quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Gratinado de peixe à minha moda

O gratin é um prato muito comum na cozinha francesa do quotidiano. Pode fazer-se gratin de tudo e mais alguma coisa, desde que não faltem o molho de natas (ou em alternativa, béchamel) e a cobertura de queijo ou pão ralado.

Claro que para fazer pratos deste género cá em casa, é preciso fazer algumas alterações! Gosto especialmente de colocar a camada de batata por cima, regar com o molho e levar ao forno sem as cobrir; as batatas vão assar, ganhando uma consistência deliciosa, que não teriam se houvesse uma cobertura adicional. Mas para quem gostar, pode usar-se queijo de soja para gratinar.





Ingredientes:

300 g de filetes de peixe branco
100 g de miolo de camarão
1 tomate
1 cebola
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 curgete grande
3 batatas médias
200 ml de nata de soja
50 ml de leite de soja
1 colher de chá de tomilho fresco
1/2 colher de chá de alho em pó
1 pitada de noz moscada
Sal
Pimenta branca
Azeite


Cortar os filetes em tiras e picar o miolo de camarão.

Refogar no azeite a cebola e os alhos picados, juntamente com a folha de louro. Quando a cebola estiver dourada, adicionar o tomate cortado em cubos. Deixar cozinhar em lume brando 10 minutos.

Juntar o peixe e o camarão. Deixar cozinhar mais 10 minutos em lume brando. Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Entretanto, cortar as batatas e a curgete em rodelas muito finas.

Untar com azeite uma forma quadrada. Dispor uma camada de curgete (cerca de metade das fatias) e polvilhar com sal, pimenta branca, noz moscada e um pouco de tomilho.

Por cima, colocar o peixe.

Por cima do peixe, dispor a restante curgete. Por cima, colocar cuidadosamente as rodelas de batata.

Numa taça, misturar a nata de soja, o leite de soja, mais uma pitada de noz moscada, sal, pimenta branca e o alho em pó. Bater bem e verter sobre a batata. Terminar polvilhando com o restante tomilho.

Levar ao forno a 200º durante 1 hora e 10 minutos.



O interior

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Bretzels alsacianos semi-integrais

Mais um desafio do Bake The World levou-me a fazer um tipo de pão que normalmente não faço. Já antes havia visto a receita de bretzels no Marmiton e pensei que um dia destes gostaria de experimentar. Claro que "um dia destes" vai passando e só quando chegou o novo desafio mensal do Bake The World é que decidi de vez.

Como de costume, fiz algumas alterações - substituí a manteiga por óleo de amendoim, o leite por leite de arroz e utilizei o isco de trigo com uma parte de farinha integral. Ficaram uns bretzels originais, mas seguindo o mais possível a tradição alsaciana.




Noite do primeiro dia:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo integral
105 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente durante 12 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
310 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
40 g de óleo de amendoim
60 g de leite de arroz


Juntar a farinha e o sal e misturar bem. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o óleo e o leite de arroz. Misturar bem e verter na cova aberta na farinha. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades e deixar repousar tapado com um saco de plástico durante 10 minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior e untar com óleo de amendoim. Colocar aí a massa, dando algumas voltas de modo a ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dar algumas voltas à massa e dividir em 8 partes iguais. Pegar numa das partes e enrolar como se fosse plasticina, de modo a formar uma "salsicha" da grossura de um dedo e com cerca de 40 centímetros.

Formar os bretzels segundo se vê na imagem.

Colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal, tapar com um pano húmido e deixar levedar 4 horas.


Tarde do segundo dia:

1 litro de água
25 g de bicarbonato de sódio
Flor de sal qb


Aquecer o forno a 300º.

Colocar ao lume a água com o bicarbonato de sódio. Quando estiver a ferver, mergulhar os bretzels um a um durante 30 segundos e voltar a colocar nos tabuleiros forrados com papel vegetal.

Salpicar com flor de sal e levar ao forno 12 minutos, até dourarem.




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Bolachas vegan de creme de cacau com avelãs

O Vamos Fazer Bolachas faz um ano e a Manuela presenteou-nos com estas bolachas de creme de cacau com avelãs. Achei uma ideia excelente, até porque tinha acabado de fazer uma dose de creme de cacau e avelãs usando a receita do Nem Acredito que é Saudável, e tive logo vontade de experimentar usar o creme para confecionar estas bolachas. Resolvi fazer algumas adaptações, de modo a "veganizar" a receita, e saíram muito apetitosas.




Ingredientes:

100 g de açúcar amarelo
200 g de farinha de trigo integral
40 g de miolo de avelã
1 colher de chá de fermento
Uma pitada de sal
100 g de creme de cacau com avelãs caseiro (segundo a receita do Nem Acredito que é Saudável)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
3 colheres de sopa de leite de coco


Moer as sementes de linhaça. Adicionar cinco colheres de sopa de água, misturar bem e reservar.

Triturar grosseiramente o miolo de avelã.

Juntar numa taça o açúcar, a farinha, a avelã triturada, o fermento e o sal. Envolver bem.

Bater o creme de cacau com avelãs com o leite de coco e a linhaça. Adicionar este creme à mistura anterior.

