sábado, 28 de junho de 2014

Polenta de amêijoas com cenouras assadas com endro

Já não é a primeira vez que tento fazer polenta; mas quando vi esta receita de polenta na panela de pressão, vinda do Pimento no Reino, pensei que tinha que voltar a experimentar, porque das vezes que tentei, fiquei insatisfeita com o resultado. É talvez a primeira vez em que consigo fazê-la sem muitos grumos (mas ainda assim, alguns resistem). A junção da polenta com as amêijoas foi muito bem conseguida, inspirada no nosso tradicional xerém com marisco.

Para acompanhar, decidi experimentar esta receita da Tory Avey, porque adoro legumes assados no forno! Apesar de já estarmos no verão (supostamente) e já não ser boa ideia ligar o forno, não resisto a umas cenouras assadas no forno! Ficam divinais, salpicadas com o endro, e o conjunto faz um prato bem bonito.





Ingredientes:

350 g de amêijoas
200 g de farinha de milho
6 dentes de alho
2 1/2 colheres de sopa de coentros picados
4 cenouras
1 colher de sopa de endro fresco
Azeite
Sal
Pimenta


Demolhar as amêijoas em água e sal durante algumas horas.

Pelar e cortar as cenouras em bastões. Cobrir com um fio de azeite, misturando bem com as mãos para distribuir de forma homogénea, e salpicar com sal e pimenta.

Dispor num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 230º durante 20 minutos. Virar e deixar mais 10 minutos do outro lado. Desligar o forno e deixar as cenouras no interior a terminar a cozedura.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira e dourar os alhos picados.

Passar as amêijoas por água e colocar na frigideira. Salpicar com uma colher e meia de coentros picados e um pouco de sal grosso. Baixar para lume brando e tapar, deixando cozinhar durante 7 minutos.

Retirar o marisco com uma escumadeira e reservar. Ao molho que ficou na frigideira, adicionar 300 ml de água e temperar com sal e pimenta. Quando começar a fervilhar, retirar do lume e adicionar a farinha de milho, mexendo até o líquido ser absorvido.

Na panela de pressão, pôr ao lume 800 ml de água. Quando levantar fervura, ir juntando a massa de milho com cuidado, mexendo sempre para não formar grumos. Quando a massa estiver toda envolvida, tapar com a tampa e esperar até formar pressão. Deixar cozinhar durante 10 minutos.

Colocar uma dose de polenta nos pratos. Ao lado, distribuir as cenouras assadas, que se salpicam com endro.

Em cima da polenta, distribuir as amêijoas e o molho que se terá formado. Salpicar com os restantes coentros e servir de imediato.




sexta-feira, 27 de junho de 2014

Beringela recheada com almôndegas de couve-flor e pimento

No So Hungry I Could Blog, vi estas almôndegas de couve-flor e pimento que resolvi experimentar. Fiz-lhe várias adaptações, que resultaram muito bem!

Devido ao sucesso das beringelas recheadas com almôndegas de millet que publiquei aqui há tempos, resolvi usar a mesma técnica e fazer de novo rolinhos, os quais foram muito apreciados.




Ingredientes:

2 beringelas
1 couve-flor (com as folhas exteriores)
1 pimento vermelho
60 g de miolo de noz
70 g de pão ralado (sem lactose)
1 colher de sopa de pevides de abóbora
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
Azeite aromatizado com malaguetas
Azeite
Sal
Pimenta


Triturar as sementes de linhaça. Quando estiverem em farinha, juntar seis colheres de água, misturar e reservar.

Cortar a beringela em fatias longitudinais. Numa taça, juntar um fio de azeite aromatizado com malaguetas com uma dose generosa de azeite normal, juntar sal e pimenta e misturar. Pincelar as beringelas com esta mistura.

Dispor num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Noutro tabuleiro, colocar o pimento. Ligar a função grill do forno; colocar o tabuleiro das beringelas em baixo e o pimento em cima, perto da resistência. Ir virando o pimento até ficar com a pele completamente preta.

Quando isso acontecer, transferir o pimento para dentro de um saco de plástico, fechar bem o saco e deixar repousar durante alguns minutos (este procedimento vai facilitar o processo de tirar a pele). Desligar o forno e deixar as beringelas no seu interior a acabar de cozer.

Cozer a couve-flor em água e sal até ficar tenra. Retirar da água. Na mesma água, colocar as folhas exteriores da couve-flor cortadas em juliana fina e deixar ferver até cozer.

