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sábado, 21 de abril de 2018

Pão recheado com alho francês e azeitonas

Num destes dias de chuva, tinha o miúdo em casa com uma conjuntivite e resolvi ir passear com ele para o Mercado de Arroios, onde há uma zona para crianças com uns brinquedos bem giros. Enquanto lá estávamos, reparei num senhor a fazer algo que me parecia massa de pão e aproximei-me. O senhor, que falava pouco português, disse-me que estava a fazer pão sírio.

Peguei o miúdo ao colo e fui explicando o que estava a fazer; não sei bem o que ele percebeu da minha explicação, mas a verdade é que apontava entusiasmado enquanto o pão cozia naquelas chapas arredondadas e repetia "papa". O senhor disse-me que o pão era só para o restaurante Mezze, não era para venda, mas entretanto um dos senhores que serve no restaurante resolveu oferecer-lhe um pãozinho.

Lá voltámos para casa, o miúdo com um pedaço de pão em cada mão, que ia mordiscando pelo caminho, até despachar o pão quase todo. Resolvi relembrar os bolani, que já aqui publiquei, uma receita afegã bem dentro do espírito deste pão sírio. A partir daí, pensei noutros recheios e noutras possibilidades e foi assim que surgiu este pão recheado com alho francês e azeitonas.



Ingredientes:

60 g de farinha de trigo integral
165 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
1 colher de sopa mal cheia de azeite
125 ml de água tépida

Recheio

1/2 alho francês
2 colheres de sopa de coentros picados
12 azeitonas verdes
2 colheres de sopa de nata de aveia
Sal
Pimenta
Azeite


Juntar as farinhas e o sal numa taça de vidro. Abrir uma cova no meio e colocar o azeite, começando a misturar com a colher de pau.

Ir acrescentando a água aos poucos, misturando sempre. Quando o líquido tiver sido absorvido pela farinha, retirar da taça e amassar durante 10 minutos.

Voltar a colocar a massa na taça, tapar com um pano e deixar repousar 45 minutos.

Entretanto, picar o alho francês e refogar num fio de azeite.

Juntar as azeitonas picadas bem finas e os coentros. Adicionar a nata de aveia. Temperar com pimenta e com sal, se necessário.

Partir a massa em duas partes iguais. Estender uma das partes, de modo a obter um círculo da espessura de uma tortilha mexicana.

No centro do círculo, colocar metade do recheio. Espalhar em direção a um dos lados; dobrar a metade sem recheio sobre a outra, continuando a espalhar o recheio com os dedos e fechando a extremidade.

Repetir o processo para o segundo pão.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira anti-aderente. Dourar os pães de um lado e de outro e servir quente.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Quiche de tomate, espinafres e cebola

Uma tarte simples, que faz um excelente almoço para levar para o trabalho, transforma-se numa coisa deliciosa quando acrescentamos ingredientes um pouco diferentes. Neste caso, a mostarda e o estragão seco fazem a magia!





Ingredientes:

Massa

150 g de farinha de espelta integral
50 g de flocos de aveia integrais
4 colheres de sopa de azeite
7 colheres de sopa de água fria

Recheio

4 tomates chucha
1 molho de espinafres
1 cebola roxa
2 ovos
200 ml de nata de aveia
1 colher de chá bem cheia de mostarda de Dijon
3/4 colher de chá de estragão seco
Sal


Começar por fazer a massa, triturando grosseiramente os flocos de aveia. Juntar com a farinha de espelta, a água e o azeite e misturar com as mãos.

Cobrir com um pano e levar ao frio enquanto se prepara o recheio.

Cortar a cebola em rodelas e fritar em azeite. Reservar. Saltear os espinafres em azeite com um pouco de sal, escorrer e reservar. Cortar os tomates em rodelas.

Bater os ovos com a nata de aveia, a mostarda e o estragão. Temperar com sal.

Estender a massa e forrar uma tarteira. Verter o líquido. Por cima, espalhar primeiro a cebola, depois os espinafres e no fim as rodelas de tomate.

