cozinha das Cores. Prestou-se lindamente à minha experiência desta nova técnica e, para além disso, foi a primeira vez que fiz um bolo sem glúten.

Não tenho intolerância ao glúten (já basta a lactose!), mas quando temos algum tipo de intolerância somos solidários com os outros. Pode ser só falta de hábito, mas parece-me tão difícil evitar o glúten, que quando vejo receitas para celíacos, vou sempre dar uma olhada.

E desta vez, consegui fazer esta proeza 2 em 1 e experimentar duas coisas novas de uma só vez!



Ingredientes:

120 g de farinha de arroz
120 g de quinoa
1 colher de chá de fermento sem glúten
120 g de açúcar amarelo
60 g de miolo de amêndoa sem casca
3 ovos
80 ml de azeite
100 ml de leite de soja + 2 colheres de sopa
1 colher de chá de essência ou aroma de baunilha
25 g de cacau magro em pó
Sal

Moer a quinoa no moinho de café. Moer as amêndoas.

Juntar a quinoa moída, a farinha, o fermento e as amêndoas moídas.

Noutro recipiente, bater o açúcar com as gemas até obter um creme esbranquiçado. Juntar o azeite e bater bem. Adicionar em seguida os 100 ml de leite de soja.

Juntar ao creme a mistura das farinhas e uma pitada de sal e mexer bem até atingir uma consistência homogénea.

Dividir a preparação em duas partes iguais; numa, envolver a essência de baunilha;  noutra, envolver o cacau e duas colheres de sopa de leite de soja.

Bater as claras em castelo firme. Incorporar delicadamente uma metade na mistura de baunilha e a outra metade na mistura de cacau.

Numa forma redonda untada com azeite, deitar no centro da forma três colheres de sopa da mistura escura. Rapidamente, sem deixar que a massa se espalhe pelo fundo da forma, deitar por cima três colheres de sopa da mistura clara. Repetir a operação até acabar os ingredientes. Se tudo correu bem, a massa vai ter o aspeto de círculos concêntricos imperfeitos.

Sem perder tempo, levar ao forno, pré-aquecido a 190º, durante 30 minutos.

É muito importante não deixar cozer demais para não secar!


     O efeito visto de cima


E por dentro

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Bolo de alfarroba com coco

O Delícias cá da Casa lançou um passatempo que é a minha cara - criar uma sobremesa sem laticínios (esta é garantida aqui no Cozinhar sem Lactose) e sem ovos. Já tenho algumas receitas desse tipo aqui no blogue, como o Bolo de canela com cobertura de chocolate ou os Crepes à la cassonade. Na secção das bolachas, também as Bolachas com geleia e as Bolachas de coco com cobertura de chocolate cumprem os requisitos.

Mas apeteceu-me participar com outra receita, esta de que gosto tanto e costuma fazer tanto sucesso!

Para quem não gosta de coco, pode substituir-se por duas colheres de sopa de gengibre fresco ralado. As duas versões são muito apetitosas.

Também é possível usar a mesma massa para fazer muffins ou mini-muffins, como aconteceu um dia destes, num evento especial.




Ingredientes:

2 chávenas de farinha de trigo integral
1/2 chávena de farinha de alfarroba
1 colher de chá de fermento
1 chávena de coco ralado + 1 colher de sopa
1 1/4 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de óleo de girassol
2 chávenas de água


Misturar as farinhas com o fermento. Adicionar o coco ralado e o açúcar e envolver.

Acrescentar o óleo e a água e bater bem, até a mistura ficar homogénea. Esta massa fica bastante líquida, o que será responsável pela textura húmida do bolo depois de cozido.

Untar uma forma com óleo de girassol e salpicar com uma colher de sopa de coco ralado.

Levar ao forno a 190º durante 65 minutos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Coelho com ameixas e vinho tinto

Esta é direitinha para o passatempo de aniversário do blogue Tentações Sobre a Mesa. Adoro participar nestes passatempos da blogosfera, sobretudo quando nos dão um tema para as receitas, como é o caso.

Aqui, a Lenita pede aos participantes para confecionar uma receita em que o vinho seja um ingrediente importante - daí o título "Vinho meu, minha tentação". Ela própria, no mesmo post, nos contempla com uma receita maravilhosa de tarte tatin de pêras bêbedas, que me deixou a babar.

E eu que sou uma apreciadora de bom vinho, não podia deixar passar este desafio! Descobri no Épicurien esta receita e resolvi adaptá-la - e ficou bem saborosa!

Este coelho precisa de preparação no dia anterior, porque deve ficar na marinada de um dia para o outro.