Envolver com cuidado com uma colher de pau. Quando a farinha já tiver sido quase toda incorporada, acabar de amassar com as mãos.

Colocar bolinhas de massa, que se achatam com as costas de uma colher, em tabuleiros forrados com papel vegetal e levar ao forno a 180º durante 18 minutos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tarte vegan de abóbora e noz

Desde que fiz as mini-tartes de abóbora e tofu que fiquei a pensar que este seria um recheio excelente para fazer uma tarte com duas camadas. Adaptei a base para tarte desta receita do Fat Free Vegan e juntei-lhe uma camada de nozes. Ficou uma delícia e foi aprovado por todos os convivas.





Ingredientes:

300 g de recheio de abóbora e tofu (segundo a receita usada nas mini-tartes de abóbora e tofu)
100 g de miolo de noz
3 colheres de sopa de leite de coco
50 g de geleia de agave (pode substituir-se por mel)

Massa

65 g de flocos de aveia
65 g de farinha de espelta
60 g de açúcar amarelo
1 colher de chá de aroma de baunilha
3 colheres de sopa de leite de coco
1 colher de sopa de óleo de amendoim
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
Uma pitada de sal


Para a massa, triturar os flocos até obter farinha. Juntar a aveia, a espelta, o açúcar, o bicarbonato e o sal.

Adicionar o leite de coco, a baunilha e o óleo. Misturar bem, até formar uma massa homogénea.

Forrar uma tarteira com a massa. Cobrir com uma folha de papel vegetal e colocar feijões secos para fazer peso. Levar ao forno a 180º durante 10 minutos.

Retirar os feijões e o papel vegetal e deixar amornar.

Para o recheio, triturar as nozes. Às nozes trituradas, juntar o agave e o leite de coco e misturar bem. Espalhar sobre a massa.

Por cima, espalhar o recheio de abóbora e tofu. Alisar com uma espátula e levar ao forno a 180º durante 38 minutos.

Deixar arrefecer e levar ao frigorífico até ao momento de servir.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Folhado de abóbora com Porto

Esta receita foi inspirada numa outra do Mogu Mogu, publicada por alturas do Natal - mas no meio de tantas substituições e adaptações, acabou por ficar um prato completamente diferente do original. Ainda assim, não queria deixar de designar a minha fonte de inspiração, porque é um blogue bem disposto, com umas fotos ótimas e umas receitas fantásticas.

Este folhado faz uma excelente refeição vegetariana, acompanhado com legumes verdes.




Ingredientes:

270 g de massa folhada (sem lactose)
450 g de abóbora
2 dentes de alho
3 tomates
1 cebola
200 g de cogumelos
3 colheres de sopa de vinho do Porto
3 colheres de sopa de nata de soja
1 colher de sopa de salva picada
1 colher de sopa de salsa picada
Azeite
Sal
Pimenta


Descascar e cortar a abóbora em cubos. Regar com um fio de azeite e temperar com sal e pimenta. Misturar tudo muito bem e levar ao forno a 200º durante 25 minutos.

Entretanto, saltear a cebola e o alho picados num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar os cogumelos laminados. Deixar cozinhar em lume brando.

Fazer um corte em forma de cruz na base dos tomates. Regar com água a ferver e tapar, deixando repousar durante 3 minutos. Assim que a casca se começar a descolar da polpa, escorrer a água e passar por água fria. Descascar os tomates, retirar as sementes e cortar em cubinhos.

Juntar os cogumelos à abóbora. Adicionar o tomate, a salsa, a salva, o vinho do Porto e a nata de soja. Retificar os temperos, se necessário.

Tapar com película aderente e levar ao frigorífico durante 2 horas.

Estender a massa folhada. Colocar o recheio no centro e dobrar a massa sobre o recheio, formando um rolo.

Levar ao forno a 200º durante 45 minutos.

Servir com uma salada verde ou bróculos cozidos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Caril de peixe-gato e batata doce

Há uns meses largos vi esta receita no Cozinha de Família e guardei para mais tarde experimentar. Mas sempre que aparecia batata doce cá em casa, acabava por levar outro destino, e a receita foi ficando sempre à espera... até ontem, em que precisava de um pratinho de peixe para equilibrar a ementa semanal dos almoços!

A receita original já era sem lactose, mas fiz algumas adaptações ao gosto cá de casa. Ficou um caril bem simpático, e muito bem acompanhado pelo pão naan integral.





Ingredientes:

600 g de filetes de peixe-gato
300 g de batata doce
2 tomates
25 g de gengibre fresco
1 cebola
3 dentes de alho
1 malagueta
1 colher de sopa de coco ralado
1 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de erva doce
1 colher de chá de coentros em pó
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de mostarda
7 folhas de caril
100 ml de leite de coco
Sal
Óleo de amendoim


Descascar e cortar a batata doce em cubos e cortar os filetes em tiras. Picar a cebola e os alhos. Descascar e cortar o gengibre em lascas. Cortar a malagueta ao meio e retirar as sementes. Cortar o tomate em cubos.

Aquecer um fio de óleo no wok e dourar o coco ralado. Adicionar a cebola e os alhos picados, juntamente com a malagueta e o gengibre. Deixar refogar alguns minutos e adicionar os coentros, os cominhos e a erva doce.