Levar ao forno a 200º durante 40 minutos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Paté de beringela e pimento

Esta receita grega chegou-me através da Saveur e experimentei-a pela primeira vez num piquenique de verão. Achei que era uma excelente receita também para uma festa, para barrar no pão ou para comer com palitos de cenoura crua.

O nome grego é melintzanosalata e vem da região de Kea, havendo várias versões, com ou sem cebola, com ou sem iogurte, etc. Esta versão que vos apresento é vegan e bem simples - mas o resultado é espantoso!




Ingredientes:

1 beringela grande
1 pimento verde pequeno
1/2 molho de salsa
2 dentes de alho
60 ml de azeite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Sal
Pimenta


Picar a beringela com um garfo e cozer no forno durante 45 minutos, até ficar murcha.

Retirar a pele e colocar no liquidificador.

Picar o pimento e levar a cozinhar no azeite em lume brando durante 15 minutos.

Juntar à beringela, juntamente com a salsa, o alho e o vinagre. Triturar até obter uma mistura homogénea.

Verter para uma taça e temperar com sal e pimenta. Servir morno ou frio.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Tostas de trigo sarraceno com beterraba e creme de tofu

O desafio das Receitas Saudáveis voltou e não podíamos deixar de participar! Desta vez, o Limited Edition propõe-nos pensar sobre o que consideramos uma alimentação / vida saudável.

Não é um assunto fácil - pelo contrário, é um tema que provoca muita polémica e muitas convicções apaixonadas (e por vezes mesmo algum fanatismo). Para mim, uma vida saudável é aquela onde me sinto realizada, contente com a direção que a minha vida leva e satisfeita de modo geral com as decisões que tomo a cada dia, nomeadamente aquelas que implicam diretamente com o cuidado que tenho comigo e com a minha família.

Em termos de alimentação, acredito que cada pessoa tem que informar-se, ouvir o seu corpo e encontrar a sua própria forma de comer, aquela que é boa para si (para o corpo e para a mente, porque os dois não se podem dissociar) e que lhe faz sentido.

E como é que isso se concretiza? Na minha vida, é algo que foi mudando com o tempo, à medida que a idade foi avançando, com novas experiências na vida, com novas investigações que vêm a lume e de que tomo conhecimento, que me convencem a mudar isto ou aquilo na minha alimentação. O diagnóstico da minha intolerância à lactose foi uma grande mudança na minha vida, porque obrigou a toda uma nova organização da alimentação cá em casa. A chegada à minha vida do meu companheiro foi outra transformação. Mais tarde, a vivência da gravidez e a chegada de um bebé também me levaram a alterações importantes.

Neste momento, uma alimentação saudável para mim é aquela que se baseia maioritariamente em produtos biológicos, o mais diversificados possível (vou sempre à procura do legume que nunca experimentei ou da fruta que como menos vezes), alimentos não processados, sopa ao almoço e ao jantar durante todo o ano,  uma quantidade controlada de hidratos de carbono, utilização de gorduras "do bem" (azeite, óleos vegetais não refinados processados a frio, óleo de coco, frutos secos, abacate), pouco açúcar (uso muitas vezes o açúcar da fruta ou de alguns legumes, conjuntamente com um toque de stevia granulada, quando faço doces cá em casa), uma quantidade moderada de sal.

Com a gravidez e a amamentação aumentei a ingestão de proteína animal, complementando-a na refeição seguinte com proteína vegetal, vinda sobretudo do tofu e das leguminosas. Mas em tempos normais, a carne e o peixe aparecem no menu cá de casa duas a três vezes por semana, e as refeições restantes são vegetarianas, à base de ovos, ou claramente vegan. Para compensar, atualmente o álcool não tem lugar no meu regime alimentar, mas assim que deixar de amamentar, um ou dois copos de vinho ao sábado à noite não me escapam!