No liquidificador, desfazer a couve-flor, sem deixar ficar completamente em puré. Retirar para uma taça.

Tostar ligeiramente as nozes e em seguida triturá-las no liquidificador, juntamente com as pevides, até ficarem em farinha. Juntar à couve flor.

Tirar a pele ao pimento e triturar no liquidificador, até ficar líquido. Juntar à mistura anterior.

Adicionar em seguida a linhaça, o pão ralado e duas colheres de sopa das folhas de couve-flor cozidas. Temperar com sal e pimenta e mexer bem até ficar uma mistura homogénea.

Formar almôndegas (rende cerca de 20). Retirar a beringela, dispor numa tábua de cortar, e levar as almôndegas ao forno, em tabuleiro forrado com papel vegetal, durante 30 minutos a 200º.

Quando estiverem douradas, enrolar uma almôndega em cada fatia de beringela e fechar com um palito. Voltar a levar ao forno mais 10 minutos.

Servir acompanhado com arroz e com as restantes folhas de couve-flor cozidas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pudim de acelgas

Mais uma refeição vegetariana, adaptada de uma receita do Pantagruel, que durante muitos anos foi a minha "bíblia" de cozinha. Agora são poucas as vezes que o consulto, mas continua em lugar de destaque na prateleira dos livros de culinária.

Este pudim de acelgas é fácil de fazer e fica muito saboroso. Também pode ser feito com outros legumes, como espinafres ou agriões, e resulta sempre bem!





Ingredientes:

1 molho de acelgas (cerca de 375 g)
3 ovos
1 cebola
1 dente de alho
150 ml de leite de soja
3 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de farinha de trigo integral (pode substituir-se por farinha de arroz para uma versão sem glúten)
Sal
Pimenta
Noz moscada


Cozer as acelgas em água e sal. Escorrer, reservando a água da cozedura. Medir 250 ml e juntar-lhes o leite de soja.

Refogar a cebola e o alho no azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar a farinha e mexer alguns minutos.

Juntar o líquido anterior, mexendo sempre. Deixar cozinhar em lume brando até espessar.

Retirar do lume e temperar com sal, pimenta e noz moscada.

No liquidificador, bater as acelgas com as gemas. Envolver na mistura anterior e voltar a levar ao lume, deixando fervilhar durante dois minutos. Deixar arrefecer.

Bater as claras em castelo. Envolver na mistura anterior já morna e verter para uma forma de bolo inglês.

Levar ao forno a 170º durante 50 minutos.

Servir com arroz e salada.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Salada de endívias com atum

No Facebook, o Julia and Julie 365 dias com a Bimby desafiou-me a apresentar uma salada para os dias de calor. Tinha no frigorífico duas endívias a piscar-me o olho e resolvi recriar este clássico da cozinha francesa.

Normalmente usadas como entrada, as endívias recheadas são sempre um belo amuse-bouche, porque visualmente é muito bonito, com as folhas das endívias a fazer de barquinhos, que neste caso são recheadas com um saboroso paté de atum e cenoura. Para mim, são excelentes para servir bem fresquinhas, a acompanhar um churrasco, ou numa mesa de petiscos, para ver os jogos de futebol.






Ingredientes:

2 endívias
1 lata de atum ao natural
1 cenoura pequena
6 azeitonas verdes
1 chalota
2 colheres de sopa de polpa de tomate
3 colheres de sopa de maionese
2 colheres de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


Separar as folhas das endívias com cuidado, de modo a não as partir. Quando as folhas começarem a ser muito pequenas, picar finamente o restante. Lavar as folhas e dispor num prato retangular.

Ralar a cenoura e juntar às endívias picadas. Picar as azeitonas e a chalota e juntar também. Adicionar o atum escorrido.

Juntar os restantes ingredientes, temperar com sal e pimenta e distribuir a mistura pelos "barquinhos".

Servir de imediato.




E o prato!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Batatas gratinadas com manjerona

No cabaz Prove, recebi um raminho de manjerona que me deixou a pensar o que faria com ela. Não é uma erva aromática que tenha por hábito usar, mas isso não me desmotivou! Lembrei-me de fazer um gratinado de batatas, usado como acompanhamento de um belo salteado de legumes. Pode também acompanhar um peixe assado no forno ou um bife grelhado.





