sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Saag de frango

O saag é provavelmente o prato mais conhecido da região de Punjab, no norte da Índia. A palavra significa "verde", por ser uma receita normalmente confecionada com espinafres, mas outros legumes verdes podem ser utilizados.

A receita veio, como sempre, do The World's Greatest Ever Curries, de Mridula Baljekar, e foi acompanhado pelos naan integrais, que fizeram um casamento perfeito.





Ingredientes:

1/2 frango do campo cortado em pedaços pequenos
200 g de espinafres cozidos
1 cebola
4 tomates
125 ml de iogurte de soja
3 dentes de alho
12 g de gengibre fresco
1 malagueta
2 folhas de louro
8 bagos de pimenta
1 colher de chá de pó de caril
Sal
Óleo de amendoim


Descascar e cortar o gengibre em pedaços. Abrir a malagueta e retirar as sementes.

Dar uns cortes em cruz na pele dos tomates e verter água quente por cima deles, deixando-os de molho durante 3 minutos. Quando a pele se começar a separar da polpa no sítio dos cortes, escorrer e passar por água fria. Retirar-lhes a pele e cortá-los em cubos.

Colocar o gengibre, a malagueta, os alhos e os espinafres, bem como 200 ml de água (de cozer os espinafres ou da torneira), no liquidificador. Triturar até obter um puré.

Aquecer um fio de óleo de amendoim numa caçarola anti-aderente ou no wok. Colocar as folhas de louro e os bagos de pimenta e fritar dois minutos.

Adicionar a cebola picada fina e deixar refogar até a cebola ficar transparente. Adicionar então o tomate cortado, o pó de caril e o puré de espinafres. Deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos.

Juntar o iogurte, envolvendo bem, e em seguida o frango. Misturar bem, temperar com um pouco de sal, e deixar cozinhar, sempre em lume brando, durante 40 minutos.

Servir com pão naan.




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Naan integrais

Estes naan foram produto de uma aventura matinal! Um destes sábados, acordei às oito da manhã para fazer pão. Na noite anterior, tinha deixado dois iscos preparados - um de centeio para o pão rústico de quinoa e centeio e outro de trigo para fazer naan semi-integrais. Só que, estremunhada pelo sono, troquei os iscos, usando o de trigo no pão rústico... quando me dei conta, já não havia nada a fazer! Só podia usar o de centeio nos naan e esperar que desse bom resultado!

O centeio, ainda por cima integral, absorve a água de uma maneira diferente e dá uma textura particular à massa, pelo que estes naan não ficaram tão macios e elásticos como os que estamos habituados a comer nos restaurantes indianos. Sendo um pouco secos, não servem tanto para comer sozinhos como entrada, salpicados com alho e coentros; mas pelo contrário, são excelentes para comer como acompanhamento de pratos indianos com molho - e são tantos! Há muito por onde escolher! Estes acompanharam um saag de frango nessa mesma noite. Os que sobraram, foram para o congelador, esperando a próxima noite em que se comer uma refeição indiana cá em casa.

Inspirei-me na receita do Half Baked Harvest para responder a mais um desafio do Bake The World.




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de centeio
200 g de farinha de centeio integral
210 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro e tapar com um saco de plástico. Deixar repousar 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
150 g de farinha de trigo integral
350 g de farinha de trigo branca
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de sopa de açúcar branco
125 ml de iogurte de soja
100 ml de leite de soja
50 ml de água
Azeite qb


À mistura do dia anterior, juntar o iogurte, a água, o açúcar e o leite de soja. Misturar bem.

Juntar as farinhas, o fermento e o bicarbonato. Abrir uma cova no meio e verter o líquido. Ir envolvendo com uma colher de pau. Quando já estiver a farinha quase toda absorvida, terminar de amassar com as mãos, apenas até obter uma mistura homogénea - será uma massa bastante pegajosa.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior, untar com azeite e colocar aí a massa, virando de modo a que fique coberta de azeite. Deixar levedar 4 horas.

Dar umas voltas à massa, formar uma bola e deixar levedar mais 3 horas.

Retirar a massa e dividir em 12 bocados iguais. Colocar um pano húmido por cima.

Aquecer uma frigideira anti-aderente até estar bem quente.

Tirar uma das bolinhas e estender com o rolo da massa enfarinhado, em superfície bem enfarinhada, até obter uma forma oval, com uma espessura bem fininha. Pincelar com azeite e colocar a face pincelada na frigideira. Pincelar a outra face com azeite, antes que se comecem a formar bolhas.

Deixar cozinhar 30 segundos. Virar e deixar cozinhar do outro lado mais dois minutos, sempre com o fogo bem alto.

Retirar o naan do lume e colocar numa toalha, dentro da qual que se fecha o pão de modo a mantê-lo quente.

Repetir o mesmo procedimento para as restantes 11 partes.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Muffins de coco, cenoura e laranja amarga

O doce de laranja amarga encontrou o caminho para o nosso frigorífico, mas tem ficado lá perdido desde antes do natal. Por alguma razão, não nos chama para barrar o pão, nem tenho tido ideias criativas para o utilizar... até estes muffins surgirem no horizonte do meu pensamento, e a partir daí não descansei até experimentar!




Ingredientes:

1 cenoura pequena (cerca de 80 g)
1 1/2 colher de sopa de doce de laranja amarga
140 g de farinha de trigo integral
35 g de coco ralado
150 ml de óleo de amendoim
75 g de açúcar amarelo
1 ovo
1 colher de chá de fermento
Uma pitada de sal


Descascar e ralar a cenoura. Se o doce de laranja tiver bocados grandes da casca, picá-los em pedaços pequenos.