Claro que nada disto faz sentido se não for acompanhado com uma boa quantidade de alegria e entusiasmo, com relações emocionais que nos enchem as medidas, com uma dose importante de prazer, para contrabalançar as dores que sempre vamos vivendo na vida.

Por isso é que não deixámos de receber pessoas em casa, mesmo com um bebé pequeno, e com receitas surpreendentes, saborosas e saudáveis! Muitas vezes as pessoas associam o saudável ao desenxabido - estas tostas com creme de tofu e beterraba vêm contrariar totalmente isso. Os sabores são fortes e o visual conta muito - porque já se sabe que os olhos também comem!

Uma outra versão fantástica destas tostas surge quando se substitui a beterraba por abacate. Uma delícia!

Se quiserem também participar neste desafio, basta enviarem um email para lim.edition2012@gmail.com. Se reproduzirem na vossa cozinha esta proposta ou outras do desafio, utilizem o #desafioreceitasaudável e partilhem as vossas versões e interpretações. Vamos contribuir para um estilo de vida mais saudável, que passa pela comida, mas não se esgota nela!






Ingredientes:


2 beterrabas
Sal
Pimenta

Tostas (adaptado do Our Food Stories)

125 g de farinha de trigo sarraceno
125 g de flocos de trigo sarraceno
50 g de sementes de girassol
50 g de sementes de sésamo
80 g de sementes de linhaça
20 g de sementes de papoila
1 colher de chá de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
350 ml de água

Creme de tofu (adaptado do Booklet de queijos vegan da Gopal)

200 g de tofu
75 ml de azeite
1/2 colher de chá de poejo seco
1/2 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de alho em pó
1/2 colher de chá de flor de sal
50 ml de água
1 pitada de açúcar mascavado escuro


Cozer as beterrabas em água a ferver. Depois de cozidas, tirar a pele e cortar em fatias grossas. Com um cortador de bolachas, cortar as formas desejadas e reservar.

No liquidificador, juntar todos os ingredientes para o creme. Triturar bem até obter uma consistência homogénea. Retificar os temperos, se necessário.

Para as tostas, juntar todos os ingredientes secos e misturar. Adicionar a água e o azeite e bater levemente. Deixar repousar durante 20 minutos.

Espalhar a mistura num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno pré-aquecido a 160º durante 20 minutos.

Retirar do forno e, com uma faca afiada, traçar as linhas das tostas, sem cortar completamente.

Voltar a levar ao forno mais 40 minutos. Desligar o forno e deixar a terminar a cozedura mais 10 minutos.

Retirar do forno e cortar de acordo com as linhas desenhadas.

Num prato, colocar uma tosta. Barrar com o creme. Dispor as estrelas de beterraba por cima e temperar com sal e pimenta. Guarnecer com algumas folhas de rúcula.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Salada de aipo-nabo, maçã e avelãs

À procura de uma salada saborosa à base de aipo-nabo, que costumo comprar no mercado biológico, encontrei esta receita no Les Foodies. O aipo-nabo faz um sucesso estrondoso cá em casa e de facto é um tubérculo com um sabor único! Esta salada, tão fácil de fazer, faz um brilharete como entrada em qualquer jantar com amigos.




Ingredientes:

1/2 bolbo de aipo-nabo
1 maçã pequena
1 chalota
2 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de mostarda Dijon
1 colher de chá de xarope de agave
10 avelãs ligeiramente tostadas
Sal
Pimenta


Ralar o aipo-nabo. Cortar a maçã com casca em cubinhos. Picar finamente a chalota.

Numa taça, juntar o vinagre, o azeite, a mostarda, o xarope de agave, sal e pimenta. Misturar bem.

Adicionar os legumes, bem como os coentros, e mexer até ficarem bem cobertos com o tempero.

Dispor a salada em dois pratos. Partir grosseiramente as avelãs e salpicar a salada com elas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Salada Gellért

Károly Gundel era um chefe húngaro muito conhecido, responsável por vários restaurantes famosos de Budapeste, entre os quais o do Hotel Gellért. Esta salada era um dos seus pratos emblemáticos, que encontrei no livro Gundel's Hungarian Cookbook, que trouxe comigo da minha viagem a Budapeste. Este livro teve a sua primeira edição em 1934 e já vai na 45ª edição - há até uma edição francesa cuja introdução é escrita pelo próprio Escoffier!