Ingredientes:

1 coelho cortado em pedaços
250 g de ameixas secas
1 chávena de chá verde
150 g de farinha de trigo integral
Sal
Pimenta preta
Azeite

Marinada:

3 cebolas
3 cenouras
1 haste de aipo grossa, com talo e folhas
3 dentes de alho
150 g de toucinho fumado
100 ml de vinagre balsâmico
400 ml de vinho tinto de boa qualidade (usei o alentejano Vinha das Lebres)
50 ml de azeite
2 folhas de louro
2 cravinhos
Tomilho qb
Pimenta preta qb


No dia anterior, picar as cebolas finas, cortar as cenouras em cubinhos pequenos e picar o aipo e o alho grosseiramente. Retirar a pele ao toucinho e cortar em cubos.

Juntar num tabuleiro largo os legumes e o toucinho com os pedaços de coelho.

Temperar com as folhas de louro, o cravinho, uma boa dose de tomilho e uma boa dose de pimenta preta.

Num outro recipiente, juntar o azeite, o vinagre e o vinho e verter sobre a mistura anterior. Misturar tudo com as mãos, cobrir com película aderente e levar ao frigorífico de um dia para o outro.


No próprio dia, retirar os pedaços de coelho da marinada e limpá-los bem.

Coar a marinada, espremendo bem os legumes para aproveitar ao máximo o seu sumo.

Passar os pedaços de coelho na farinha e refogar em azeite em lume vivo até ficarem bem dourados. Dependendo do tamanho da panela, pode precisar de fazer isto em duas fases.

Juntar o líquido da marinada até começar a ferver. Baixar para lume brando, tapar e deixar cozer durante uma hora e meia.

Descaroçar as ameixas. Separar três, que vão ser usadas para o molho, e juntar as restantes ao coelho. Deixar ferver mais 30 minutos, sempre em lume brando.

Entretanto, colocar as três ameixas numa taça de chá quente e deixar repousar meia hora. Escorrer, passar com a varinha mágica, juntando duas colheres de sopa do chá. Reservar.

Retirar os pedaços de coelho e mantê-los quentes.

Aumentar o lume e ferver o molho até ficar reduzido a metade do seu volume inicial, até obter um líquido espesso. Juntar o puré de ameixas e retificar os temperos.

Servir o coelho com o molho, batatas noisette e legumes cozidos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Laksa de camarão e tomate

Laksa é uma sopa tailandesa, normalmente picante e com sabores bastante apurados. Adaptei a receita do livro do Nigel Slater, "The kitchen diaries", e foi ontem o nosso jantar, acompanhado com um belo vinho branco.

Esta sopa é um prato principal por si só, por ser um misto entre uma sopa e um prato de massa. Mas em pequenas quantidades pode funcionar bem como entrada.




Ingredientes:

150 g de miolo de camarão
150 g de feijão verde
4 tomates
400 ml de leite de coco light
1/2 cubo de caldo de legumes
2 malaguetas pequenas
1 noz de gengibre fresco
4 dentes de alho
1 colher de chá de sementes de coentros em pó
Raspa e sumo de meio limão
1 colher de sopa de óleo de girassol
1 molho de coentros
1 colher de sopa de hortelã picada
2 colheres de sopa de nam pla (molho de peixe)
130 g de vermicelli fino de arroz (massa chinesa com um aspeto parecido com a aletria)


Cozer os camarões e o feijão verde em água com sal. Retirar o marisco e o feijão verde para uma taça, sem deitar fora a água da cozedura. Medir 500 ml e nestes desfazer metade de um cubo de legumes.

Cortar o tomate em cubos. Cortar as malaguetas longitudinalmente e retirar-lhes as sementes.

Num copo misturador, triturar o alho, o gengibre, a raspa de limão, as sementes de coentros e metade do molho de coentros, aproveitando quer as folhas, quer os talos. Se necessário, juntar uma colher de chá de óleo de amendoim.

Fritar no restante óleo a pasta obtida, juntamente com as malaguetas, durante dois minutos, mexendo sempre. Juntar o caldo de legumes e o leite de coco.

Quando começar a ferver, se não se apreciar pratos picantes, é altura de tirar as malaguetas. Juntar então o tomate, o sumo de limão e o molho de peixe. Deixar fervilhar durante 7 minutos.

Juntar a massa e deixar ferver mais cinco minutos. Acrescentar então o camarão, o feijão verde e dar uma fervura durante mais dois minutos. Polvilhar com os coentros e a hortelã e servir de imediato.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Mini-muffins de atum e quinoa

Mais um amuse-bouche perfeito para festas, por ser muito rápido de preparar, mas com um toque diferente graças à quinoa, que lhe dá uma textura inusitada. Para além disso, a quinoa tem a vantagem de tornar estes bolinhos mais leves e menos calóricos do que se fossem feitos apenas com farinha de trigo.