Bater o ovo com o açúcar. Adicionar o coco e em seguida o óleo. Misturar bem.

Juntar então a cenoura e o doce de laranja amarga.

Finalmente envolver a farinha, o fermento e o sal. Misturar até obter uma massa homogénea.

Dispor em formas de muffin (rende 6) e levar ao forno durante 30 minutos a 200º.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Beringelas cremosas

Nigel Slater tem um livro que eu adoro, que se chama The Kitchen Diaries. Já falei aqui desse livro várias vezes, porque foi uma das minhas inspirações para começar este blogue, e é um daqueles aos quais volto regularmente. Esta receita, nomeadamente, já perdi a conta às vezes que a cozinhei! É um excelente almoço vegetariano.




Ingredientes:

2 beringelas grandes (ou 3 pequenas)
4 cardamomos castanhos
Sal
Pimenta
Azeite

Molho:

125 ml de iogurte de soja
1 colher de sopa de tahini (pasta de sésamo)
1 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de tomilho fresco
1 colher de chá de azeite
Sal



Abrir as vagens dos cardamomos. Retirar as sementes e moê-las no almofariz.

Descascar as beringelas e cortar em cubos. Colocar num prato de ir ao forno, temperando com o cardamomo moído, sal e pimenta. Regar com um fio generoso de azeite.

Misturar com as mãos e levar ao forno a 200º durante 30 minutos.

Para o molho, juntar todos os ingredientes. Acrescentar à beringela, envolvendo bem. Deixar no forno ainda mais dois minutos.

Retirar e servir quente, acompanhado com arroz basmati.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pão rústico de quinoa e centeio - Quinoa rye rustic bread

Respondendo ao desafio do Bread Baking Day #64, promovido este mês pelo Ninivepisces, resolvi voltar a usar a quinoa (outra receita de pão com quinoa pode encontrar-se aqui), juntando este ingrediente ao centeio para criar um pão rústico. A proposta era aumentar o nível de proteína no pão que comemos no dia-a-dia - e a quinoa é uma reconhecida fonte de proteína, bem como cálcio, ferro e potássio.

Answering to the Bread Baking Day #64 challenge, hosted this month by Ninivepisces, I came up with another recipe of quinoa bread, adding rye flour as well to bake a rustic bread. "More proteins in your bread" was the title - and quinoa is a known source of protein, as well as calcium, iron and potassium.




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha de trigo integral
205 g de água tépida


Juntar todos os ingredientes numa taça de vidro até obter uma mistura homogénea. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas.



First day - around dinner time

120 g wholewheat starter
200 g wholewheat flour
205 g lukewarm water

First step - feed the starter. Mix everything in a big glass bowl. Let it rest on the kitchen table, covered with a plastic bag, for about 12 hours.



Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
210 g de quinoa cozida
150 g de farinha de centeio integral
350 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de leite de soja em pó

10 g de sal fino
1 colher de sopa de mel
150 g de água tépida
1 colher de sopa de azeite



Juntar o sal, as farinhas, o leite de soja em pó e a quinoa. Envolver bem e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o mel e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Juntar ainda uma colher de sopa de azeite.

Tapar com a farinha que fica nas margens, tapar com um pano e deixar repousar dez minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar e untar com azeite a taça usada no dia anterior. Colocar aí a massa, virando-a para ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 4 horas.

Dar umas voltas à massa com cuidado e dar-lhe a forma desejada.

Colocar a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, tapar com um pano húmido e deixar repousar durante 4 horas.

Dar uns cortes na superfície do pão com uma lâmina afiada e levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o forno e deixar o pão no interior a acabar de cozer mais 20 minutos.

Retirar e deixar arrefecer antes de fatiar.




Second day - early morning

Mix from the previous day
210 g cooked quinoa
150 g rye flour
350 g whole wheat flour
1 teaspoon of powdered soy milk
1 tablespoon of honey
150 g lukewarm water
10 g salt
1 tablespoon of olive oil


Mix the water and the honey with the starter from the previous day. Mix well with a wooden spoon.


Mix flours, quinoa, soy milk and salt. Open a pit in the middle of the flour mix and add the starter. Add also one tablespoon of olive oil.

Cover with the flour that remains on the sides and let it rest, covered, for about ten minutes.

Knead the dough by hand or using the machine (speed 2 for about 8 minutes).

Wash the glass bowl and grease with olive oil. Put in the dough and make it go around so that it gets covered in oil.

Cover with the plastic bag and let it rest for about 4 hours.

After the resting time, gently fold the dough a couple of times and mold it to shape.

Put the dough in a baking sheet with parchment paper lining, cover with a damp cloth and let it rest for another 4 hours.

Make one cut on the loaf's surface with a sharp knife. Put it in the oven at 230º for about 15 minutes, then lower the temperature to 200º for 30 minutes more. Turn off the oven and let the bread rest inside for another 20 minutes.

Take the bread out of the oven and let it cool before cutting.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Salteado de frango, espargos e cogumelos

Uma receita do Bon Appétit, ao qual apetece voltar sempre. Este salteado faz uma excelente refeição para levar para o trabalho e agradou cá em casa. Foi a segunda utilização do molho de espargos de que já falei aqui, e que rendeu estes dois belos pratos!