Esta salada agrada até a quem não gosta de salada! A mistura da beterraba ligeiramente avinagrada com a maionese e o toque levemente picante do rábano fazem deste prato uma entrada sofisticada e original.





Ingredientes:

2 beterrabas
40 g de rábano
3 colheres de sopa de vinagre de sidra
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
1 alface
2 colheres de sopa bem cheias de maionese (de preferência caseira)
Sumo de meio limão
1 pitada de piri-piri
2 colheres de sopa de salsa fresca picada


Cozer as beterrabas com casca. Quando cozidas, retirar a casca e cortar em palitos grossos.

Cortar o rábano em palitos finos.

Numa taça, juntar a beterraba, o rábano, as sementes de mostarda, o vinagre e o açúcar. Acrescentar água até os legumes estarem cobertos.

Levar ao frigorífico de um dia para o outro.

Retirar os legumes, descartando a água e a maior parte das sementes de mostarda. Misturar com a maionese, o piri-piri e o sumo de limão.

Cortar a alface em juliana. Dispor no fundo de um prato. Por cima, colocar a mistura de beterraba. Salpicar com salsa fresca e servir.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Clafoutis de couve-flor

Mais uma receita do adorável livro Délicieux plats ch'tis, de que já falei aqui. Este clafoutis salgado pode servir como entrada, como prato principal numa refeição ligeira ou então como um requintado acompanhamento de carne ou peixe grelhados. Quem experimentar não se vai arrepender, é muito saboroso!




Ingredientes:

350 g de raminhos de couve-flor (ou uma mistura de raminhos e folhas, sem os talos mais duros)
2 ovos
150 ml de leite vegetal não adoçado
150 ml de nata de soja
65 g de bacon cortado em cubos
40 g de farinha de trigo integral
1/4 de colher de café de noz moscada
1 colher de chá de levedura de cerveja
Sal
Pimenta


Cozer a couve flor durante 5 minutos em água a ferver com sal. Retirar e escorrer bem.

Dispor a couve-flor no fundo de uma tarteira ou dividir por quatro ramequins individuais. Distribuir os cubos de bacon.

Bater os ovos ligeiramente. Adicionar o leite e a nata e voltar a bater.

Juntar então a noz moscada, a farinha e a levedura de cerveja. Misturar bem. Temperar com sal e pimenta.

Cobrir a couve-flor com esta mistura. Levar ao forno a 180º durante 35 minutos.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Pudim salgado de tofu e cogumelos

Vi esta receita no blogue Les Recettes de Juliette e resolvi experimentar. Faz um excelente almoço vegetariano para os dias de semana e fica bem delicioso.



Ingredientes:

250 g de tofu
250 g de cogumelos marron
1 cenoura pequena
1 cebola pequena
1 dente de alho
2 ovos
1 colher de sopa de sementes de linhaça + qb para salpicar
1/2 colher de café de pasta miso escura
1 colher de café de azeite com sabor a trufas
Sal
Pimenta


Picar dois cogumelos em cubos. Ralar a cenoura.

No liquidificador, juntar o tofu, os restantes cogumelos, a cebola, o alho, os ovos, a pasta miso e o azeite. Triturar até obter um creme homogéneo.

Verter para uma taça. Juntar os cogumelos picados, a cenoura ralada e as sementes de linhaça. Temperar com sal e pimenta.

Misturar bem e verter para um forma de bolo inglês. Salpicar com sementes de linhaça.

Levar ao forno a 200º em banho-maria durante 35 minutos.

Servir quente com uma salada ou legumes cozidos ou frio como paté.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Paté de chícharos e cenoura

Esta receita foi inspirada nesta outra do Tangerine Zest e faz um paté delicioso! O sabor e a textura lembram o hummous, com a cenoura a dar o toque especial.