Gosto muito de atum, de todas as formas e feitios (menos quando está demasiado cozinhado, aí é intragável), inclusivamente enlatado. É uma coisa que raramente falta na despensa, porque é extremamente versátil. E quando não sabemos o que fazer para o almoço, há sempre a salada de atum com feijão frade, que é tão portuguesa e tão boa!

Mas hoje o atum foi parar a estes muffins e foi o nosso aperitivo, enquanto esperávamos pela refeição.




Ingredientes:

2 latas de atum ao natural
1 chávena de quinoa cozida
1/2 chávena de farinha de trigo integral (ou farinha de arroz, para uma versão sem glúten)
1 colher de chá de fermento
2 colheres de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de cebolinho picado
80 ml de azeite
Sal
Pimenta

Escorrer o atum e esmigalhá-lo com um garfo.

Misturar todos os ingredientes.

Dispor a massa em formas de mini-muffin (faz cerca de 18).

Levar ao forno a 200º durante 30 minutos.

Podem ser servidos mornos ou frios.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pão de forma integral com tahini

Um pão de forma diferente, com um sabor inusitado. O tahin dá ao pão um leve sabor adocicado.




Ingredientes:

1 colher de sopa de mel
10 g de fermento para pão
1 1/2 colher de sopa de tahini
500 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de sal
300 ml de água tépida


Misturar o fermento, o mel e a água e cobrir com um pano. Deixar repousar 10 minutos, até se formar uma espuma na superfície.

Juntar a farinha e o sal. Misturar bem e abrir uma cova no meio, onde se coloca o tahini. Verter por cima a mistura anterior e cobrir com a farinha que fica nas margens.

Deixar repousar 15 minutos tapado com um pano.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar durante 5 minutos em velocidade 2. Colocar a massa numa forma de bolo inglês, cobrir com um pano húmido e deixar levedar durante 2 horas.

Levar ao forno a 210º durante 30 minutos, findos os quais se baixa para 150º. Depois de 15 minutos nesta temperatura, desliga-se o forno e deixa-se o pão no seu interior durante mais 10 minutos para acabar de cozer.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Biscoitos de amêndoa

Quando faço receitas que usam apenas as gemas, sobram claras que têm que ser aproveitadas. Esta é a minha receita mais frequente de aproveitamento de claras, que dá uns biscoitos saborosos, perfeitos para comer com chá.




Ingredientes:

100 g de miolo de amêndoa
70 g de açúcar amarelo
80 g de farinha
1 colher de sopa de óleo de amendoim
1 colher de chá de fermento
1 colher de sopa de amido de milho (Maizena)
3 claras de ovo

Misturar todos os ingredientes, exceto as claras, até atingir uma mistura homogénea.

Bater as claras em castelo firme e envolver na mistura anterior.

Levar ao forno a 180º em tabuleiro forrado com papel vegetal, dispondo a massa em colheradas bem separadas umas das outras, durante 15 minutos ou até ficarem douradas por cima.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Bolo de bolacha e chocolate

Leonor Sousa Bastos, do maravilhoso blogue Flagrante Delícia, que aconselho vivamente, publicou uma receita que me despertou a atenção. Partindo dessa receita e juntando uma outra que já fiz e que adorei, fiz nascer este bolo de bolacha e chocolate.




Ingredientes:

2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de mel
300 g de chocolate negro (sem lactose)
200 ml de natas de soja
350 g de bolachas de canela (usei esta receita, substituindo a manteiga por óleo de girassol; em versão vegan, usar bolachas vegan)
20 g de avelãs
20 g bagas goji
2 colheres de sopa de aguardente velha


Tostar as avelãs levemente numa frigideira sem acrescentar gordura. Parti-las grosseiramente no almofariz.

Banhar as bagas goji durante três minutos em água quente. Escorrer e reservar.

Derreter o chocolate em banho-maria, com o mel e o azeite. Quando o chocolate estiver derretido, retirar do lume e acrescentar as natas de soja.

Misturar no chocolate as avelãs e as bagas goji.

Juntar a aguardente a 100 ml de água quente. Neste líquido, irão embeber-se as bolachas, com cuidado para não desfazerem.

Numa forma de bolo inglês, forrada com papel vegetal, ir dispondo uma camada de bolachas amolecidas e outra camada de creme de chocolate, até terminar os ingredientes com uma camada de bolacha.

Levar ao frigorífico de um dia para o outro, tapado com papel de alumínio. Desenformar com cuidado, retirar o papel vegetal e cortar às fatias.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Aguadito de frango e um desafio literário

O blogue Su Delícia convidou-me a participar neste desafio literário. Apesar de adorar ler, o meu blogue é só de receitas, por isso tive que pensar como integrar as duas coisas. Um grande desafio de facto!... E depois lembrei-me que ainda no outro dia, ao ler o livro de Vargas Llosa, História de Mayta, tive vontade de cozinhar um prato peruano.