Ingredientes:

4 batatas grandes
2 colheres de sopa de farinha de trigo integral (pode substituir-se por farinha de arroz para uma versão sem glúten)
1 ramo de manjerona
1 colher de sopa de vinagre
400 ml de caldo de legumes
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar as batatas em água com sal, inteiras e com casca. Deixar ferver até ficarem cozidas, mas sem se desfazerem. Retirar da água e passar por água fria. Descascar, cortar em rodelas grossas e reservar.

Separar as folhas dos caules da manjerona. Descartar os caules e picar as folhas.

Aquecer um fio de azeite numa panela anti-aderente. Juntar a farinha e cozinhar durante alguns minutos, mexendo sempre.

Adicionar o caldo de legumes e o vinagre, mexendo sempre para não formar grumos. Deixar cozinhar em lume brando até espessar.

Juntar metades das folhas de manjerona e as batatas às rodelas. Envolver com cuidado para não desfazer a batatas. Temperar com sal e pimenta.

Verter a mistura num prato de ir ao forno e levar ao forno em modo grill até dourar por cima.

Retirar do forno, salpicar com a restante manjerona e servir.

domingo, 22 de junho de 2014

Curgetes à moda persa

Esta receita vem do site Saveur e é já originalmente uma receita sem lactose. Fiz apenas algumas adaptações às quantidades.

Faz um almoço vegetariano muito simpático, acompanhado por uma salada verde.




Ingredientes:

9 g de raíz de gengibre fresca
2 cebolas
2 dentes de alho
2 curgetes (cerca de 800 g no total)
2 colheres de sopa de farinha de trigo integral (pode substituir-se por farinha de arroz para uma versão sem glúten)
1 colher de chá de cúrcuma
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 ovos
1 colher de sopa de salsa picada
Uma pitada de sumac
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar as curgetes ao meio e depois em pequenos bastões, do tamanho de batatas fritas.

Picar a cebola e o alho; descascar e ralar o gengibre.

Aquecer um fio de azeite numa frigideira e refogar a cebola, o alho e o gengibre.

Quando a cebola estiver dourada, acrescentar a curgete e a cúrcuma. Cozinhar em lume brando até a curgete estar tenra (cerca de 15 minutos).

Retirar do lume, temperar com sal e pimenta. Envolver a farinha e o bicarbonato de sódio. Deixar arrefecer.

Bater os ovos e juntar à mistura. Verter a mistura numa forma quadrada anti-aderente. Levar ao forno a 200º durante 25 minutos.

Retirar do forno, polvilhar com salsa picada e sumac.

Servir de imediato.

sábado, 21 de junho de 2014

Tarte de endívias e cebolas

Há uns anos atrás, conheci um homem estrangeiro, que entretanto voltou para o seu país de origem; uns tempos mais tarde, nos meandros das redes sociais, recebi uma mensagem de uma pessoa com o mesmo nome, e obviamente pensei que era ele. Encetámos uma conversa "virtual" sobre viagens e lugares que já tínhamos visitado, até eu perceber que afinal não era a pessoa que eu conhecia, mas um desconhecido que nem sequer vinha do mesmo país do primeiro...

Mas como a conversa já tinha rolado, e não havia manobras de "engate" desagradáveis, mantive o contacto esporádico sobre temas inócuos, até surgir o óbvio convite para irmos tomar um copo. Não aceitei o primeiro convite, tentando ao mesmo tempo não ser antipática, mas quando surgiu o segundo convite para uma festa de Halloween no seu apartamento, resolvi aceitar. A morada era perto da minha casa, não tinha nada programado para essa noite, e pensei - o máximo que me pode acontecer é chatear-me e vir-me embora cedo.

Estive até ao momento de sair ainda na dúvida se iria ou não. Afinal, ia a uma festa onde não conhecia ninguém - nem sequer a pessoa que me tinha convidado! Situação inusitada, no mínimo! Como imaginam, acabei por ir (senão não estava a contar esta história).

Quando estamos num lugar onde não conhecemos ninguém, somos obrigados a falar com pessoas desconhecidas, se não queremos ficar num canto a amuar. Meti conversa com algumas pessoas - a mesa estava cheia de coisas boas, e conversar sobre comida é um tema muito fácil para mim! -, outras pessoas   meteram conversa comigo, e assim começou uma noite simpática.