Ingredientes:

300 g de bifes de frango
150 g de espargos verdes frescos
200 g de cogumelos pleurotus
1 cebola
2 dentes de alho
1 malagueta pequena
70 ml de vinho branco
3 colheres de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Refogar num fio de azeite a cebola e os alhos picados. Quando a cebola estiver transparente, adicionar os espargos cortados em pedaços e a malagueta aberta ao meio, sem sementes. Deixar refogar durante 10 minutos.

Adicionar então os cogumelos cortados em pedaços. Deixar cozinhar 5 minutos, até os cogumelos terem libertado a sua água. Retirar a malagueta, temperar com sal e pimenta e reservar.

Voltar a adicionar um fio de azeite à frigideira. Fritar os bifes de frango cortados em tiras durante 5 minutos. Adicionar o vinho e deixar fervilhar durante 10 minutos.

Juntar os legumes à frigideira e deixar cozinhar mais 2 minutos. Retirar do lume e envolver a nata de soja. Retificar os temperos, se necessário, e servir com arroz branco e salada.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mini-tartes de espargos

Porque é que só encontro espargos vindos do Peru? Porque é que não há espargos portugueses à venda, ou de algum outro país um pouco mais próximo? E porque é que são tão caros?

Se não fossem esses factores - a distância que os produtos viajam e o preço -, que já sabemos que estão interligados, provavelmente passaria o tempo a cozinhar e a comer espargos. É que adoro. Mesmo. Ovos mexidos com espargos, esse petisco fantástico do Alentejo. Então se forem espargos selvagens...

Por isso quando compro espargos, faço-os render ao máximo. Desta vez, um molhinho deu para duas receitas que nos deliciaram. E estas mini-tartes de espargos não podiam ser mais simples!



Ingredientes:

150 g de espargos verdes frescos
2 quadrados de massa folhada (sem lactose) com cerca de 12 centímetros de lado
2 colheres de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar água a ferver com uma pitada de sal. Quando estiver a ferver, juntar os espargos e deixar cozer dois minutos. Retirar da água e cortar em pedaços de cerca de 10 centímetros.

Fazer umas caixinhas com a massa folhada, unindo as pontas. Pincelar o fundo com azeite.

Dispor os espargos no interior.

Regar com a nata de soja. Salpicar com sal e pimenta.

Levar ao forno em tabuleiro forrado com papel vegetal durante 20 minutos.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Muffins de chocolate e nozes com crumble

A Ana do Telita na Cozinha faz anos no mês de janeiro e resolveu desafiar os "vizinhos" a contribuir com uma receita para a sua festa de aniversário. A pensar nela, resolvi fazer estes bolinhos com crumble - sem lactose, pois claro! São perfeitos no seu formato normal e também funcionam muito bem em formato mini, como se quer em festas.




Ingredientes:

100 g de chocolate preto (sem lactose)
125 ml de óleo de girassol
140 g de açúcar amarelo
50 g de miolo de noz
200 ml de leite de coco
2 ovos
175 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento

Crumble

40 g de miolo de noz
1 colher de sopa de óleo de sésamo
1 colher de sopa rasa de açúcar branco
2 colheres de sopa de flocos de aveia


Derreter o chocolate em banho-maria, juntamente com o óleo. Partir as nozes em pedaços.

Bater os ovos com o açúcar amarelo. Adicionar em seguida o leite de coco e bater bem.

Juntar a farinha, o fermento e as nozes em pedaços. Envolver.

Finalmente, juntar o chocolate derretido e bater bem.

Para o crumble, triturar as nozes até obter pedaços muito pequenos. Juntar com os restantes ingredientes, mexendo com uma colher.

Distribuir a massa pelas formas de muffins (rende 7 - 8 muffins) e distribuir o crumble por cima.

Levar ao forno a 180º durante 30 minutos.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Barriga de porco com molho de tangerina e puré de couve-flor

Gostamos sempre de receitas com sabores asiáticos, por isso assim que vi esta barriga de porco no Zen Can Cook fiquei logo com vontade de experimentar. Não é muito comum cá em Portugal cozinharmos assim a entremeada; normalmente, vemo-la em fatias finas, grelhada na brasa.

Mas esta foi cozinhada inteira, num pedaço alto, e as opiniões dividiram-se - houve quem achasse que é demasiado dura e que devia ter sido cozinhada a baixa temperatura durante muitas horas; e houve quem gostasse da textura mais rija. Uma coisa foi unânime - o sabor do molho é maravilhoso!




Ingredientes:

500 g de barriga de porco
3 tangerinas
1 colher de chá de folhas de alecrim fresco
1/2 colher de chá de flor de sal
1 colher de sopa de açúcar branco
1/2 colher de chá de banha de porco
1/2 colher de chá de sementes de sésamo
1 colher de chá de vinagre de arroz
1/2 colher de chá de óleo de sésamo
Sal
Pimenta

Puré

1 couve flor
1 colher de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Retirar a pele dura da barriga de porco, se ainda houver. Cortar em dois pedaços iguais.

Ralar a casca das tangerinas. Picar as folhas de alecrim em pedacinhos pequenos.

Juntar ambas numa taça. Adicionar o açúcar e a flor de sal. Misturar bem. Com esta pasta, barrar a barriga de porco.

Colocar numa travessa de ir ao forno e cobrir com película aderente. Refrigerar durante uma hora e meia.

Adicionar a banha de porco à carne, colocando uma nozinha em cima de cada pedaço. Levar ao forno a 200º durante 20 minutos.

Entretanto, espremer as tangerinas (renderão aproximadamente 100 ml de sumo).