Nunca fui ao Peru, mas tenho um fascínio enorme pela gastronomia peruana. Desde o ceviche ao guisado de abóbora, do ají de galinha às mil maneiras de preparar as batatas, a cozinha do Peru é uma tentação absoluta. Só é pena a tão frequente utilização do queijo fresco e do leite de vaca... Mas nada que não se possa contornar, claro!

O aguadito tem a vantagem de já não ter laticínios na receita tradicional. Basicamente, é um arroz com muito molho, com os sabores peruanos a marcar presença - o milho, a abóbora, o picante amarelo, os coentros, o alho em pó.

Uma pesquisa nos meus livros de cozinha e na net, umas ideias daqui e outras dali et voilà! Foi a primeira vez que fiz esta receita e fiquei contente com o resultado!




Ingredientes:

1 frango cortado aos pedaços
1 cebola
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de ají amarelo em pó (pode substituir-se por piri piri a gosto)
1 cubo de caldo de galinha
1 chávena de ervilhas
1 chávena de milho
1 chávena de pimento vermelho em cubinhos
500 g de abóbora
1 1/2 chávena de arroz carolino
4 chávenas de água
1 molho de coentros
Azeite
Sal
Pimenta


Temperar com sal e pimenta os pedaços de frango.

Refogar no azeite a cebola picada fina, o alho em pó e o ají. Quando a cebola estiver bem dourada, juntar o frango e deixar corar de todos os lados.

Seguidamente, acrescentar o milho, as ervilhas, os coentros picados e o pimento. Deixar refogar 20 minutos em lume brando.

Desfazer o cubo de caldo de galinha na água. Adicionar então o o caldo e a abóbora cortada em cubos. Deixar ferver e acrescentar o arroz; quando este estiver cozido, servir imediatamente.



E agora o desafio literário!


As regras são estas:

- Citar o nome e o link da pessoa que nos ofereceu o selo
- Indicar no mínimo dois livros que gostámos de ler em 2012
- Indicar no mínimo dois livros que queremos ler em 2013
- Oferecer este selo a 10 pessoas

Em 2012, gostei de ler tantos livros! Como escolher?

Os primeiros que me vêm à cabeça são: Les Petits Maîtres de Didier Martin e La Classe de Neige de Emmanuel Carrère.

Em 2013, quero ler o 1Q84 de Murakami, que já comecei agora em janeiro. Fascina-me o seu universo fantástico.

E quero também ler dois livros do Paul Auster - Oracle Night e Leviathan. Da primeira vez que li livros do Paul Auster, não gostei nada; achei que todo aquele esforço do autor para trabalhar a ideia das coincidências criava coisas demasiado forçadas e o estilo era demasiado cinematográfico para o meu gosto. "É muito americano", dizia eu com todos os meus preconceitos.

Mas depois o meu companheiro ofereceu-me em inglês The land of the last things. E aí mudei de ideia. O livro mexeu tanto comigo que numa viagem de comboio tive necessidade de parar de ler, porque tinha que me defender da angústia que me estava a criar. E desde aí, encontrei um Paul Auster de que gosto porque consegue mexer-me com as entranhas.

E agora, ofereço este selo literário às seguintes pessoas, que estão à vontade para participar ou não:

- O Canto da Boop
- Entre Lisboa e o Panamá
- Chez Sónia
- Receitas para a Felicidade
- Palavras que Enchem a Barriga
- Alquimia dos Tachos
- Aroma de Café
- Pedacinho de Noz
- Casinha da Formiga
- Tentações sobre a Mesa

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Wraps de salmão fumado

Hoje é a 61ª receita e para comemorar é dia de almoço tipo fast food. Mas uma fast food moderna, daquelas com ambição de ser saudável.






Ingredientes:

4 tortilhas de trigo de tipo mexicano
2 colheres de sopa de maionese light
1 colher de chá de polpa de tomate
1 colher de sopa de rama de funcho
100 g de salmão fumado
2 ovos
Rúcula
Sal
Pimenta


Pôr os ovos a cozer com sal, para ser mais fácil de descascar. Quando cozidos, cortar em fatias.

Juntar a maionese, a polpa de tomate, um pitada de sal (atenção porque o salmão fumado já é bastante salgado), a pimenta e a rama de funcho. Misturar bem.

Aquecer uma frigideira anti-aderente sem juntar nenhum tipo de gordura; aquecer as tortilhas uma a uma, de ambos os lados.