Quando a cebola estiver transparente, colocar a mistura no liquificador (ou num copo misturador, usando a varinha mágica) e juntar a mostarda e 100 ml de água. Triturar tudo até obter uma pasta.

Sem lavar o wok, aquecer um fio de óleo. Juntar o tomate em cubos, as folhas de caril e a cúrcuma. Refogar alguns minutos.

Adicionar a pasta e envolver bem. Deixar ao lume até começar a fervilhar. Acrescentar a batata doce e uma pitada de sal grosso, baixar para lume brando, tapar e deixar cozer 45 minutos.

Juntar então o peixe e deixar cozinhar mais 15 minutos. Ao fim desse tempo, acrescentar o leite de coco e envolver bem. Deixar fervilhar 30 segundos.

Retirar do lume e retificar os temperos, se necessário.

Servir com pão naan ou arroz basmati.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Maçã e pêra assada com cobertura de canela e groselhas

Inspirada pelo desafio de aniversário do Doces em Casa, que nos desafiou a confecionar uma sobremesa com a cor vermelha, resolvi adaptar esta receita do Pratos Que Falam para o lanche de domingo. A acidez da groselha contrabalança o doce da cobertura e as maçãs e as pêras dão a textura necessária.




Ingredientes:

2 maçãs vermelhas
2 pêras-rocha
100 ml de nata de soja
80 g de açúcar amarelo
25 g de farinha de trigo integral (ou farinha de milho para uma versão sem glúten)
1 ovo
1/2 colher de chá de canela
1 1/2 colher de sopa de groselha
1 colher de sopa de azeite


Descascar e descaroçar as maçãs e as pêras. Cortar as frutas em cubinhos e colocar numa forma quadrada de ir ao forno, que se pincelou com meia colher de azeite.

Numa taça, juntar o açúcar, a farinha e a canela. Adicionar o ovo e misturar bem. Finalmente, juntar a nata e o restante azeite, batendo até ficar uma mistura homogénea.

Verter a mistura sobre a fruta. Levar ao forno a 200º durante 38 minutos.

Retirar do forno e espalhar as groselhas por cima. Voltar a levar ao forno mais 2 minutos.








terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rolos de peru com alho francês no pão

Cá em casa não ligamos muito ao dia dos namorados. Mas damos grande importância aos jantares de sexta feira! Todas as semanas temos uma espécie de celebração da entrada no fim de semana e o jantar de sexta é um jantar demorado, em que abrimos uma garrafa de vinho e ficamos à conversa, acompanhados por boa comida.

Este foi o nosso prato na última sexta feira (que por acaso era dia dos namorados). Mas pareceu-me uma boa sugestão para impressionar alguém! Claro que não podem revelar o segredo - de como é fácil confecionar estes rolinhos.

Se fazem pão em casa, basta retirar para o efeito uma parte da massa - eu usei uma parte da massa do pão de espelta e lentilhas; se não fazem pão em casa, vão a uma boa padaria e peçam massa de pão. Formam-se dois círculos de bom tamanho, que se podem deixar a levedar cobertos com um pano húmido enquanto se prepara a carne.



Ingredientes:

2 circunferências de massa de pão (de cerca de 15 a 20 centímetros de diâmetro, consoante a largura dos bifes)
2 bifes de peru
2 fatias de fiambre fumado
1/2 alho francês
1/2 cebola pequena
1 dente de alho grande
30 ml de nata de soja
1/4 de colher de chá de alecrim fresco
Sementes de sésamo (opcional)
Sal
Pimenta
Azeite


Formar as circunferências de massa de pão e deixar a levedar cobertas com um pano húmido.

Estender os bifes. Por cima, colocar as fatias de fiambre.

Picar o alho finamente e espalhar sobre os bifes.

Refogar a cebola picada fina num fio de azeite. Quando dourar, acrescentar o alho francês cortado às rodelas. Deixar cozinhar tapado em lume brando.

Entretanto, picar as folhas de alecrim.

Quando o alho francês estiver cozido, retirar do lume e temperar com sal, pimenta e o alecrim. Envolver as natas de soja.

Dividir o recheio pelos dois bifes. Enrolar e colocar cada um dos bifes em cima dos círculos de massa. Temperar com sal e pimenta e fechar a massa em redor dos rolinhos. Se se desejar, pode salpicar-se a massa com sementes de sésamo.

Levar ao forno a 230º durante 10 minutos. Baixar a temperatura para 200º e deixar cozinhar durante 30 minutos.

Servir com salada.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Enchiladas de feijão preto com molho de pimento e caju

No Oh My Veggies encontrei estas enchiladas vegetarianas que me encheram o olho. Resolvi logo experimentar e foram muito apreciadas. O molho de caju e pimento tem uma textura muito agradável e funciona muito bem com as tortilhas recheadas.