Ingredientes:

3 cenouras
430 g de chícharos cozidos
1 colher de chá mal cheia de cominhos em pó
1 colher de chá mal cheia de pimentão doce
1 dente de alho
Sumo de meio limão
1 colher de sopa bem cheia de tahini (de preferência, caseiro)
Sementes de cominhos qb
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar as cenouras em bastões e salpicar com sementes de cominhos. Regar com um fio de azeite e levar ao forno a 220º durante 20 minutos.

No liquidificador ou processador de alimentos, juntar o alho, os chícharos, a cenoura assada, as especiarias, o sumo de limão, o tahini e três colheres de sopa de azeite. Triturar até obter uma pasta.

Temperar com sal e pimenta. Servir com legumes crus.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Aperitivos de batata doce com presunto

Um aperitivo simpático, muito fácil de fazer, que fica muito bem na mesa do Ano Novo. Aqui fica a sugestão! A inspiração veio do BBC Good Food.




Ingredientes:

2 batatas doces médias
80 g de presunto
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de sopa de sumo de limão
1/2 colher de sopa de mostarda
Sal
Pimenta


Descascar as batatas e cortar em rodelas de cerca de 1 centímetro de espessura. Regar com um fio de azeite, temperar com sal e pimenta e levar ao forno a assar.

Misturar a maionese, o sumo de limão e a mostarda. Temperar com uma pitada de sal.

Colocar as rodelas de batata doce num prato. Por cima, dispor meia fatia de presunto. Finalizar com uma colher de chá de maionese.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Panquecas de rúcula e tomate seco

Estas pequenas panquecas salgadas fazem uma entrada original ou uma refeição vegetariana, acompanhadas por uma bela salada verde.




Ingredientes:

150 g de farinha de trigo sarraceno
2 dentes de alho
115 g de curgete
85 g de rúcula
25 tomates secos
1/2 colher de chá de flor de sal
Pimenta
Azeite


Demolhar o tomate seco em água a ferver e deixar repousar durante 20 minutos.

Juntar a farinha com 250 ml de água. Misturar bem. Adicionar o sal.

Picar os dentes de alho finamente. Ralar a curgete e escorrer o excesso de água. Lavar e picar a rúcula. Picar o tomate seco. Misturar tudo à massa das panquecas. Temperar com sal e pimenta.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com azeite. Colocar colheres de sopa de massa, com espaço entre elas para não pegarem. Virar e dourar do outro lado.

Repetir a operação até terminar a massa (rende cerca de 16 panquecas pequenas).

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Paratha sem glúten

Paratha é um pão indiano, sem fermento, que normalmente tem um aspeto espalmado. Pode ou não ter recheio, e pode ser feito com diversos tipos de farinhas e aromatizado com especiarias ou ervas diferentes. O mais clássico é o laccha paratha, feito de farinha de trigo integral, mas há muitos outros tipos, nomeadamente sem glúten.

Foi o desafio lançado pelo Bake The World para este mês e como tenho andado a experimentar o mundo dos pães sem glúten, resolvi ir à procura de uma receita que me seduzisse.

Inspirei-me no site Tarladalal para confecionar estes paratha amarelinhos, que acompanham divinalmente um bom caril de legumes ou este tofu mexido com quiabos. O alho em pó e o gengibre dão a estes pães um sabor especial, bem guloso!




Ingredientes:

65 g de farinha de grão
75 g de farinha de arroz integral + farinha para polvilhar
95 g de farinha de milho pré-cozida
10 g de sementes de sésamo
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1/4 de colher de chá de cúrcuma
1 pitada de açúcar
190 ml de água tépida
Sal
Óleo de girassol


Juntar as farinhas, as sementes, o alho em pó, as especiarias e o açúcar. Misturar com um garfo.

Ir adicionando pequenas quantidades de água à massa. Primeiro vai-se misturando com o garfo, depois começa-se a amassar com as mãos.