Repartir o molho pelas quatro tortilhas e espalhar de modo a cobrir toda a área da tortilha. Por cima, colocar as fatias de ovo e as de salmão, dividindo uniformemente. Acrescentar uma mão cheia de folhas de rúcula e fechar em forma de wrap.

Servir com uma salada de pepino temperado com vinagre balsâmico.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Creme de cenoura com caril

O sabor do caril combina-se na perfeição com o sabor da cenoura, dando origem a uma sopa original e apetitosa.




Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
1 nabo
20 cenouras
1 colher de chá bem cheia de sal grosso
1 colher de chá bem cheia de pó de caril

Levar os legumes a ferver numa panela com água suficiente para os cobrir. Se usar a panela de pressão, colocar menor quantidade de água.

Quando estiverem bem cozidos, triturar com a varinha mágica até obter um creme. Ferver em lume brando durante 15 minutos para apurar.

Retirar do lume, juntar o sal e o caril, mexer bem e servir.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pão de bacalhau

Este pão de bacalhau pode ser servido como entrada ou como prato principal, acompanhado com uma salada mista. Por ser servido frio, também funciona bem numa festa ou para levar para um piquenique.




Ingredientes:

300 g de bacalhau seco desfiado (ou sobras de bacalhau cozido)
150 ml de azeite
150 ml de leite de soja
4 ovos
250 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de sal fino
Pimenta preta qb


Demolhar o bacalhau durante 24 horas, mudando a água três vezes nesse espaço de tempo. Escorrer e cortar em pedaços.

Bater os ovos com o azeite e o leite de soja. Juntar a farinha, o fermento e o sal. Mexer bem, temperar com pimenta e acrescentar o bacalhau, envolvendo suavemente.

Levar ao forno em forma de bolo inglês a 180º durante 45 minutos.

Com esta receita, participo na iniciativa do Chez Sónia dedicada ao aproveitamento de sobras.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Pão de quinoa

Andava aqui às voltas à procura de uma ideia para um pão diferente e lembrei-me da quinoa que ainda tinha na despensa. Este cereal, proveniente da América do Sul, é um recém-chegado a Portugal (pelo menos de uma forma mais corrente) e só agora começa a ser conhecido, mas era o principal alimento dos incas e por boas razões - proteína de alta qualidade, uma boa quantidade de cálcio, fibras e vitaminas a rodos, baixo teor de colesterol.

De certeza que ficaria bem num pão! E ficou.




Ingredientes:

1/2 chávena de quinoa
1 colher de sopa de mel
1 colher de leite de soja em pó
3 saquetas de fermento em pó (cerca de 13 g)
1 colher de chá de sal fino
1 colher de óleo de girassol
540 g de farinha de trigo integral
300 ml de água tépida


Cozer a quinoa numa chávena de água até esta ter sido completamente absorvida. Retirar do lume e deixar arrefecer.

Misturar o fermento, o mel, o leite em pó e a água e cobrir com um pano. Deixar repousar 10 minutos, até se formar uma espuma na superfície.

Juntar a quinoa à farinha e ao sal. Misturar bem e abrir uma cova no meio, onde se coloca o óleo. Verter por cima a mistura anterior e cobrir com a farinha que fica nas margens.

Deixar repousar 15 minutos tapado com um pano.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar durante 5 minutos em velocidade 2. Colocar a massa num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal, cobrir com um pano húmido e deixar levedar durante 2 horas.

Levar ao forno a 210º durante 35 minutos, findos os quais se baixa para 150º. Depois de 20 minutos nesta temperatura, desliga-se o forno e deixa-se o pão no seu interior durante mais 10 minutos para acabar de cozer.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Bolachas de sésamo

Estas bolachas lembram-me os anos que vivi na Ásia. A mistura de sabores faz-me lembrar uma espécie de bolos que comprávamos na rua, que na minha memória tinham um gosto divinal. Se calhar na realidade não eram nada de especial, mas como nessa altura os bolos que lá se encontravam eram geralmente de má qualidade, aqueles destacavam-se porque tinham o gosto de bolo feito em casa.

Nesta receita, o óleo de sésamo é essencial. Encontra-se em lojas de produtos orientais e sem ele as bolachas não têm o mesmo gosto!




Ingredientes:

70 g de tahini (pasta de sésamo)
1 ovo
1 colher de sopa de óleo de sésamo
130 g de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de leite de soja
140 g de farinha de trigo integral
90 g de farinha de milho
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal fino


Bater o ovo com o tahini, o açúcar e o óleo, até formar um creme.

Num outro recipiente, misturar as farinhas, o fermento, o sal e o bicarbonato.

Juntar as duas misturas e envolver com uma colher de pau. Juntar o leite de soja e amassar com as mãos.

Em tabuleiros forrados com papel vegetal, colocar pequenas porções de massa, que se espalmam com as costas de uma colher.