Ingredientes:

500 g de feijão preto
1 1/2 cebolas pequenas
1 curgete pequena
150 g de milho
8 tortilhas mexicanas de trigo
2 dentes de alho
1/2 colher de chá de cominhos
1/4 colher de chá de coentros em pó
1/4 colher de chá de pimentão doce
1/4 colher de chá de paprika picante
2 colheres de sopa de coentros picados
Sal
Azeite

Molho

150 g de castanha de caju (demolhada em água durante 24 horas)
1 pimento verde
1 dente de alho
1/2 cebola pequena
Sumo de meio limão
Sal
Pimenta


Começar por fazer o molho, grelhando o pimento até a pele ficar completamente negra. Passar por água e retirar a pele e as sementes.

Colocar a polpa do pimento no liquidificador, juntamente com o caju, o alho, a cebola e o sumo de limão. Juntar 150 ml de água. Triturar até obter um molho sem grumos.

Temperar com sal e pimenta. Tapar com película aderente e reservar no frigorífico.

Numa panela anti-aderente, colocar uma colher de sopa de azeite e refogar um dente de alho picado. Quando estiver douradinho, adicionar o feijão preto e 50 ml de água.

Quando começar a fervilhar, baixar para lume brando e adicionar os cominhos, os coentros em pó, o pimentão doce e a paprika picante e deixar cozinhar 8 minutos.

Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Numa frigideira, refogar em azeite a cebola picada, juntamente com outro dente de alho. Quando estiver transparente, adicionar a curgete cortada em cubinhos pequenos. Deixar cozinhar em lume brando 10 minutos.

Adicionar à frigideira os feijões com o molho e o milho. Envolver bem, deixando cozinhar mais 5 minutos. Retirar do lume, juntar uma colher de sopa de coentros picados e retificar os temperos, se necessário.

Noutra frigideira, aquecer as tortilhas uma a uma (sem acrescentar gordura).

Dispor num tabuleiro de ir ao forno e dividir o recheio pelas oito tortilhas (cerca de duas colheres de sopa por tortilha). Por cima, colocar meia colher de sopa de molho de caju e pimento. Enrolar as pontas das tortilhas sobre si mesmas e fechar.

Verter o restante molho sobre as tortilhas e levar ao forno a 200º durante 25 minutos.

No momento de servir, salpicar com os restantes coentros picados.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pão de espelta e lentilhas

No último Bread Baking Day, o desafio era aumentar a quantidade de proteínas no pão. Eu participei com um pão rústico de quinoa e centeio e no round-up vi alguns pães com lentilhas. Fiquei intrigada, mas todas as propostas de pão de lentilhas estavam escritas em alemão... O que não me desanimou! À falta de receita que pudesse seguir, inventei a minha, para experimentar que tal ficam as lentilhas no pão.

E ficam mesmo bem! Tal como no pão de batata húngaro, o puré de lentilhas confere humidade e leveza ao pão e os cominhos dão-lhe um aroma delicioso.





Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo
200 g de farinha de trigo branca
205 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
100 g de lentilhas laranja
160 g de farinha de espelta
350 g de farinha de trigo branca
10 g de sal fino
1/2 colher de chá de cominhos
1 colher de sopa de mel
150 g de água tépida
Óleo de girassol qb


Cozer as lentilhas em 200 ml de água. Quando as lentilhas tiverem absorvido toda a água, retirar do lume e reduzir a puré com a varinha mágica. Deixar arrefecer.

Juntar as farinhas, o sal, os cominhos e misturar bem. Adicionar o puré de lentilhas já frio e envolver. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o mel e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades, cobrir com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de amendoim. Colocar a massa, virando-a de modo a ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dar umas voltas à massa e dar-lhe a forma desejada. Cobrir com um pano húmido e deixar repousar mais 3 horas.

Aquecer o forno a 300º. Dar uns cortes na superfície do pão, levando-o imediatamente ao forno. Deixar cozer 12 minutos, após o que se baixa a temperatura para 200º.

Após 30 minutos, desligar o forno e deixar o pão no seu interior mais 10 minutos a terminar a cozedura.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bolachas de nozes com gengibre

Vi esta receita no Laurel Y Menta, um blogue de que gosto muito, e decidi logo adaptar a receita. Saíram umas bolachas deliciosas, excelentes para comer ao lanche.

Aproveito com elas para participar no Vamos Fazer Bolachas deste mês, iniciativa que celebra já um ano! E o Cozinhar Sem Lactose marcou presença, mês após mês, em quase todas as suas edições. Um abraço à Manuela pela iniciativa e palmas para todas as bolachas que participaram ao longo do ano.




Ingredientes:

185 g de farinha de trigo integral
100 g de nozes
100 g de açúcar amarelo
25 g de gengibre fresco
1 ovo
100 ml de óleo de amendoim
1 pitada de sal
Açúcar branco qb


Descascar e ralar o gengibre. Triturar as nozes até ficarem em farinha.

Juntar a farinha, as nozes trituradas, o açúcar amarelo, o sal e o gengibre ralado.

De seguida, adicionar o óleo e o ovo e misturar bem, até formar uma massa homogénea.

Dar à massa uma forma de rolo, com a ajuda de uma folha de película aderente. Levar ao frigorífico durante 1 hora.

Salpicar a bancada com açúcar branco.

Retirar a película e passar o rolo por cima do açúcar. Cortar fatias de cerca de um centímetro de espessura.