Levar o sumo ao lume até começar a ferver; baixar o lume e deixar fervilhar até obter uma consistência de xarope. Retirar do lume e juntar o vinagre de arroz e o óleo de sésamo. Temperar com sal e pimenta. Reservar.

Cozer a couve-flor. Quando estiver cozida, triturar com a varinha mágica até obter um puré. Adicionar a nata de soja e um toque de azeite. Temperar com sal e pimenta.

Quando a carne estiver bem tostadinha, dividir o puré de couve-flor pelos pratos e por cima colocar a carne. Juntar ao molho o sumo da carne que ficou na travessa que foi ao forno, misturar bem e repartir entre os dois pratos. Salpicar com algumas sementes de sésamo tostadas.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinoa com romã e amêndoa

Esta salada morna foi inspirada nesta outra do Savoury Simple e é muito saborosa. Juntamente com um ovo cozido, fez um almoço vegetariano excelente. Pode também ser um acompanhamento original para um churrasco ou para uma festa.





Ingredientes:

325 g de quinoa cozida
1 romã grande
1/2 cebola pequena
25 g de amêndoa em palitos
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de chá de caril
Sumo de 1/2 limão
Sal
Pimenta branca


Juntar o azeite, o sumo de limão e o caril. Misturar bem e temperar com sal e pimenta branca.

Tostar as amêndoas numa frigideira anti-aderente até obter uma cor dourada.

Juntar a quinoa com os bagos da romã, a cebola picada, as amêndoas tostadas e envolver bem. Adicionar o molho, mexer e servir morno ou frio.



sábado, 18 de janeiro de 2014

Burgonyàs kenyèr ou pão de batata húngaro

Os meus pães costumam ser consistentes, com a miga relativamente densa, a côdea bem crocante, um pão que oferece resistência à faca quando o cortamos, e que é impensável cortar à mão. Um pão excelente para comer acabado de sair do forno, mas que também aguenta bastantes dias sem ficar duro. Por outro lado, é preciso cuidado quando se põe na torradeira, porque se tosta tempo demais pode ficar demasiado rijo.

Mas este pão de batata não é nada disso. É tudo ao contrário! Apesar da cor bem tostada da côdea, esta é finíssima e suave, o interior fofo e macio, do género que se aperta na mão e, em vez de ficar todo esmagado, volta à forma original. Um pão que é complicado de cortar com a faca, porque é molinho como uma almofada e molda-se à faca em vez de oferecer resistência; e portanto, claro que só apetece cortar pedaços à mão para molhar em azeite. E escusado será dizer, é absolutamente fabuloso em torradas!

A receita veio do Mercado Calabajío e o que diferencia este pão à moda húngara do outro pão de batata que já publiquei aqui no blogue é que tradicionalmente este é aromatizado com alcaravia. Como não tinha alcaravia em casa e esta é da família dos cominhos, substituí por um pouco de cominhos em pó, que deu ao pão um leve sabor, sem sobressair demasiado, mas que faz toda a diferença em termos de odor. Para além disso, neste caso a batata é cozida previamente e é o puré de batata que é responsável pela textura fabulosa do oficialmente nomeado pão mais fofo do universo.






Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha branca
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
550 g de batata
500 g de farinha de trigo branca
50 g de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de mel
14 g de sal fino
150 g de água tépida
1/4 de colher de chá de cominhos em pó
Óleo de girassol qb


Descascar e cozer as batatas em água. Quando estiverem cozidas, escorrer a água, reservando o líquido.

Triturar as batatas até obter um puré. Deixar arrefecer.

Quando o puré e a água de cozer as batatas estiverem quase frios, juntar o puré, as farinhas, o sal e os cominhos. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior 150 g da água de cozer as batatas já tépida (não usar a água quente, porque senão as leveduras morrem!) e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 10 minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 7 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa e rodar sobre si mesma de forma a ficar coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 4 horas.

Dar umas voltas à massa para retirar o gás e formar uma bola, criando tensão na superfície. Colocar a bola num tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com farinha branca e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 4 horas. Imediatamente antes de colocar o pão no forno, dar uns cortes na superfície com uma lâmina afiada.

Levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Involtini de beringela com fiambre e grelos salteados

Depois de ver várias receitas de involtini de beringela, resolvi tentar a minha própria receita. Tudo o que é recheado é muito apreciado cá em casa e estes rolinhos não foram exceção!




Ingredientes:

2 beringelas médias
175 g de fiambre cortado em fatias finas (sem lactose)
Azeite aromatizado com malaguetas
Azeite

Recheio

1 cebola
3 dentes de alho
200 g de grelos picados
25 g de sementes de girassol
1/2 colher de chá de oregãos
2 colheres de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite

Molho

4 colheres de sopa de molho de cerveja preta (ver aqui a receita)
3 colheres de sopa de polpa de tomate
100 ml de leite de soja


Lavar e cortar as beringelas em fatias no sentido longitudinal (cerca de 6 - 7 fatias por beringela). Numa taça, juntar três colheres de sopa de azeite e um toque de azeite aromatizado com malaguetas.

Colocar as fatias numa grelha, pincelar com a mistura dos azeites e levar ao forno em modo grill durante 8 minutos. Virar e deixar grelhar mais 3 minutos.

Retirar do forno enquanto se prepara o recheio.

Picar a cebola e os alhos bem finos. Refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar as sementes de girassol e deixar tostar um pouco.

Adicionar então os grelos picados bem finos. Deixar cozinhar durante 10 minutos.