Todo o mundo falava inglês, porque as pessoas da festa eram maioritariamente anglo-saxónicas. E de repente, do nada, veio um homem que me pergunta em português com sotaque francês - "então e nós, o que é que vamos falar?". "Podemos falar português" - respondi eu - "sou portuguesa" (resposta que o surpreendeu, porque estávamos num ambiente anglo-saxónico onde só havia mais uma portuguesa para além de mim, e porque fisicamente eu passo bem por uma pessoa de outra nacionalidade).

Começámos a falar, e o resto é história: o momento em que parecia que mais ninguém existia na sala para além de nós os dois, o fim da festa em que ele me pediu o número de telefone, o convite para irmos ver uma exposição ao Museu do Chiado dois dias depois, e o inevitável convite para jantar que se seguiu, que deu início à relação que hoje temos.

Numa festa onde não conhecia ninguém, e onde portanto não era suposto estar, encontrei o homem da minha vida. E o que é mais curioso, é que ele próprio não era suposto estar lá, porque estava com uma constipação de caixão à cova e tinha decidido não sair nessa noite. Só o poder de persuasão de uma amiga sua, a quem ele tinha prometido que iria acompanhá-la a esta festa, fez com que ele saísse de casa - cavalheiro que se preze não falta às promessas feitas a uma dama! (obrigada Marie!)

E este francês que entrou na minha vida com o seu belo sotaque vem da região Le Nord (a tal região dos ch'tis, quem já viu o filme Bem Vindo ao Norte?), onde há uma enorme produção de endívias, pelo que muitos dos pratos regionais utilizam este vegetal.

Por isso, quando no blogue Emile and Lea's Secrets descobri esta tarte salgada vegan, resolvi de imediato experimentar a receita, com algumas adaptações, para responder ao convite do Limited Edition, que todos os sábados publica uma receita saudável, vinda da cozinha dos vizinhos. Claro que a história que liga bem com endívias tinha que ser a história do meu encontro com este ch'ti que se instalou na minha vida.

Espero que gostes, Maria! É uma tarte versátil, que pode servir como entrada ou como prato principal, onde sobressai o gosto delicado das endívias.

PS Moral da história - vão a todas as festas para as quais sejam convidados, mesmo que estejam doentes, mesmo que não vos apeteça, mesmo que não conheçam ninguém, porque nunca se sabe o que pode acontecer!




Ingredientes:

Massa

150 g de farinha de trigo integral
50 g de flocos de aveia
4 colheres de sopa de azeite
5 colheres de sopa de água
2 g de sal fino

Recheio

4 endívias (cerca de 450 g)
3 cebolas
1/2 colher de chá de cominhos
2 colheres de sopa de "nata" de arroz
Azeite
Sal
Pimenta


Começar por preparar a massa, misturando todos os ingredientes secos. Em seguida, adicionar o azeite e misturar com um garfo. Amassar com as mãos, enquanto se vai acrescentando a água, até obter uma consistência homogénea. Amassar durante 5 minutos. Cobrir com película aderente e deixar repousar uma hora no frio.

Cortar as cebolas em meias luas e as endívias em rodelas. Refogar as cebolas num fio de azeite até dourarem. Acrescentar em seguida as endívias, tapar e deixar cozinhar em lume brando durante 20 minutos.

Retirar do lume e temperar com cominhos, sal e pimenta. Envolver a nata de arroz.

Estender a massa numa forma de tarte. Espalhar o recheio por cima e levar ao forno a 200º durante 25 minutos ou até dourar por cima.



O humor ch'ti ("chicon" é o nome dado à endívia nesta região)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Tarte de chocolate e nozes pecã

Vi esta receita no Food and Wine e decidi adaptá-la. Foi a primeira vez que utilizei nozes pecã e adorámos o resultado!

O único problema com esta tarte foi que, na receita original, dizia-se que, após colocar o recheio na massa, voltava ao forno por 45 minutos. Experimentei e achei que era demasiado tempo, porque a massa acaba por secar e o recheio também. Pelo que sugiro que deixem a tarte apenas 15 - 20 minutos na última fase, o tempo suficiente para cozer os ovos, mas deixando o recheio ainda húmido.




Ingredientes:

Massa quebrada (adaptada da receita de massa quebrada doce do blogue Petiscos e Miminhos)

150 g de farinha de trigo branca
50 ml de óleo de girassol
1 ovo pequeno
30 g de açúcar em pó
1 pitada de sal

Recheio

185 g de nozes pecã
3 colheres de sopa de óleo de girassol
170 g de chocolate preto (sem lactose)
50 g de açúcar amarelo
1 colher de sopa de mel
3 ovos
1/2 vagem de baunilha
1 pitada de sal



Começar por fazer a base da tarte. Numa taça grande, juntar a farinha, o açúcar em pó e o sal.