Dispor as bolachas em tabuleiros forrados com papel vegetal e levar ao forno a 190º durante 15 minutos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Muffins de maçã e castanha do Brasil

Cá em casa chega a uma altura do ano que ficamos fartos de maçãs... vamos tentando variar a fruta, para não nos cansarmos, de quando em vez compramos frutas tropicais para ter um sabor diferente, mas tentamos consumir sobretudo fruta da época. Só que já não podemos com as maçãs, que andam a passear no frigorífico sem que ninguém lhes toque. A única solução para este problema doméstico - muffins de maçã!

Segui a receita do Love and Lemons, com algumas adaptações, e assim saiu mais uma fornada de bolinhos que irão servir para o lanche a meio da manhã.




Ingredientes:

115 g de farinha de espelta
115 g de farinha de trigo integral
125 g de açúcar amarelo
75 ml de óleo de amendoim
250 ml de leite de arroz
1 ovo
2 maçãs pequenas (cerca de 200 g no total)
75 g de castanhas do Brasil ou do Pará
1/2 colher de chá de canela
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal


Juntar as farinhas, o açúcar, a canela, o sal e o fermento. Misturar bem.

Adicionar o ovo, o óleo e o leite de arroz e bater até formar uma mistura homogénea.

Descascar e descaroçar as maçãs e cortar em cubinhos pequenos. Partir grosseiramente as castanhas no almofariz.

Acrescentar a maçã e as castanhas à massa e envolver.

Verter em formas de muffin (rende cerca de 9 muffins) e levar ao forno a 190º durante 26 minutos.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Involtini de curgete com atum e azeitonas

Mais uma receita de involtini, desta feita de curgete. O recheio de atum e azeitonas casa-se muito bem com o molho branco, à base de leite de soja, e a textura da curgete dá um toque especial a estes rolinhos.




Ingredientes:

2 curgetes médias
1 cebola
2 latas de atum ao natural
20 azeitonas verdes
1 colher de chá de polpa de tomate
1/2 colher de chá de oregãos
1/2 colher de chá de manjericão seco
3 colheres de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite
Azeite aromatizado com malaguetas

Molho


200 ml de leite de soja
1 colher de sopa de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de azeite
Sal
Pimenta 
Noz moscada


Demolhar as azeitonas em água.

Lavar e cortar as curgetes em fatias no sentido longitudinal (cerca de 5 - 6 fatias por curgete). Numa taça, juntar três colheres de sopa de azeite e um toque de azeite aromatizado com malaguetas. Temperar com sal e pimenta.

Colocar as fatias numa grelha, pincelar com a mistura dos azeites e levar ao forno em modo grill durante 8 minutos. Virar e deixar grelhar mais 3 minutos.

Retirar do forno enquanto se prepara o recheio.

Picar a cebola e refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar o atum, a polpa de tomate e as azeitonas cortadas às rodelas. Deixar cozinhar alguns minutos.

Retirar do lume, temperar com sal, pimenta, manjericão e oregãos e juntar a nata de soja, envolvendo bem.

Distribuir o recheio pelas fatias. Enrolar e dispor numa travessa de ir ao forno.

Numa panela anti-aderente, aquecer uma colher de sopa de azeite. Juntar a farinha e refogar, mexendo sempre. Adicionar o leite de soja e 200 ml de água e deixar cozinhar em lume brando.

Ir mexendo o molho até espessar. Temperar com sal, pimenta e uma pitada de noz moscada.

Regar os rolinhos e levar ao forno a 190º durante 35 minutos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quadrados de papaia

Vi esta receita no A Cozy Kitchen e resolvi experimentar, por ser diferente e original. Fiz algumas adaptações e adorei a combinação de sabores! A ideia é serem uma espécie de "lemon bars", mas sem o sabor intenso a limão. Eu pessoalmente adoro sobremesas com limão, mas o meu fraquinho vai sempre para sabores inusitados. Como este!

Não são bolinhos, não são bolachas, mas algo no meio disso. São, sim, um excelente lanche para o meio da manhã!




Ingredientes:


1 papaia (cerca de 540 g)
50 g de açúcar amarelo
20 g de farinha de trigo integral
Sumo de meio limão
1 ovo
1 pitada de sal
Açúcar em pó qb (opcional)


Base

100 g de farinha de trigo integral
50 g de açúcar amarelo
80 ml de óleo de amendoim
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 pitada de sal



Começar por fazer a base, juntando todos os ingredientes e misturando bem.

Numa forma quadrada anti-aderente (ou forrada com papel vegetal), colocar a mistura. Com as costas de uma colher, espalhar bem, de modo a criar uma altura uniforme. Calcar para alisar a superfície.

Levar ao forno a 190º durante 15 minutos.

Entretanto, fazer o recheio. Abrir a papaia ao meio e retirar as sementes. Com uma colher, escavar a polpa, descartando a pele.

Juntar o açúcar à polpa e triturar com a varinha mágica até obter um puré.

Adicionar a farinha, o sumo de limão, o ovo e o sal e bater bem.

Retirar a forma do forno e espalhar esta mistura por cima da base. Levar ao forno mais 35 minutos.

Retirar do forno e cortar em quadrados. Deixar arrefecer antes de os tirar da forma.