Levar ao forno a 190º durante 15 minutos, até as margens das bolachas estarem douradas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Bolo de avelã e banana

Esta foi a primeira receita de bolo que inventei, já há tantos anos atrás que nem me lembro exatamente quando foi. Sei que já fiz este bolo em inúmeras ocasiões, para festas e para levar para casa de amigos, e há muito tempo que não o fazia.

Lembro-me de uma ocasião em particular em que apresentei o bolo como "bolo surpresa". A dona da casa, com o seu sentido de humor habitual, começou a imaginar que em cada fatia viria um sabor diferente e que seria realmente uma coisa muito surpreendente.

Não é assim tão fora do comum quanto isso, mas os sabores da avelã e da banana casam-se muito bem - e não é nada difícil de fazer!



Ingredientes:

200 g de miolo de avelã
160 g de açúcar amarelo
4 ovos
90 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
4 colheres de sopa de leite de soja
1 banana grande


Moer as avelãs.

Juntar as gemas e o açúcar e bater até formar um creme esbranquiçado. Juntar as avelãs moídas, mexer bem, e em seguida acrescentar a farinha e o fermento. Adicionar então o leite de soja.

Bater as claras em castelo. Envolver delicadamente na mistura anterior.

Cortar a banana em rodelas finas. Misturar com cuidado com uma colher de pau para não desfazer a fruta.

Levar ao forno a 190º durante 35 minutos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Empadão de peru

Normalmente ninguém se lembra disso, mas o puré de batata é algo que uma pessoa que é intolerante à lactose não pode comer fora de casa. Como, aliás, outros pratos muito comuns. Ir ao restaurante é também uma aventura e é bom conhecer bem as receitas para se saber o que se pode ou não pedir. Na dúvida, mais vale sempre perguntar ao empregado.

Mas claro que se pode fazer puré de batata em casa, usando leite de soja e azeite, em vez dos habituais laticínios. E com puré de batata, faz-se empadão.

O peru que sobrou do Natal, que tinha ficado congelado em caixinhas, transformou-se e ganhou nova vida.



Ingredientes:

400 g de peru com o recheio
15 batatas
100 ml de leite de soja
1 cebola grande
1 cenoura grande
1/2 alho francês
3 dentes de alho
1 folha de louro
Sal
Pimenta
Noz moscada
Azeite


Descascar as batatas e pôr a ferver em água com sal.

Entretanto, picar a cebola e o alho e refogar numa colher de sopa de azeite com a folha de louro. Quando estiverem dourados, acrescentar a cenoura ralada e o alho francês cortado em rodelas finas. Temperar com pimenta.

Quando os legumes estiverem cozinhados, acrescentar o peru cortado em pedaços pequenos, com o recheio. Misturar tudo e deixar em lume brando durante mais 15 minutos. Retificar os temperos.

Quando as batatas estiverem bem cozidas, escorrer a água e acrescentar duas colheres de sopa de azeite e o leite de soja. Triturar com a varinha mágica até obter um puré sem grumos. Temperar com sal, pimenta e noz moscada.

Cobrir um tabuleiro de ir ao forno com uma camada fina de puré. Colocar a carne com os vegetais por cima. Cobrir com o puré restante e levar ao forno a dourar.

Servir com uma salada mista.

Com esta receita, participo na iniciativa do Chez Sónia dedicada ao aproveitamento de sobras.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sopa de couve com feijão branco

Mais uma sopa muito portuguesa, ideal para o inverno.



Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
1 nabo
1 curgete
10 cenouras grandes
150 g de couve lombarda cortada em juliana
300 g de feijão branco
Sal


Pôr todos os legumes menos a couve e o feijão a cozer em bastante água. Quando estiverem bem cozidos, triturar com a varinha mágica e acrescentar o que ficou de fora. Deixar cozer em lume brando durante 30 minutos. Retirar do lume, temperar de sal e servir.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Hummous

O hummous ou hummus é uma receita milenar da Grécia, do Médio Oriente e do Norte de África. A receita varia consoante o país, mas o espírito é mais ou menos o mesmo - o grão, o alho, o sésamo e o azeite, numa combinação cremosa.

A minha receita veio de um workshop de cozinha libanesa que fiz há uns anos na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves. A casa é um dos exemplos de Arte Nova em Lisboa e só por isso vale a pena a visita. E se como bónus aprendemos umas receitas novas, ainda melhor!

Adaptei-a ao meu gosto e agora é uma presença frequente em jantares e festas. Já foi servido de várias maneiras - numa tigela com fatias de pão de mistura, o mais tradicional; servido com palitos de cenoura e pepino crus, como aconteceu no fim de semana em casa de amigos; ou em tostinhas barradas com hummous e um toque de doce de tomate caseiro por cima, combinação que resultou maravilhosamente bem.