Abrir uma cova e colocar o ovo; começar a misturar com um garfo. Acrescentar então o óleo. Envolver até formar uma bola de massa e amassar bem com as mãos.

Deixar repousar a massa durante 30 minutos, envolvida em película aderente. Ao fim desse tempo, estender com o rolo e cobrir uma tarteira com a massa quebrada. Picar com um garfo e cobrir com papel vegetal. Colocar feijões secos por cima e levar ao forno a 220º durante 20 minutos. 

Espalhar as nozes num tabuleiro e tostar durante 5 minutos no forno. Juntar o chocolate e o óleo uma panela pequena e derreter em banho-maria. Raspar o interior da vagem de baunilha e reservar.

Quando o chocolate estiver derretido, adicionar o açúcar, os ovos batidos, o mel, a baunilha e o sal. No final, envolver dois terços das nozes partidas grosseiramente. 

Verter a mistura na tarteira. Espalhar as restantes nozes por cima sem as partir. Levar ao forno a 170º durante 15 a 20 minutos.

Deixar arrefecer completamente antes de servir.

domingo, 15 de junho de 2014

Lombo de porco com azeitonas

Um clássico feito à minha maneira faz um belo prato para servir quando temos amigos em casa a jantar. Experimentem e digam-me se não é fantástico!




Ingredientes:

1 kg de lombo de porco
150 ml de vinho branco
2 colheres de sopa de aguardente velha
1 dente de alho
Sal
Pimenta
Azeite

Pasta de azeitonas

200 g de azeitonas verdes
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de manjericão seco
1 colher de chá de oregãos secos
1 colher de chá de folhas de tomilho frescas
Sal
Pimenta


Para a pasta de azeitonas, misturar as azeitonas, os dentes de alho, o sumo de limão e o azeite e triturar com a varinha mágica.

Adicionar as ervas, temperar com sal e pimenta e reservar no frio.

Barrar o lombo com azeite e pimenta. Levar ao forno pré-aquecido a 250º durante 5 minutos.

Retirar a carne do forno e baixar a temperatura para 200º. Regar com a aguardente e o vinho, salpicar com o alho picado e temperar com sal. Voltar a levar ao forno durante 15 minutos.

Retirar do forno e barrar com a pasta de azeitona, procurando cobrir bem todo o lombo.

Voltar a levar ao forno e deixar cozinhar durante 35 minutos.

Servir com batata assada e salada.



sábado, 14 de junho de 2014

Tarte vegetariana à inglesa

Conhecem as "pies" inglesas? Diferentes daquilo que habitualmente chamamos tarte, são constituídas por um guisado de carne com um molho espesso, por cima do qual se coloca uma placa de massa folhada ou quebrada, que, ao ir ao forno, cria uma crosta saborosa.

São normalmente servidas em ramequins individuais, mas claro que também se pode fazer uma boa pot pie de tamanho familiar. É um clássico das refeições do dia-a-dia no mundo anglo-saxónico. Lembro-me sempre do meu primeiro almoço quando cheguei à Austrália, uma bela tarte de vaca e cogumelos, servida num clássico pub australiano.

Na blogosfera, encontrei este versão vegetariana, vinda do Minimalist Baker, que resolvi experimentar.




Ingredientes:

150 g de massa folhada (sem lactose)
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
60 g de milho
80 g de ervilhas
100 g de couve
1 cenoura (cerca de 160 g)
55 g de farinha de trigo integral
500 ml de caldo de legumes
75 ml de leite de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Cortar a couve em juliana e a cenoura em cubinhos. Picar a cebola e os alhos.

Refogar a cebola e os alhos em azeite. Juntar a couve quando a cebola estiver dourada e deixar suar. Quando a couve tiver amolecido, adicionar a farinha e deixar cozinhar alguns minutos, mexendo sempre.

Adicionar gradualmente o caldo de legumes e o louro. Quando começar a fervilhar, juntar o leite.

Esperar que levante fervura novamente e adicionar os restantes legumes. Envolver bem e deixar fervilhar durante 15 minutos. Retirar do lume e descartar as folhas de louro.

Temperar com sal e pimenta e verter a mistura para uma forma quadrada ou distribuir por ramequins individuais. Cobrir com a placa de massa folhada.

Levar ao forno a 220º durante 25 minutos.