Se desejar, salpicar com açúcar em pó antes de servir.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Solha com molho de cogumelos e estragão

Uma receita de peixe deliciosa, em que o estragão dá o toque especial. A melhor amiga do estragão, já se sabe, é a mostarda e portanto esta não podia deixar de marcar presença no molho. É um molho que também funciona muito bem com outros peixes, cortados em postas ou em lombos.




Ingredientes:

6 postas de solha
1 cebola
1/2 alho francês (a parte verde)
130 g de cogumelos brancos
200 ml de caldo de legumes
50 ml de nata de soja
1/2 colher de chá de mostarda
1 colher de chá de vinagre
1/2 colher de chá de estragão
Sal
Pimenta
Piri-piri
Azeite


Refogar num fio de azeite a cebola picada e o alho francês cortado às rodelas finas. Quando a cebola estiver macia, adicionar os cogumelos laminados e deixar cozinhar em lume brando.

Juntar o caldo de legumes e deixar fervilhar em lume brando durante 10 minutos.

Numa taça, juntar a nata de soja, a mostarda, o estragão e o vinagre. Temperar com sal, pimenta e uma pitada de piri-piri.

Juntar esta mistura à frigideira, aquecendo, sem chegar a ferver. Reservar, mantendo quente.

Grelhar as postas de solha pinceladas com azeite e uma pitada de sal.

Servir as postas grelhadas com o molho ao lado.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Bolinhos de peixe

Os filetes de cavala em conserva são muito apreciados cá em casa, sobretudo em tostas abertas, para um almoço ligeiro. Mas desta vez, resolvi fazer com eles estes bolinhos de peixe, inspirados numa receita do BBC Good Food. Sabores simples, acompanhados com legumes cozidos ou uma salada, são excelentes para levar para o trabalho.





Ingredientes:

2 latas de filetes de cavala em azeite
4 batatas (equivale a 625 g, pesadas antes de descascar)
1 dente de alho
Sumo e raspa de meio limão
2 colheres de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de farinha de trigo integral (ou farinha de arroz, para uma versão sem glúten)
Sal
Pimenta


Descascar e cozer as batatas. Quando estiverem bem cozidas, escorrer e esmagar com um garfo. Deixar arrefecer.

Abrir as latas e escorrer o azeite para uma taça. Reservar.

Com um garfo, desfazer os filetes de cavala. Juntar o sumo e a raspa de meio limão, a salsa picada e o alho picado. Temperar com sal e pimenta.

Juntar as batatas esmagadas e adicionar a farinha. Misturar bem e fazer bolinhos (rende cerca de 10), que se colocam numa travessa. Aplastar ligeiramente com as costas de uma colher.

Aquecer um fio do azeite reservado numa frigideira anti-aderente. Dourar os bolinhos de ambos os lados e servir imediatamente.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Salada quente de batata doce, bróculos e maçã

Esta é a minha primeira adaptação de uma receita de The Kinfolk Table (que também tem um site lindo que podem ver aqui).

Para quem segue a página de Facebook, já sabe que ganhei este livro no giveaway d'O Essencial é Invisível aos Olhos e do Atelier 51, e que o dito andou perdido pelas voltas do correio durante um mês! Só graças à persistência da Raquel do Atelier 51 (e à compaixão de uma simpática senhora da distribuição dos Correios) é que chegou às minhas mãos.

Mas quando chegou... fiquei embevecida! O design gráfico é simples e bonito, as fotos são magníficas, os textos expressivos e cheios de afeto. Li tudo de fio a pavio, olhei atentamente todas as fotografias, analisei todas as receitas. E escolhi uma - esta salada, que tanto pode ser acompanhamento como prato principal - para receber um amigo vindo de fora, de passagem curta por Lisboa, que a meio da semana veio jantar cá a casa.

Nenhuma outra oportunidade seria melhor para começar a fazer receitas do The Kinfolk Table. Até porque este livro é precisamente sobre o gosto em receber os amigos em casa, cozinhar para eles coisas simples e deliciosas, conversar e partilhar o nosso espaço, a nossa mesa, a nossa comida e, obviamente, o nosso afeto.

Cada capítulo é sobre uma pessoa ou um casal que tem o hábito de receber e cozinhar para os amigos e que partilha as suas receitas com o autor do livro, Nathan Williams. Aquilo que cá em Portugal é ainda, e felizmente, muito comum, noutros países é já uma raridade. Mas hoje em dia há todo um movimento para recuperar tradições ligadas com a cozinha caseira e com o ato de receber sem grande cerimónia, sem ser preciso tirar o faqueiro especial, a toalha bordada ou o serviço de luxo, com familiaridade, como se os amigos fossem "da casa", mas sempre com muito sabor.




Ingredientes:

2 batatas doces
2 cabeças de bróculos
1 maçã
30 g de miolo de noz
30 g de castanha do Pará
20 g de sementes de girassol
1 colher de sopa de mel
1/2 colher de chá de canela
1 cebola pequena
Azeite
Sal
Pimenta

Molho

1 1/2 colheres de sopa de azeite
Sumo de meio limão
1 dente de alho picado finamente
1/2 colher de sopa de mel
Sal
Pimenta


Juntar todos os ingredientes para o molho, misturar bem e deixar repousar no frigorífico, tapado com película aderente.