Retirar do lume, temperar com sal, pimenta e oregãos e juntar a nata de soja, envolvendo bem.

Distribuir o fiambre pelas fatias de beringela. Distribuir o recheio pelas fatias. Enrolar e dispor numa travessa de ir ao forno.

Juntar os ingredientes para o molho. Regar os rolinhos e levar ao forno a 190º durante 25 minutos.

Servir com arroz branco.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sopa de lentilhas à moda turca

Estou sempre à procura de novas receitas de sopa! É algo que faz sempre parte das nossas refeições, e como tal é preciso variar muito para não nos cansarmos dos mesmos sabores. Com base nesta receita do Fat Free Vegan, confecionei esta sopa muito aromática.





Ingredientes:

300 g de lentilhas laranja
1 cebola
1 nabo
4 cenouras
130 g de abóbora
1 colher de chá de menta seca
1 colher de chá de pimentão doce
1 colher de chá de sumac
1/4 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de azeite
2 colheres de sopa de polpa de tomate
Sal
Pimenta


Colocar os legumes na panela com água suficiente para os cobrir. Deixar ferver até os legumes estarem bem cozidos.

Triturar com a varinha mágica, acrescentando mais água se necessário. Juntar a polpa de tomate e ferver em lume brando mais 10 minutos.

Retirar do lume e adicionar as especiarias, o azeite, o sal e a pimenta. Envolver bem.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Salmão com molho de cerveja preta

Um molho vindo do The Hungry Belgian, casou-se lindamente com os lombos de salmão que aguardavam destino.





Ingredientes:

4 lombos de salmão
Sal
Pimenta
Azeite

Molho

330 ml de cerveja preta
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
1 1/2 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de mel
2 chalotas
3 dentes de alho
Sal
Pimenta
Azeite


Abrir a cerveja, verter para um copo e deixar repousar durante 30 minutos.

Levar ao lume até começar a ferver. Baixar o lume e deixar fervilhar durante 10 minutos, para evaporar o álcool.

Entretanto, picar as chalotas e os alhos bem fino e refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar os vinagres e deixar fervilhar um minuto.

Retirar a cerveja do lume e juntar o mel, mexendo bem. Misturar a cebola. Deixar fervilhar durante 15 minutos para reduzir.

Na frigideira em que se refogou a chalota, juntar um fio de azeite. Fritar o salmão quatro minutos de cada lado. Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Colocar o peixe nos pratos e dividir o molho pelos quatro pratos.



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Bolani ou pães recheados com batata e coentros

Uma receita afegã, os bolani são frequentes em festas e celebrações e ficam uma verdadeira delícia! Como a massa não leva fermento, não precisa de levedar, apenas repousa algum tempo para o glúten se formar, e o recheio não podia ser mais simples. A receita veio do Yesim Recipes.

Na Turquia, este tipo de pão é chamado gozleme, mas o recheio usado é diferente - um dos mais conhecidos é a mistura de espinafres com queijo.




Ingredientes:

120 g de farinha de trigo integral
330 g de farinha de trigo branca
10 g de sal fino
1 colher de sopa de azeite
250 ml de água tépida

Recheio

500 g de batatas
3 colheres de sopa de coentros picados
1 cebola pequena
Sal
Pimenta


Juntar as farinhas e o sal numa taça de vidro. Abrir uma cova no meio e colocar o azeite, começando a misturar com a colher de pau.

Ir acrescentando a água aos poucos, misturando sempre. Quando o líquido tiver sido absorvido pela farinha, retirar da taça e amassar durante 10 minutos.

Voltar a colocar a massa na taça, tapar com um pano e deixar repousar 45 minutos.

Entretanto, descascar e cozer as batatas em água com sal. Quando estiverem tenras, escorrer e esmagar grosseiramente. Deixar arrefecer.

Juntar a cebola picada bem fina e os coentros. Temperar com pimenta e com sal, se necessário.

Partir a massa em quatro partes iguais (para obter bolani de tamanho mais pequeno, dividir a massa em 6 ou 8). Estender uma das partes, de modo a obter um círculo da espessura de uma tortilha mexicana.

No centro do círculo, colocar um quarto do recheio. Espalhar em direção a um dos lados; dobrar a metade sem recheio sobre a outra, continuando a espalhar o recheio com os dedos e fechando a extremidade.

Repetir o processo até terminar a massa.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira anti-aderente. Dourar os bolani dois a dois, de um lado e de outro, e servir quente.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Mini-tartes de abóbora assada

Inspirada nesta receita do Suvelle Cuisine, resolvi aproveitar um resto de abóbora que andava pelo frigorífico para criar esta entrada saborosa.




Ingredientes:

2 quadrados de massa folhada (cerca de 12 cm de lado)
300 g de abóbora
3 chalotas
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de nata de soja
1/2 colher de chá de açúcar branco
1 colher de chá de folhas de alecrim fresco
Sal
Pimenta


Cortar a abóbora em cubinhos. Colocar num tabuleiro de ir ao forno, regar com uma colher de sopa de azeite e temperar com sal, pimenta e alecrim. Levar ao forno a 200º durante 20 minutos.

Numa frigideira, aquecer a outra colher de azeite. Refogar as chalotas cortadas em meias luas. Quando estiverem douradas, baixar o lume e adicionar o açúcar. Mexer bem e deixar caramelizar em lume brando.

Retirar do lume, envolver a nata de soja e temperar com sal e pimenta.