Outra versão bem conseguida são cogumelos recheados, que são cozidos primeiro no forno, recheados a seguir com o hummous e levados novamente ao forno para dourar.






Ingredientes:

260 g de grão de bico enlatado
1 dente de alho grande
1/2 colher de chá de cominhos
1 pitada de piri-piri
100 ml de azeite
1 colher de sopa de tahini (pasta de sésamo)
Sumo de 1/2 limão
Sal
Pimenta


Descascar o dente de alho e retirar-lhe o grelo.

Num copo alto, juntar todos os ingredientes e triturar bem com a varinha mágica, até atingir uma consistência cremosa, sem grumos. No final, temperar com sal e pimenta.



Bolachas de água e sal com hummous e doce de tomate

domingo, 6 de janeiro de 2013

Pão de mistura - milho, arroz e trigo

O desafio para este ano é fazer pão completamente artesanal. Ou seja, em vez de usar o fermento para pão disponível no mercado, vou experimentar fazer o meu próprio isco. Vamos ver como sai!

Entretanto, deixo mais uma receita ainda com fermento em pó, que, como é habitual, se pode fazer na batedeira profissional, no robot de cozinha, na máquina do pão ou amassando manualmente.





Ingredientes:

120 g de farinha de milho
1 colher de sopa de amido de milho (maizena)
50 g de farinha de arroz
320 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de sal
2 saquetas de fermento para pão (cerca de 10 g)
1 colher de sopa de mel
300 ml de água tépida


Juntar o fermento, o mel e a água e cobrir com um pano. Ao fim de 10 minutos, ter-se-á formado uma espuma à superfície.

Entretanto, juntar as farinhas e o sal. Misturar e abrir uma cova no meio. Nessa cova, verter a mistura anterior. Cobrir com a farinha que fica nas margens.

Tapar com um pano e deixar repousar durante 15 minutos.

Amassar na batedeira profissional com a vareta de amassar em velocidade 2 durante 5 minutos. Colocar  numa forma de bolo inglês, tapar com um pano húmido e deixar levedar 2 horas.

Ao fim desse tempo, dar uns cortes na massa e colocar no forno durante 30 minutos a 210º. Em seguida, baixar a temperatura para 150º e deixar mais 15 minutos. Desligar o forno, deixando o pão no interior a acabar de cozer durante mais 10 minutos.

Retirar e deixar arrefecer antes de fatiar.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Bolo de chocolate do ano novo

Mais uma receita adaptada do livro de Nigel Slater, "The Kitchen Diaries". Foi a sobremesa que apresentei para a festa da passagem de ano e foi muito bem recebida!

O centro do bolo fica quase líquido e o sabor da amêndoa sobressai, combinando na perfeição com o chocolate.





Ingredientes:

200 g de chocolate preto (sem lactose)
1 café expresso
150 ml de óleo de amendoim
80 g de farinha de trigo integral
2 colheres de sopa de cacau magro em pó
1 colher de chá de fermento
130 g de amêndoas com pele
5 ovos
160 g de açúcar amarelo



Colocar o chocolate a derreter em banho-maria. Quando começar a perder a forma, verter por cima a chávena de café bem quente. Quando o chocolate tiver derretido completamente, acrescentar o óleo de amendoim e misturar cuidadosamente.

Juntar a farinha, o fermento e o cacau. Moer as amêndoas até ficarem em pó e juntar à mistura anterior.

Separar as claras das gemas. Bater as gemas com o açúcar. Juntar o chocolate derretido e misturar bem. Finalmente, acrescentar a mistura da farinha com as amêndoas.

Bater as claras em castelo. Envolver delicadamente.

Levar ao forno a 180º durante 30 minutos. Cuidado para não deixar cozer demais, é um bolo que fica mais saboroso quando fica mal cozido no centro.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Alho francês à Brás

Mais um prato vegetariano que é um êxito de bilheteira cá em casa. Leva pouco tempo a fazer, por isso é aquele prato que eu faço quando não tenho nada feito no frigorífico, mas já estou com muita fome e quero almoçar rápido.






Ingredientes:

2 alhos franceses
1 cebola grande
100 g de batata frita palha
2 ovos
1 molho de salsa
Sal
Pimenta
Azeite


Picar a cebola e refogar no azeite. Quando estiver dourada, acrescentar o alho francês cortado às rodelas e deixar cozer em lume brando.

Quando o alho francês estiver já bem cozido, acrescentar as batatas (passadas por água quente e escorridas, para retirar o excesso de sal e gordura) e envolver bem. Deixar cozer mais cinco minutos.