Algumas coisas fantásticas da Austrália (para além da comida)


As paisagens...




As praias... 
....e os bichos!


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Hambúrgueres de bróculos e feijão branco

Mais uma adaptação do site One Green Planet, que está cheio de sugestões vegetarianas bem apetecíveis! Estes hambúrgueres fazem um excelente almoço durante a semana, acompanhados por uma bela salada verde, e são uma bela forma de aproveitar bróculos já um bocadinho passados.




Ingredientes:

2 cabeças de bróculos (cerca de 450 g)
500 g de feijão branco cozido
1 cebola
90 g de cuscuz
75 g de pão ralado (sem lactose)
1 colher de sopa de tahini (pasta de sésamo)
2 colheres de chá de cominhos
Sal
Pimenta


Cozer os bróculos a vapor ou em água e sal.

Demolhar o cuscuz num copo de água a ferver, tapar e reservar durante 10 minutos.

Refogar a cebola picada num fio de azeite até dourar.

Triturar o feijão branco e os bróculos, até obter uma pasta.

Numa taça de vidro, juntar esta pasta ao cuscuz e à cebola. Adicionar o tahini, os cominhos, o pão ralado e temperar com sal e pimenta. Envolver bem, tapar com película aderente e levar ao frio de um dia para o outro.

Formar os hambúrgueres (rende 16). Cozer no forno a 220º durante 45 minutos, virando-os a meio da cozedura. Servir com uma colher de chá de maionese.



domingo, 8 de junho de 2014

Galettes bretonnes com bacon, rúcula e ovo

Perfeitos para um brunch, estes crepes salgados fazem o sucesso de qualquer pequeno-almoço a dois depois de uma noite bem passada.

Aproveito para participar com esta receita no Brunch de aniversário do Cravo e Canela. A Manuela bem merece uns crepes destes, depois de três anos de trabalho no seu blogue!




Ingredientes:

40 g de farinha de trigo branca
50 g de farinha de trigo integral
2 g de sal
150 ml de água
2 ovos
5 fatias de bacon
1 molho pequeno de folhas de rúcula
Óleo de girassol


Misturar as farinhas e o sal. Juntar a água e bater com uma vara de arames até obter uma mistura homogénea e sem grumos.

Aquecer uma frigideira anti-aderente. Partir as fatias de bacon com as mãos e fritar. Quando começarem a ganhar cor, juntar as folhas de rúcula e deixar cozinhar, mexendo sempre, durante 30 segundos.

Retirar e reservar.

Juntar um fio de óleo à frigideira. Quando estiver bem quente, juntar metade da mistura dos crepes, rodando a frigideira, de modo a que a massa cubra bem o fundo.

Deixar cozinhar dois minutos. Virar e deixar cozinhar mais 30 segundos do outro lado.

No centro do crepe, colocar metade do bacon com rúcula, formando um círculo. No interior do círculo, abrir um ovo. Fechar as laterais do crepe por cima do recheio, deixando a gema à mostra.

Tapar e baixar para lume brando. Deixar cozinhar até a clara do ovo ficar opaca.

Retirar para um prato e reservar, mantendo quente.

Repetir a operação para o segundo crepe.

sábado, 7 de junho de 2014

Salsichas no forno com cebolas e cogumelos

Quem segue o blogue, sabe que eu não sou muito fã dos cozinheiros "mediáticos". Não sigo programas de cozinha nem concursos televisivos, não me deixo fascinar facilmente por "caras lindas" (sejam homens ou mulheres), nem compro livros (de cozinha ou outros) só porque os seus autores têm um programa de televisão.

Porque sou mais empedernida do que os outros? Porque não me deixo "manipular" pelos media? Não. Nada disso. Sou tão influenciável como qualquer outra pessoa.

Isto acontece simplesmente porque durante mais de 15 anos não tive televisão em casa. Sem ter televisão em casa, é muito mais fácil controlar o poder que os media têm sobre nós, sobre as nossas decisões e opiniões.

Mas não ter televisão em casa é tarefa quase impossível nos dias que correm. Quando a nossa fornecedora de internet faleceu (ou foi comprada, ou fundiu-se com outra empresa, ou lá o que acontece no mundo das empresas - no que me diz respeito, faleceu), tivémos que mudar de operador. Sendo que eu tenho um ódio visceral a uma das maiores empresas fornecedoras de internet neste país, não tínhamos muitas opções. E quanto a contratos sem televisão, não tínhamos nenhuma.