Unir as pontas dos quadrados de massa folhada, formando umas caixinhas. Dividir a abóbora assada pelas duas caixinhas, cobrir com a chalota caramelizada e levar ao forno mais 20 minutos.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Bifes de frango recheados com bróculos

No blogue The First Mess, vi este paté vegetal à base de bróculos que me agradou. Resolvi experimentar como recheio de bifes de frango e resulta muito bem! Também me pareceu uma bela ideia para rechear cogumelos (mas essa fica para a próxima).

O paté também funciona como amuse-bouche, em cima de umas bolachas de água e sal com sementes, portanto é mesmo muito versátil.






Ingredientes:

6 bifes de frango
1 colher de chá de tomilho fresco
100 ml de vinho do Porto
Sal
Pimenta

Recheio

3 cabeças de bróculos (cerca de 370 g, depois de retiradas as folhas e o caule principal)
1 cebola
1 colher de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de azeite
1/2 limão (sumo e raspa)
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de tomilho fresco
Sal
Pimenta branca


Cortar a cebola às rodelas. Numa taça de vidro, juntar a cebola, os raminhos de bróculos, o azeite e a mostarda. Temperar com sal e pimenta e misturar bem.

Espalhar num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e cozer durante 30 minutos a 210º, mexendo a meio do tempo.

Com a varinha mágica, triturar os vegetais até obter uma pasta.

A essa pasta, juntar o sumo e a raspa de limão, o alho em pó e o tomilho. Misturar bem e retificar os temperos, se necessário.

Temperar os bifes com sal e pimenta. Barrá-los com uma quantidade generosa de pasta de bróculos. Enrolar e prender com um palito. Dispor num prato de ir ao forno e salpicar com tomilho.

Regar com o vinho do Porto. Tapar com papel de alumínio e levar ao forno a 210º durante 40 minutos.

Destapar e deixar cozinhar mais 10 minutos.






sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sanduíche de peixe de inspiração dinamarquesa

As sanduíches abertas são um must na cozinha dinamarquesa. Chamadas smorrebrod, voltaram a entrar na moda desde o boom da Nova Cozinha Nórdica. Normalmente, usa-se o tradicional pão de centeio dinamarquês, que é barrado com manteiga, e o vegetal usado é a alface; como poderão ver, fiz algumas alterações à receita tradicional e inventei a minha própria sanduíche de peixe, que foi muito apreciada cá em casa.

Tive a ajuda do Danish Open Sandwiches (sim, há um site dedicado a esta especialidade!) e do blogue The Family Dinner.




Ingredientes:

2 fatias de pão de espelta
2 folhas de couve lombarda (pode substituir-se por alface)
Azeite

Molho

100 ml de nata de soja
2 colheres de sopa de salsa picada
40 g de pickles de pepino
1 colher de sopa de endro
1 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de açúcar
Sal
Pimenta

Bolinhos de peixe

320 g de pescada cozida (sem pele nem espinhas)
70 g de pão ralado (sem lactose)
1/2 cebola pequena
150 ml de caldo de peixe
Raspa de meio limão pequeno
1 colher de sopa de endro
Algumas gotas de tabasco
Sal
Pimenta
Óleo qb


Misturar todos os ingredientes do molho numa taça. Levar ao frigorífico para os sabores casarem.

Cozer as folhas de couve em água com sal. Quando estiverem bem cozidas, escorrer e deixar arrefecer.

Para os bolinhos de peixe, desfiar a pescada. Adicionar o pão ralado, a cebola picada fina, a raspa de limão e o endro. Misturar bem.

Temperar com sal, pimenta e tabasco a gosto.

Juntar o caldo de peixe e misturar bem.

Aquecer um fio de óleo numa frigideira anti-aderente. Colocar colheres de sopa da mistura com alguma espaço entre elas. Fritar de um lado, depois virar para fritar do outro.

Repetir até terminar a mistura. Reservar, mantendo quente.

Torrar ligeiramente o pão. Pincelar com azeite e colocar a couve por cima.

Colocar dois ou três bolinhos de peixe (consoante o tamanho da fatia de pão) e espalhar o molho por cima.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Puttanesca" vegetariana

No blogue Holy Cow, encontrei esta versão vegetariana da massa puttanesca, um prato bem conhecido da cozinha italiana. Na sua versão original, leva anchovas; nesta versão, o sabor marinho é dado pelas algas, em conjunto com um toque de molho de soja. E que bem que resulta!




Ingredientes:

270 g de esparguete integral
1 cebola
4 tomates
5 dentes de alho
1 malagueta
2 algas Nori para sushi
75 g de azeitonas verdes descaroçadas
20 g de alcaparras
100 ml de polpa de tomate
1 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de manjericão seco
2 colheres de sopa de salsa picada + extra para polvilhar
1 colher de chá de molho de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar uma panela com água a ferver para a massa.

Entretanto, preparar o molho; num fio generoso de azeite, refogar a cebola e os alhos picados, juntamente com a malagueta.

Quando a cebola estiver transparente, juntar o tomate picado e deixar cozinhar. Quando começar a libertar o seu líquido, adicionar as algas moídas no moinho de café. Envolver bem.

Em seguida, acrescentar as alcaparras, as azeitonas cortadas em rodelas, os oregãos, o manjericão, a salsa e a polpa de tomate. Deixar cozinhar alguns minutos, até o molho começar a engrossar.

Adicionar o molho de soja. Misturar com uma colher de pau e temperar com sal e pimenta.