Ir juntando a água até obter a consistência desejada - sem colar às mãos, mas suficientemente suave para se poder estender.

Juntar então o sal e continuar a amassar.

Dividir a massa em sete partes iguais, formando bolinhas.

Forrar a bancada com película aderente. Salpicar generosamente com farinha de arroz. Colocar uma bolinha no centro e cobrir com película. Estender a massa com o rolo, com cuidado para não romper a película, até obter um círculo de cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Reservar, cobrindo com um pano húmido. Voltar a salpicar a bancada com farinha de arroz e repetir o processo para as restantes bolas de massa.

Pincelar uma frigideira com óleo de girassol. Colocar uma paratha e deixar cozinhar em fogo esperto durante 3 minutos, até começarem a formar-se bolhas. Nessa altura, pincelar a paratha com óleo e virar para dourar o outro lado, deixando cozinhar mais 3 minutos.

Reservar, mantendo quente. Repetir o processo até acabar de cozer os setes pães.



domingo, 6 de setembro de 2015

Pastéis de abóbora e cenoura

La Cocina de Elli inspirou-me a fazer estes pastéis, excelentes para um piquenique! Cozidos no forno, ficam uns salgados muito saudáveis. Neste caso, usei farinha sem glúten (usei a Brown Bread Flour Blend da Doves Farm), mas pode usar-se farinha de trigo integral.



Ingredientes:

3 chávenas de abóbora e cenoura raladas
3 colheres de sopa de farinha sem glúten
1 ovo
1 colher de fermento
1 1/2 colheres de chá de levedura de cerveja
1/2 colher de chá de manjericão seco
Noz moscada
Sal
Pimenta


Juntar os vegetais com o ovo. Acrescentar em seguida a farinha, o fermento, a levedura e os temperos. Misturar bem.

Colocar colheres desta mistura em tabuleiros forrados com papel vegetal (rende cerca de 30 pastéis). Levar ao forno a 180º durante 25 minutos ou até dourarem.

Servir quente ou frio.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Paté de algas

Andava à procura de uma boa receita de paté vegetal para experimentar novos sabores e dei com o blogue C Fait Maison, que propõe uma espécie de tapenade à base de algas. Resolvi experimentar, com algumas adaptações, e faz um paté muito interessante.

Como a alga nori é rica em proteína, cálcio, ferro e vitaminas, esta é uma excelente receita para pessoas vegetarianas, em dieta de emagrecimento ou que seguem uma dieta diabética.




Ingredientes:

1 alga nori seca
3 colheres de sopa de choucroute
1/2 cebola roxa pequena
1 colher de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de azeite
Pimenta
Oregãos
Manjericão seco
Tomilho fresco


Hidratar a alga em água durante 5 minutos.

Colocar todos os ingredientes no liquidificador. Triturar até obter uma mistura homogénea. Retificar os temperos, se necessário.

Servir com tostas ou torradas.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Fougasse de azeitonas

Vinda do sul da França, a fougasse é um pão com uma forma e um corte particular, a fazer lembrar as espigas de trigo. O novo desafio do Bake the World propôs-nos este pão e eu resolvi aceitar, usando a receita de fougasse aux olives do Fougasse.org.

É um pão que desperta quase tanta paixão como a baguette, ao ponto de ter um site que lhe é inteiramente dedicado!

Fica um pão bem saboroso, que se come sozinho, mas que também acompanha bem patés vegetais ou de atum.




Noite do primeiro dia:

60 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo branca
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro, tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 -9 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
35 g de farinha de trigo integral
215 g de farinha de trigo branca
4 g de sal fino
125 g de azeitonas verdes descaroçadas
20 g de azeite
80 g de água tépida


Demolhar as azeitonas para retirar o excesso de sal. Lavar bem e picar.

Juntar as farinhas e o sal, misturar. Adicionar as azeitonas, misturar bem e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar a água e o azeite. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 6 minutos. Vai-se obter uma massa bastante hidratada e pegajosa.