Vai daí, depois de mais de 15 anos sem televisão, lá fizémos um contrato novo e voltámos a ter televisão em casa. Até agora ligámos a televisão uma vez para ver um filme - O Gosto do Saké, excelente! - e eu liguei uma segunda vez para ver o Home Cooking do Gordon Ramsay. E não é que tive sorte? O tipo estava a fazer estas salsichas no forno (que encontrei reproduzida neste site)! E cá em casa há um fraquinho (muito grande) por salsichas frescas, por isso tive que adaptar a receita.

Não voltámos a ligar a televisão novamente, por isso não sei o que mais é que ando a perder. Mas francamente, prefiro não saber. Espero continuar a manter esta relação distante e desprendida com a televisão. Até quando? (se começarem a ver aqui no blogue adaptações de receitas dos cozinheiros "mediáticos", já sabem que a minha intenção falhou...)




Ingredientes:

2 cebolas grandes
8 salsichas de porco frescas
1 colher de sopa de açúcar mascavado escuro
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
275 g de cogumelos brancos
1/2 alho francês (a parte verde)
300 ml de vinho tinto
1 colher de chá de folhas de tomilho fresco
3 colheres de sopa de salsa picada
Azeite
Sal
Pimenta


Aquecer um fundo de azeite numa frigideira e dourar as salsichas de ambos os lados. Retirar e reservar.

Cortar as cebolas em meias luas e adicionar à frigideira. Quando estiverem douradas, juntar o açúcar e o vinagre balsâmico. Deixar cozinhar em lume brando durante 10 minutos até caramelizar.

Cortar o alho francês em rodelas e juntar à frigideira. Deixar cozinhar 5 minutos e em seguida juntar os cogumelos em quartos. Quando estes tiverem libertado a sua água, juntar o vinho e 100 ml de água. Deixar ferver durante 5 minutos, para evaporar o álcool.

Retirar do lume e juntar o tomilho e duas colheres de sopa de salsa. Envolver bem e temperar com sal e pimenta.

Transferir a mistura para um prato de ir ao forno. Por cima, dispor as salsichas.

Levar ao forno a 200º durante 25 minutos. Salpicar com a salsa restante e servir com batatas fritas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Biscoitos de coco e caju

No Cozinhando com Josy, encontrei estas bolachas maravilhosas. Com as devidas adaptações, aqui fica a receita.




Ingredientes:

1 ovo
3 colheres de sopa de óleo de girassol
130 ml de leite de soja
90 g de açúcar amarelo
40 g de coco ralado
100 g de castanha de caju
250 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
1/4 de fava tonka ralada


No liquidificador, triturar o caju até obter farinha.

Bater o ovo com o óleo de girassol. Adicionar o leite de soja e o açúcar e continuar a bater.

Juntar o coco ralado e o caju triturado. Finalmente, juntar a farinha, o fermento e a raspa de fava tonka. Mexer bem com uma colher de pau.

Dispor pequenas porções em tabuleiros forrados com papel vegetal. Levar ao forno a 180º durante 20 minutos.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Crumble de peixe e alho francês

A Cozinha da Ovelha Negra, juntamente com o Coisas e Coisinhas, desafiou a blogosfera a ajudar os estudantes que estão neste momento a estudar para os exames. O projeto chama-se "Há mais vida para além da massa de atum" e a ideia é confecionar receitas rápidas, simples e baratas, para quem tem um orçamento limitado e não tem tempo a perder na cozinha.

Andei a investigar quais é que são os alimentos que ajudam a estudar melhor e escolhi alguns deles para confecionar um crumble de peixe. Porquê o crumble? Porque é rápido de fazer (a maior parte do tempo está no forno, portanto pode aproveitar-se para continuar a estudar) e porque é uma refeição completa, que dispensa acompanhamentos. E já agora, para dar um toque de classe à vida de estudante. :-)

O peixe que usei foram filetes congelados de peixe-gato (é um dos peixes mais baratos) e enriqueci a cobertura com aveia (também muito acessível em termos de preço) e avelãs. É verdade que os frutos secos não são os ingredientes mais baratos no mercado, mas são imprescindíveis por serem uma fonte de vitamina E, essencial nos processos de atenção, memorização e aprendizagem.