Cozer a massa, juntar o molho e servir polvilhado com salsa picada.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Petits gâteaux para dois

Querem uma sobremesa super rápida para um jantar romântico? Nada melhor do que dois petits gâteaux, ainda quentes, a escorrer chocolate...

Claro que o chocolate tem muitos adeptos, como a Maria João do Ponto de Rebuçado, cujo blogue fez um ano e que nos desafiou a apresentar receitas com este ingrediente. Feliz aniversário!

Também adepta deste ingrediente é A Alfacinha, que este mês promove A Escolha do Ingrediente, iniciado pela Tertúlia da Susy. Aqui fica um petit gâteau para cada uma delas!




Ingredientes:

50 g de chocolate preto (sem lactose) + 3 quadrados
1 colher de sopa de óleo de girassol
1 colher de chá de farinha
1 ovo
26 g de açúcar amarelo
1 pitada de sal


Derreter os 50 gramas de chocolate em banho-maria, juntamente com o óleo. Os restantes três quadrados, partir em quatro pedaços cada um.

Bater o ovo com o açúcar e o sal. Misturar a farinha. Juntar o chocolate derretido.

Untar com óleo duas formas individuais. Colocar duas colheres de sopa em cada forma. Por cima, os pedacinhos de chocolate. Verter a restante massa, tapando por completo o chocolate sólido.

Levar ao forno a 210 º durante 12 minutos.

Deixar arrefecer ligeiramente, até conseguir manusear. Desenformar e servir ainda quente.




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Lentilhas cremosas à indiana

Mais uma receita do livro The world's greatest-ever curries, de Mridula Baljekar, que faz um apetitoso almoço vegetariano, excelente para levar para o trabalho.





Ingredientes:

100 g de lentilhas castanhas
100 g de lentilhas laranja
1 cebola
3 dentes de alho
1 cenoura
1 malagueta
14 g de gengibre fresco
1/2 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de amido de milho
200 ml de nata de soja
3 colheres de sopa de coentros picados
Sal
Pimenta
Óleo de girassol


Cozer as lentilhas em água e sal. Escorrer e juntar o amido de milho e a nata de soja. Envolver bem e reservar.

Entretanto, descascar o gengibre e picá-lo em cubos pequenos. Abrir a malagueta e descartar as sementes. Picar a cebola fina e laminar os alhos. Cortar a cenoura em rodelas.

Refogar num fio de óleo de girassol a cebola, os alhos, o gengibre, a malagueta e a cenoura. Quando a cebola estiver dourada, baixar o lume, tapar e deixar cozinhar durante 15 minutos.

Adicionar os cominhos e a cúrcuma e mexer bem durante mais 2 minutos. Juntar às lentilhas e envolver. Retificar os temperos, se necessário.

Envolver os coentros e servir com arroz basmati.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Alho francês com mostarda

Um acompanhamento excelente para peixe grelhado ou, como neste caso, para umas sardinhas enlatadas em molho de tomate, o alho francês cozinhado e apresentado desta maneira faz de certeza sucesso. Uma inspiração vinda do Blue Kitchen que não se pode deixar passar!




Ingredientes:

2 alho franceses
200 ml de caldo de legumes
1 colher de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de mostarda à antiga
Azeite
Pimenta

Cortar as folhas verdes dos alhos franceses. Cortar as raízes, se forem demasiado longas. Dar um corte a meio dos alhos franceses, no sentido longitudinal, sem separar as duas partes completamente. Lavar bem, retirando toda a terra que possa haver.

Depois de lavados, dar outro corte no sentido longitudinal, de modo a ter quatro partes (mais uma vez, sem as separar completamente).

Aquecer um fio de azeite numa frigideira anti-aderente suficientemente larga para colocar os alhos franceses sem ter que os dobrar. Fritar de ambos os lados em lume médio, até dourar, manuseando os alhos franceses com cuidado para não se desfazerem.

Adicionar o caldo de legumes e a salsa picada. Baixar o lume, tapar e deixar fervilhar durante 15 minutos.

Retirar os alhos franceses para um prato e reservar, mantendo quente.

Voltar a subir o lume para médio e deixar ferver o molho alguns minutos, para reduzir um pouco. Acrescentar então a mostarda e o sumo de limão, envolvendo bem, e deixar fervilhar mais dois minutos.

Temperar com sal e pimenta (se necessário) e regar os alhos franceses com o molho.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Tostas de cavala com azeitonas

O pão de centeio está a fazer sucesso cá em casa e usamo-lo de várias formas; neste caso, para criar tostas de inspiração dinamarquesa, mas com produtos do mais português que há. Digamos que é um cruzamento luso-escandinavo, que resulta mesmo bem e faz um almoço tardio delicioso no sábado à tarde. Claro que também pode ser usado como entrada ou numa refeição de petiscos.





Ingredientes:

4 fatias de pão de centeio dinamarquês
1 lata de cavalas em conserva
15 folhas de salsa fresca
8 azeitonas verdes
Sal
Pimenta


Torrar o pão ligeiramente.

Abrir a conserva, escorrer o azeite para uma taça. Pincelar generosamente as fatias de pão com este azeite.

Por cima, fazer uma caminha com as folhas de salsa, nas quais se pousam os filetes de cavala.

Cortar as azeitonas às rodelas e distribuir pelas quatro tostas.

Temperar com sal e pimenta e, se desejar, regar com o azeite que sobrar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sopa viking de salmão

Estamos neste momento em preparativos para a nossa viagem a Copenhaga no início de março! E parte dos preparativos é familiarizar-nos com a gastronomia local. Por isso, tenho estado a publicar aqui o nosso treino intensivo de cozinha dinamarquesa, e depois quando voltarmos, conto-vos tudo acerca das nossas experiências com a comida em Copenhaga.