Continuar a amassar usando o método Bertinet mais 6 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior, secar com um pano e colocar aí a massa. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Salpicar a bancada com farinha e esticar a massa com as mãos sobre a bancada, formando um retângulo. Cortar 4 triângulos a partir desse retângulo. Colocar cada triângulo em tabuleiros de ir ao forno forrados com papel vegetal. Dar os cortes característicos da fougasse, pincelar com água e tapar com um pano húmido.

Deixar repousar mais 2 a 3 horas.

Levar ao forno pré-aquecido a 220º e deixar cozer cerca de 30 minutos até ficarem douradas.

terça-feira, 3 de março de 2015

Sopa de espinafres e abóbora

O Palavras que Enchem a Barriga publicou agora recentemente uma semana da diabetes, cheia de informações úteis e receitas saborosas. Com esta inspiração, resolvi pensar em receitas adaptadas para diabéticos. A primeira que teve realmente sucesso foi esta sopa com baixo índice glicémico mas cheia de nutrientes.




Ingredientes:

500 g de espinafres
1 abóbora hokaido pequena
1 cebola grande
1 nabo
1 chuchu
1 dente de alho
Sal qb


Juntar todos os legumes na panela e juntar água sem cobrir completamente os legumes. Ferver até estarem bem cozinhados.

Triturar no liquidificador para obter uma textura mais cremosa.

Voltar ao lume e deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos para apurar.

Retirar do lume e temperar com sal.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Salada de lentilhas à nepalesa

O Quinze Dias Com... desafia-nos a conhecer melhor Kiko Martins. É um chef de quem já ouvi falar, mas conheço pouco o seu trabalho, por isso foi interessante pesquisar um pouco na internet as suas receitas.

Dei com esta salada de lentilhas à nepalesa que me pareceu lindamente e resolvi experimentar. Pode servir como acompanhamento ou como prato principal numa refeição vegetariana.





Ingredientes:

1 chávena de lentilhas castanhas
1/2 chávena de lentilhas laranja
Sumo de uma laranja
2 colheres de sopa de coentros frescos picados
1/2 cebola
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de cominhos
1 pitada de piri-piri
3 colheres de sopa de azeite
Flor de sal qb


Cozer as lentilhas em água com sal. Deixar arrefecer depois de cozidas.

Juntar o sumo de laranja, os coentros e a cebola picada em meias-luas finas numa taça.

Adicionar as lentilhas já frias e juntar a cúrcuma, os cominhos e o piri-piri. Misturar bem e temperar com flor de sal.

Regar com o azeite e deixar repousar algum tempo no frigorífico até os sabores se casarem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pan de jamón

Esta receita vem da Venezuela, nascida e criada em Caracas, e é uma das iguarias que neste país se fazem para o Natal.

Dado que uma boa parte da minha família materna vive neste país, quando vi o desafio do Bake the World para este mês de novembro decidi não deixar passar. Ainda por cima porque tinha um aspeto fenomenal!

Conheço alguma coisa da gastronomia venezuelana - as arepas recheadas, o pabellón criollo - mas nunca tinha ouvido falar deste pan de jamón. Se calhar porque nunca passei um Natal na Venezuela (um plano a pensar quando a crise for embora!). Mas esta receita é mesmo o meu estilo, sem sombra de dúvida!

Eu que adoro pão com chouriço, não podia deixar de adorar um pão recheado com fiambre, bacon e azeitonas. A receita tradicional (inspirei-me nesta do site Latinamente) leva também passas, que eu substituí por bagas goji, porque cá em casa as passas de uva não são nada bem vindas.

E como é uma receita de Natal, aproveito também para participar no desafio Doce Natal promovido pelo Sweet My Kitchen e patrocinado pela Vahiné.






Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo
200 g de farinha de trigo integral
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente entre 10 a 12 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
525 g de farinha de trigo branca
10 g de sal fino
40 g de açúcar branco
50 ml de óleo de coco
2 ovos
100 ml de leite de soja


Juntar a farinha, o sal e o açúcar. Misturar com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar os ovos batidos, o leite de soja e o óleo de coco. Mexer bem com uma colher de pau. Verter esta mistura na cova aberta nas farinhas e tapar com a farinha que fica nas extremidades. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça que se usou no dia anterior e untar com óleo de coco. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta para ficar completamente coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente durante 6 horas.


Tarde do segundo dia:

25 g de bagas goji
70 g de azeitonas verdes recheadas com pimentos
300 g de fiambre em fatias
50 g de bacon em fatias
1 gema de ovo


Passar o bacon na frigideira para dourar ligeiramente. Retirar e reservar.

Estender a massa do pão numa superfície enfarinhada, formando um retângulo. Se desejar, retirar um pouco da massa e cortar em forma de estrelas, para a decoração.

Por cima, dispor o fiambre, cobrindo quase toda a superfície mas deixando uma margem à volta. Por cima, distribuir o bacon, as azeitonas cortadas às rodelas e as goji.

Dobrar para cima do recheio as margens mais curtas, que vão ser as extremidades do pão. Enrolar o pão sobre si próprio (como se vê aqui).

Colocar o rolo num tabuleiro forrado com papel vegetal e picar com um garfo. Se usar, colocar as estrelas por cima. Pincelar com a gema de ovo batida.

Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 50 minutos.

Deixar repousar pelo menos 4 horas antes de servir. A ideia é servir-se frio; mas também se pode voltar a aquecer no forno antes de servir - esta foi a versão mais apreciada cá em casa.



As estrelinhas da decoração




terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sopa de batata doce, cenoura e cardamomo

As batatas doces este ano são boas e abundantes! O nosso cabaz semanal tem vindo sempre bem fornecido deste tubérculo que eu tanto gosto, por isso tenho feito muitas receitas com batata doce - de sopas a guisados, de hambúrgeres vegetarianos a bolos, a batata doce é versátil e calha sempre bem.





Ingredientes:

2 batatas doces
3 cenouras
1 chuchu
1 cebola
1 dente de alho
1 noz pequena de gengibre fresco
6 vagens de cardamomo
Sal
Pimenta


Descascar os legumes e colocar na panela, juntamente com o gengibre. Juntar água até cobrir os legumes e levar ao lume até estarem todos bem cozidos.

Retirar do lume, triturar com a varinha mágica até obter um creme. Abrir as vagens do cardamomo e retirar as sementes, que se moem no almofariz.

Juntar o cardamomo moído à sopa e levar a lume brando durante 15 minutos.

Retirar do lume, temperar com sal e pimenta e servir.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Bolachas salgadas de sésamo com algas

Mais um mês, mais um desafio do Vamos Fazer Bolachas - desta feita, a Manuela do Cravo e Canela propõe-nos bolachas salgadas! Coisa que faço com alguma regularidade, mas usando sempre as mesmas receitas.

Resolvi por isso experimentar uma receita nova, usando uma alga para sushi que estava aqui perdida na dispensa.



Ingredientes:

30 g de farinha de centeio integral
25 g de farinha de trigo integral
145 g de farinha de trigo branca
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de açúcar branco
1 colher de chá de sal fino
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de sopa de sementes de sésamo
1 alga nori
120 ml de água


Cortar a alga em tiras. Demolhar na água.

Juntar as farinhas, o fermento, o alho em pó, o açúcar, o sal e as sementes de sésamo. Misturar bem.

Adicionar o óleo de coco e a alga com a água. Amassar com as mãos até a massa estar ligada.

Levar ao frigorífico enrolado em película aderente durante duas horas.

Retirar do frio e deixar repousar. Após 15 minutos, estender com o rolo da massa sobre película aderente.

Cortar com o cortador quadrado e dispor as bolachas em tabuleiros forrados com papel vegetal. Levar ao forno a 190º durante 25 minutos.

Deixar arrefecer antes de servir. São excelentes com babaganoosh.



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