Entretanto, bater os ovos com a salsa picada, a pimenta e uma pitada de sal, tendo atenção à quantidade, dado que as batatas fritas já são bastante salgadas. Já fora do lume, acrescentar os ovos à mistura anterior e mexer bem.

Servir de imediato com uma salada de tomate.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Creme de feijão

Sopa de feijão para mim é a chamada "comfort food". Cada um tem as suas e esta é uma das minhas. Que por sinal não podia ser mais portuguesa...

Uma excelente sopa para começar o ano!




Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
1 nabo
1 curgete
7 cenouras
500 g de feijão vermelho enlatado
Sal
Pimenta


Levar os legumes ao lume numa panela com água suficiente para os cobrir. Se usar a panela de pressão, colocar menos quantidade de água.

Quando os legumes estiverem cozidos, passar com a varinha mágica até obter um creme com textura homogénea. Levar a lume brando durante 15 minutos para apurar.

Retirar do calor e temperar com sal e pimenta.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Folhados de farinheira com tomate

Estes folhados de farinheira surgiram pela primeira vez num lanche de inauguração da casa nova. E uma das amigas presentes ficou completamente vidrada neles.

Desde aí, os folhados de farinheira têm obrigatoriamente que marcar presença em jantares onde ela esteja - não se pode defraudar as expetativas das nossas "cobaias"! Fazem o favor de correr riscos enormes ao experimentar cada nova criação culinária, portanto têm direito a uns mimos de quando em vez.




Ingredientes:

1 farinheira
1 cebola
15 tomates secos
2 tomates frescos
270 g de massa folhada (sem lactose)
Azeite
Pimenta


Colocar os tomates secos numa tigela e cobri-los com água a ferver. Deixar repousar durante cinco minutos, retirá-los da água e picá-los em pedaços pequenos.

Picar a cebola muito fina. Refogar num pouco de azeite (o mínimo possível, já que a farinheira tem em si uma grande quantidade de gordura). Quando estiver já ligeiramente tostada, juntar a farinheira sem pele, aos pedaços, e os tomates secos picados.

Com a colher de pau, ir esmagando a farinheira, à medida que se envolve os outros ingredientes. Temperar com pimenta. Quando estiverem bem misturados, espalhar a pasta por toda a superfície da frigideira e deixar alguns minutos, até começar a formar uma crosta leve. Virar e repetir o mesmo do outro lado. Retirar do lume.

Cortar o tomate fresco em rodelas finas.

Estender a massa folhada com um rolo em superfície enfarinhada e cortar 12 quadrados. Distribuir a pasta de farinheira pelos quadrados e por cima colocar uma rodela de tomate.

Fechar com cuidado, formando umas trouxinhas, tendo atenção para não abrir buracos na massa. Pincelar com azeite e levar ao forno a 220º durante 25 minutos.

Servir morno ou frio.

Também publiquei esta receita no Sapo Sabores.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pão de espelta com sementes de papoila

Ano novo! Vida nova?

Há muito tempo que não comprava farinha de espelta, que, sendo um grão inteiro, menos processado que o trigo, tem um valor nutritivo bastante interessante. Passei por uma loja de produtos biológicos e trouxe de lá a farinha e as sementes de papoila, que resolvi juntar de imediato ao pão.

Este pão fica assim com um ar saudável, de loja de produtos macrobióticos, e com um sabor muito agradável.

Pode ser feito na batedeira profissional, no robot de cozinha, na máquina do pão ou amassando manualmente.




Ingredientes:

150 g de farinha de espelta
350 g de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de sementes de papoila + 1 colher de chá
1 colher de sopa de mel
2 saquetas de fermento para pão (cerca de 10 g)
300 ml de água tépida
1 colher de chá de sal fino


Juntar o fermento, o mel e a água e cobrir com um pano. Ao fim de 10 minutos, ter-se-á formado uma espuma à superfície.

Entretanto, juntar as farinhas, uma colher de sopa bem cheia de sementes de papoila e o sal. Misturar e abrir uma cova no meio. Nessa cova, verter a mistura anterior. Cobrir com a farinha que fica nas margens.

Tapar com um pano e deixar repousar durante 15 minutos.

Amassar na batedeira profissional com a vareta de amassar em velocidade 2 durante 5 minutos. Moldar uma bola com as mãos e colocar num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.

Cobrir a massa com as restantes sementes de papoila. Tapar com um pano húmido e deixar levedar 2 horas.

Ao fim desse tempo, dar uns cortes na massa e colocar no forno durante 30 minutos a 210º. Em seguida, baixar a temperatura para 150º e deixar mais 15 minutos. Desligar o forno, deixando o pão no interior a acabar de cozer durante mais 10 minutos.

Retirar e deixar arrefecer antes de fatiar.
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