Estou ansiosa para conhecer a Nova Cozinha Nórdica, de que tanto se fala hoje em dia. O restaurante Noma, na capital dinamarquesa, foi considerado durante três anos seguidos o melhor restaurante do mundo, e isso impulsionou um movimento interessantíssimo de recuperação das tradições gastronómicas e dos produtos locais.

Esta sopa veio do site de cozinha escandinava do About. com e é deliciosa. Deve ser acompanhada com um bom pão de centeio!




Ingredientes:

900 ml de caldo de peixe (de preferência, feito em casa)
250 g de lombos ou filetes de salmão
80 g de miolo de mexilhão
2 batatas
1 cebola
4 colheres de sopa de nata de soja
1 colher de sopa de farinha de trigo integral (ou farinha de milho, para uma versão sem glúten)
Meia dúzia de fios de açafrão
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de endro
Sal
Pimenta



Aquecer o azeite numa panela. Juntar a farinha e mexer bem, adicionando logo de seguida o caldo de peixe.

Juntar a batata cortada em cubos e a cebola picada e cozinhar até as batatas estarem tenras.

Adicionar então o salmão cortado em cubos, os mexilhões e o açafrão. Deixar cozinhar mais sete minutos.

Retirar do lume, juntar a nata de soja e retificar os temperos, se necessário. Salpicar com endro e servir com pão de centeio.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Muffins de alfarroba e figo

No My New Roots, descobri estes muffins, que adorei! Tinha que experimentar a receita, mas tardou... Na receita original, usam-se figos frescos (teremos que esperar pela época deles para testar o sabor), mas resolvi usar figos secos, aproveitando os restos dos frutos secos que sobraram das festividades. E não me arrependi!




Ingredientes:

15 g de sementes de chia
135 g de flocos de aveia
35 g de farinha de alfarroba
4 figos secos
60 g de açúcar amarelo
1 colher de sopa de mel ou xarope de agave
125 ml de leite de soja
1 colher de chá de aroma de baunilha
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
Uma pitada de sal


Juntar quatro colheres de sopa de água às sementes de chia e reservar.

Moer os flocos de aveia até obter farinha. Juntar os flocos moídos com o açúcar, a alfarroba, o sal, o fermento e o bicarbonato. Envolver bem.

Numa taça, juntar o mel, o leite de soja e o aroma de baunilha. Acrescentar as sementes de chia hidratadas e mexer bem.

Juntar a mistura líquida à seca e mexer até obter uma consistência homogénea.

Cortar um dos figos em fatias finas (8 fatias). Picar os outros em pedacinhos pequenos e juntar à massa.

Distribuir a massa pelas formas de muffin (rende 8 bolinhos). Colocar uma fatia de figo no topo de cada um.

Levar ao forno a 180º durante 23 minutos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Almôndegas de frango à polaca

The Shiksa in the Kitchen é um blogue me chama muito a atenção, sobretudo pelo tipo de receitas apresentadas. Estas almôndegas de frango piscaram-me o olho de imediato e resolvi experimentar. Quando estive na Polónia, há muitos anos atrás, nunca provei tal iguaria, mas lembro-me bem dos pierogi de carne - um clássico incontornável da cozinha polaca - e dos de queijo com molho de frutos vermelhos (no tempo em que ainda comia lactose!).

Não tinha muito dinheiro, por isso não podia experimentar os bons restaurantes, mas comi em muitos milk bars (uma espécie de cantinas populares, que entretanto parece que deixaram de existir), e enchi os olhos de coisas bonitas. E estas almôndegas são bonitas de se ver - e ainda mais bonitas ainda de se provar!





Ingredientes:

500 g de bifes de frango picados
1 cenoura
1/2 curgete
1/2 cebola
3 dentes de alho
60 g de pão ralado (sem lactose)
1 colher de sopa de sementes de linhaça
1 colher de chá de pimentão doce
1/2 colher de chá de gengibre em pó
2 cravinhos
Uma pitada de noz moscada
Uma pitada de canela
1 molho pequeno de salsa
Sal
Pimenta
Azeite

Molho

1 cenoura
1/2 cebola
2 dentes de alho
1/2 cubo de caldo de galinha
1 colher de chá de pimentão doce
Azeite
Sal
Pimenta


Ralar a cenoura, a curgete e a cebola. Retirar o excesso de água e juntar à carne picada.

Moer as sementes de linhaça até ficarem em pó e adicionar à carne, juntamente com o pão ralado e os alhos picados.

Moer os cravinhos no almofariz. Temperar a carne com sal, pimenta, os cravinhos moídos e as restantes especiarias.

Fazer almôndegas (rende 20). Num fundo de azeite numa panela anti-aderente, dourar um terço das almôndegas. Retirar e reservar. Repetir a operação até terminar as almôndegas.

Juntar ao azeite que ficou na panela a cebola e os alhos picados e a cenoura ralada. Deixar refogar até a cebola ficar transparente.

Acrescentar o cubo de caldo de galinha, 500 ml de água a ferver e o pimentão doce. Deixar fervilhar durante 15 minutos. Temperar com sal e pimenta e dispor as almôndegas no molho.

Tapar e deixar cozinhar em lume brando mais 20 minutos.

No momento de servir, salpicar com salsa picada.



Monumento a Chopin (Varsóvia)

 Parque Lazienkowsi (Varsóvia) 
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