Juntar a batata doce descascada e cortada em fatias com duas colheres de sopa de azeite, o mel e a canela num tabuleiro de ir ao forno. Temperar com sal e pimenta.

Cobrir com papel de alumínio e levar ao forno a 220º durante 40 minutos.

Cozer os bróculos a vapor.

Aquecer uma frigideira anti-aderente e tostar as sementes inteiras e os frutos secos partidos em pedaços. Mexer sempre para não queimarem.

Quando estiverem douradinhos, retirar e reservar. À frigideira, adicionar um fio de azeite e refogar a cebola picada.

Juntar os bróculos, as sementes, os frutos secos, a cebola e a maçã, descascada e cortada em meias luas. Adicionar a batata doce.

Verter o molho por cima, envolver bem e servir imediatamente.





"The Kinfolk Table is about good food, but it's just as much about opening up the table to the people around you. It's about choosing the real over the virtual, finding and creating beauty and meaning in everyday life, and showing up at life's feast with an open heart and a generous spirit."


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pão marroquino

Quando estive em Marrocos, passei por várias cidades - algumas visitei durante mais tempo, noutras só estive algumas horas. Mas nunca me esqueço de Meknés, apesar de ter estado lá apenas duas ou três horas. Porquê? Porque fugi, com a amiga com quem fiz a viagem, das sugestões / ordens do guia, para ir à procura de um sítio onde comessem pessoas da terra. E encontrámos! Comemos numa tasca local umas kefta (almôndegas) fantásticas, bem aromatizadas com imensas especiarias, com um pão marroquino super saboroso, salada e molho de iogurte - tudo por um total de três euros!

Foi esse pão marroquino que resolvi fazer, adaptando uma receita do livro The Food of Morocco, de Tess Mallos. E que bem que resultou!









Noite do primeiro dia

120 g de isco de trigo
200 g de farinha de trigo integral
205 g de água tépida


Juntar todos os ingredientes numa taça de vidro até obter uma mistura homogénea. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas.


Manhã do dia seguinte:

Mistura do dia anterior
515 g de farinha de trigo branca
7 g de sal fino
125 ml de leite de soja
75 ml de água
1 colher de sopa de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de farinha de milho
1 1/2 colher de sementes de sésamo
1/2 colher de erva doce
Uma pitada de flor de sal


Juntar o sal e a farinha. Envolver bem e abrir uma cova no meio.

Misturar o leite de soja com a água e amornar no microondas.


À mistura do dia anterior, adicionar o açúcar e o líquido aquecido. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. 

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 6 minutos.

Lavar e untar com óleo de amendoim a taça usada no dia anterior. Colocar aí a massa, virando-a para ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 4 horas.

Dar umas voltas à massa com cuidado e dividir em três partes iguais. Dar uma forma achatada e circular a cada parte da massa.

Num tabuleiro forrado com papel vegetal, espalhar a farinha de milho. Colocar as rodelas de massa, separadas umas das outras para não pegarem. 

Numa taça, juntar as sementes de sésamo, a erva doce e a flor de sal. Dividir entre os três pães. Calcar delicadamente com os dedos de modo a que as sementes fiquem presas na massa.

Tapar com um pano húmido e deixar repousar durante 4 horas.

Aquecer o forno a 220º. Imediatamente antes de colocar o pão no forno, fazer alguns furos com um garfo. Cozer durante 25 minutos. 

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de servir.





O interior

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Queques de chocolate e abacate com flor de sal

Estes bolinhos são uma descoberta fantástica. Sem qualquer adição de gordura, a polpa do abacate confere-lhes a humidade e a suavidade necessárias. Excelente para o pequeno almoço ou para o lanche a meio da manhã, é uma adaptação de uma receita do The Gouda Life.




Ingredientes:

75 g de farinha de trigo integral
110 g de farinha de trigo branca
35 g de flocos de aveia
45 g de cacau magro em pó
115 g de açúcar amarelo
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal
1 ovo
1 abacate pequeno bem maduro
150 ml de leite de soja
75 g de chocolate preto (sem lactose)
Flor de sal qb


Separar 7 quadrados de chocolate e reservar. No almofariz, desfazer o restante em pepitas.

Juntar os ingredientes secos, envolvendo bem, e reservar.

Descascar o abacate e retirar a semente. Bater a polpa com o ovo e o leite de soja até obter um creme.

Adicionar os ingredientes secos, batendo com cuidado até obter uma mistura homogénea.

Finalmente, envolver as pepitas de chocolate.

Distribuir a massa por formas de queque (rende 7 bolinhos de bom tamanho) e colocar um quadrado de chocolate por cima de cada, pressionando com o dedo para se afundarem ligeiramente na massa.

Levar ao forno a 190º durante 30 minutos. Assim que saírem do forno, salpicar com flor de sal sobre o chocolate derretido.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cuscuz sete legumes

Uma receita clássica da cozinha marroquina, que já está no meu livro de receitas há muitos anos. Não sei bem de onde me chegou a receita, mas é uma excelente refeição vegetariana.