Também o peixe, porque é rico em Omega 3, ajuda o funcionamento cerebral, e a aveia é uma boa fonte de zinco, também essencial para que o cérebro não "frite". A pimenta é estimulante e o iodo contido no sal é crucial para manter o nível de energia. O alho francês e o manjericão... bom, esses é sobretudo pelo sabor, mas também pelas vitaminas!




Ingredientes:

1 cebola 
1 alho francês 
550 g de filetes de peixe-gato (3 filetes grandes congelados)
10 g de manjericão fresco
300 ml de caldo de peixe
50 g de flocos de aveia
90 g de miolo de avelãs
50 g de pão ralado (sem lactose)
Sal
Pimenta
Azeite


Picar a cebola. Cortar o alho francês em rodelas e o peixe em tiras.

Picar finamente as folhas de manjericão.

Refogar a cebola no azeite. Quando a cebola estiver transparente, acrescentar o alho francês. Mexer bem e deixar cozer em lume brando.

Quando os legumes estiverem quase cozidos (cerca de 10 minutos), juntar o peixe e deixar cozinhar mais cinco minutos. Adicionar 200 ml do caldo de peixe e deixar cozer mais cinco minutos.

Retirar do lume e temperar de sal e pimenta. Envolver metade das folhas de manjericão.

Entretanto, moer as avelãs no liquidificador. Juntar a avelã moída ao pão ralado e aos flocos de aveia, juntamente com o resto das folhas de manjericão, mexendo bem. Acrescentar duas colheres de sopa de azeite e 100 ml de caldo de peixe. Temperar com sal e pimenta, envolver bem e reservar.

Colocar o peixe numa forma quadrada de ir ao forno. Por cima, espalhar o crumble, usando as mãos para cobrir toda a superfície. 

Levar ao forno a 190º durante 40 minutos. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mini-muffins de pistácio e gengibre

A Marmita tinha este bolo por ocasião do penúltimo World Baking Day e, como se vê, tinha gengibre. E se tinha gengibre, pois claro, eu não podia resistir. Pois é...

Fiz algumas adaptações, para poder usar a receita em forma de mini-muffins para levar para uma festa de aniversário. Ficaram lindos e desapareceram num instante!




Ingredientes:

100 ml de azeite
150 g de açúcar amarelo
2 ovos
50 ml de leite de soja
185 g de farinha
10 g de gengibre fresco
1 colher de chá de fermento
100 g de pistácio descascado


Triturar no liquidificador 75 gramas de pistácio até obter farinha. O restante, partir grosseiramente no almofariz e reservar.

Descascar e ralar o gengibre.

Bater o azeite com o açúcar até obter um creme. Adicionar o leite de soja e continuar a bater. Finalmente, juntar os ovos e bater bem.

Juntar a farinha, o pistácio triturado, o fermento e o gengibre ralado. Adicionar esta mistura à batedeira, continuando a bater.

Distribuir a massa por formas de mini-muffins (rende cerca de 36) e salpicar com o pistácio partido. Levar ao forno a 180º durante 25 minutos.


domingo, 1 de junho de 2014

Tagliatelle negro com camarão, mexilhão e coco

Vi esta receita do Cogollos de Agua e guardei-a para mais tarde experimentar. Uma tarde bem passada em casa de amigos equivaleu a chegar tarde a casa e ter que fazer o jantar em 15 minutos. Foi o que aconteceu!

Claro que fiz algumas adaptações à receita, como não podia deixar de ser. Aqui vos deixo a minha versão:




Ingredientes:

15 mexilhões
15 camarões
1 cebola pequena
3 dentes de alho
1/2 alho francês
1 malagueta
Raspa e sumo de meio limão
250 g tagliatelle negro
400 ml de leite de coco
4 colheres de sopa de coentros frescos picados
1 colher de chá bem cheia de pó de caril
Sal
Pimenta


Abrir os mexilhões e cozer os camarões. Retirar o miolo de ambos e temperar com sal, pimenta, a raspa e o sumo de limão e o caril. Deixar marinar.

Colocar uma panela de água a ferver para a massa. Quando começar a ferver, juntar a massa e deixar cozinhar durante alguns minutos.

Refogar a cebola e os alhos picados num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar o alho francês cortado em rodelas e a malagueta aberta, sem sementes.

Quando o alho francês estiver cozido, juntar o marisco e a marinada e envolver bem. Deixar cozinhar em lume brando alguns minutos.

Adicionar o leite de coco e deixar ao lume até começar a fervilhar. Retirar do lume, envolver os coentros e juntar à massa escorrida. Servir de imediato.
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