Ingredientes:

600 g de cuscuz
585 g de couve coração
1 fatia de pão
Sumo de meio limão
4 cebolas
6 dentes de alho
280 g de grão de bico
2 tomates
1 curgete
4 cenouras
1 pimento verde
560 g de abóbora
2 batatas doces
1/2 colher de chá de fios de açafrão
1/2 colher de chá de cúrcuma
Um molho de coentros
Um molho de salsa
Azeite
Sal
Pimenta


Colocar água a ferver. Assim que levantar fervura, juntar a fatia de pão, o sumo de limão e a couve picada. Deixar ferver cinco minutos, retirar do lume e escorrer. Descartar a fatia de pão e reservar.

Picar as cebolas e os alhos. Refogar em lume médio num fio generoso de azeite. Por cima, colocar um passador de rede muito fina, onde se coloca o cuscuz para cozer a vapor.

Quando a cebola estiver transparente, acrescentar a couve e o grão de bico, temperando com o açafrão, a cúrcuma, sal e pimenta. Juntar dois litros e meio de água quente e colocar de novo o cuscuz por cima. Tapar e deixar fervilhar em lume brando durante 30 minutos.

Tirar o cuscuz para um prato fundo. Juntar algumas colheres do molho e revirar com um garfo.

Juntar o tomate e a curgete cortados em cubos, as cenouras em rodelas e o pimento às fatias finas. Por cima, colocar os molhos de coentros e salsa, atados um ao outro. Voltar a colocar o passador com o cuscuz e deixar cozinhar mais 30 minutos.

A meio do tempo, voltar a retirar o cuscuz para um prato fundo, acrescentar algumas colheres do molho e revirar com o garfo. Voltar a colocar no passador e juntar de novo à panela.

Ao fim do tempo de cozedura, retirar os legumes com uma escumadeira e reservar, mantendo quente. Descartar as ervas aromáticas.

Repetir o processo anteriormente descrito com o cuscuz.

Ao molho que ficou na panela, adicionar a abóbora e a batata doce cortadas em cubos. Por cima, voltar a colocar o cuscuz. Ao fim de 20 minutos, juntar os outros legumes e voltar a repetir a operação do cuscuz, desta vez juntando também uma colher de sopa de azeite.

Servir os legumes com bastante molho por cima da sêmola.




domingo, 2 de fevereiro de 2014

Baclava de noz e cenoura com pêras em calda aromatizada

A baclava é uma sobremesa típica da Turquia, Grécia e Líbano, que usa a massa filo para fazer uma espécie de folhado ou mil folhas, com recheio de frutos secos. Tradicionalmente, é pincelada com muita manteiga derretida e regada com calda de açúcar bem doce, ficando uma sobremesa rica e muito intensa, que se come em pedacinhos bem pequenos por ser facilmente enjoativa.

A minha versão é bastante diferente, porque junta a cenoura aos frutos secos, substitui a manteiga por uma pequena quantidade de óleo de amendoim, bastante mais neutro em termos de sabor, e usa uma calda de pêra, de acordo com uma receita d'O Ingrediente Secreto, de Henrique Sá Pessoa. Por outro lado, em vez de usar a massa filo em camadas, como só tinha quatro folhas, optei por enrolá-la em forma de caracol, que também resulta bastante bem.





Ingredientes:


Pêras em calda

6 pêras-rocha
200 g de açúcar amarelo
1 noz de gengibre (cerca de 12 g)
1 pau de canela
4 cravinhos
3 vagens de cardamomo verde
1 folha de louro


Baclava

4 folhas de massa filo
250 g de miolo de noz
1 cenoura média (cerca de 150 g)
60 ml de óleo de amendoim



As pêras devem cozer-se no dia anterior e deixar no frigorífico durante a noite, em frasco de vidro fechado, para apurar os sabores.

Começar por juntar o açúcar e um litro de água numa panela. Adicionar o gengibre com casca cortado às fatias, a folha de louro, os cravinhos, o pau de canela e as vagens de cardamomo abertas.

Levar ao lume e deixar ferver durante 10 minutos.

Entretanto, descascar as pêras e retirar as sementes. Cortar em quartos. Quando a calda tiver fervido o tempo necessário, adicionar as pêras e esperar até voltar a levantar fervura. A partir daí, deixar cozinhar cerca de 12 minutos.

Retirar as pêras e colocar num frasco de vidro. Deixar ferver a calda mais algum tempo, reduzindo até espessar ligeiramente.

Coar e colocar a calda no frasco. Fechar e levar ao frigorífico de um dia para o outro.

No próprio dia, moer as nozes e ralar a cenoura. Juntar três colheres da calda das pêras e misturar bem.

Juntar as folhas de massa filo duas a duas, sobrepondo-as de modo a formar um retângulo grande. Pincelar bem com o óleo.

Colocar o recheio em forma de "salsicha", fechar as extremidades e enrolar a massa filo sobre o recheio, obtendo um rolo (como se estivéssemos a enrolar sushi). Pegar numa das extremidades e enrolar o tubo sobre si mesmo em forma de caracol. Deve trabalhar-se rápido para a massa não secar.

Pincelar com óleo e levar ao forno a 200º durante 30 minutos.

Cortar em pedaços, colocar no prato ainda quente e verter a calda sobre a baclava. Ao lado, dispor três quartos de pêra cozida.


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