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domingo, 17 de janeiro de 2016

Sopa de tupinambo e avelã

Uma sopa maravilhosa, aveludada e muito gourmet, em que o sabor do tupinambo (de que já vos falei aqui) dá o toque absolutamente surpreendente, muito bem acompanhado pela avelã. Foi a minha receita para o tradicional jantar de Natal que fazemos todos os anos com um grupo de amigos, no qual cada pessoa é responsável por um prato. Assim, construímos um menu de degustação todo fino, sem dar muito trabalho a ninguém!

Este ano esse jantar foi adiado para depois do Natal (porque o dito é quando o homem quiser, certo?), mas nem por isso foi menos divertido e delicioso. Começou muito bem, com esta sopa inusitada, que podia fazer parte de um qualquer menu de degustação de um restaurante nórdico.




Ingredientes:

600 g de tupinambo ou girassol-batateiro
1 nabo
1 cebola grande
Resíduo de leite de avelã (a parte sólida que fica depois de se coar o leite vegetal)
Avelãs qb
Rama de funcho qb
Sal
Pimenta


Descascar os tupinambos, o nabo e a cebola. Juntar numa panela, adicionando o resíduo de avelã. Acrescentar água, sem cobrir completamente os vegetais. Levar a cozer até estar tudo bem cozido.

Triturar no liquidificador até obter um creme aveludado. Acrescentar um pouco de água, se necessário.

Voltar a levar a lume brando e deixar fervilhar mais 15 minutos. Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Entretanto, tostar as avelãs no forno. Depois de tostadas, embrulhá-las num pano e esfregar umas contra as outras para sair a pele. No almofariz, partir grosseiramente.

No momento de servir, colocar uma rama de funcho e algumas avelãs partidas.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Salada de tupinambo com nozes

O tupinambo, também conhecido como girassol-batateiro ou alcachofra-girassol (conhecido em inglês como Jerusalem artichoke), é um tubérculo muito usado na cozinha escandinava. De sabor suave e adocicado, quando cozinhado lembra a textura da batata doce, mas mais delicada. A primeira vez que provei este ingrediente foi quando visitei Copenhaga e fiquei fã!

Com um índice glicémico mais baixo do que a batata, não contém amido mas inulina, estando portanto indicado para diabéticos por não alterar os valores da glicémia. Na verdade, este tubérculo não tem nada a ver com as alcachofras, mas sim com o girassol, e é uma excelente fonte de potássio, ferro, fósforo, magnésio, zinco e vitaminas.

Imaginem a minha alegria quando dei com eles no mercado biológico do Campo Pequeno! Claro que trouxe uns quantos para casa e resolvi experimentar esta salada, cuja receita encontrei no The Scandinavian Cookbook, de Trine Hahnemann.




Ingredientes:

250 g de tupinambo
3 fatias de limão
50 g de miolo de noz
1 colher de chá de mostarda
1/2 colher de chá de açúcar mascavado
2 colheres de sopa de vinagre de sidra
2 colheres de sopa de óleo de girassol
Sal
Pimenta


Colocar uma panela com água a ferver. Quando a água começar a ferver, juntar as fatias de limão e um pouco de sal grosso. Descascar então os tupinambos, cortando em fatias finas. Ir colocando na água à medida que se for cortando, para impedir que escureçam.

Partir grosseiramente as nozes. Numa taça, juntar a mostarda, o açúcar, o vinagre e o óleo. Temperar com sal e pimenta e misturar bem.

Juntar as nozes e o tupinambo, envolver bem e servir imediatamente.

Faz um delicioso acompanhamento para pratos de peixe.



domingo, 11 de janeiro de 2015

Bacalhau com molho de mostarda

Quando comprei o livro The Scandinavian Cookbook, esta foi uma das primeiras receitas que me saltaram à vista. Andei à procura de uma boa oportunidade para a experimentar, o que não é fácil, dado que tenho em casa uma pessoa que não aprecia muito o bacalhau.

Felizmente, essa pessoa gosta de pratos com molho. E achei que um molho de mostarda o convenceria a dar uma nova oportunidade ao dito peixe. Tendo em conta que gosta dos nossos pastéis de bacalhau, não me parecia impossível. E de facto resultou!





Ingredientes:

2 lombos de bacalhau (cerca de 500 g no total)
1 folha de louro
Sal
Pimenta

Molho

200 ml de água de cozer o bacalhau
1 colher de sopa de farinha
1 colher de sopa de mostarda à antiga
50 ml de nata de soja
1 colher de sopa de azeite
Sal
Pimenta


Colocar os lombos de bacalhau a cozer em água abundante, temperada com sal, pimenta e a folha de louro.

Para fazer o molho, aquecer o azeite e juntar a farinha, mexendo sempre. Quando a farinha tiver absorvido o azeite, ir juntando aos poucos a água de cozer o bacalhau, nunca deixando de mexer para não criar grumos.

Deixar espessar em lume brando durante 5 minutos, mexendo sempre. Juntar então a mostarda e a nata. Continuar a mexer mais um minuto e retirar do lume. Temperar com sal e pimenta.

Desfazer o bacalhau em lascas e regar com o molho. Servir com couve salteada e batatas assadas.




sábado, 1 de novembro de 2014

Torricados de solha com coentros

Esta quinzena, o Quinze Dias com... propõe-nos José Avillez, chef bem conhecido em Portugal e que tem porventura o melhor restaurante de Lisboa. Nunca fui ao Belcanto, com muita pena minha, mas conheço o nome e o estilo deste chef desde a edição do livro "Petiscar com Estilo", que muito aprecio.

Já fiz muitas receitas deste livro - algumas publicadas aqui, como os mini-pastéis de nata de alho francês, excelentes para festas e piqueniques, ou os cogumelos recheados com camarão, uma soberba entrada; mas desta vez resolvi ir ver as receitas do seu site, que decorrem do seu programa de televisão (que nunca vi).

Foi assim que encontrei várias receitas interessantes, nomeadamente estes torricados, originalmente com pescada. Usei ao invés filetes de solha e, em vez de pão alentejano, usei pão de centeio dinamarquês. Num belo cruzamento entre a gastronomia dinamarquesa e a portuguesa, fez-se um jantar delicioso e bem rápido de preparar.





Ingredientes:

250 g de filetes de solha
4 fatias de pão de centeio dinamarquês
1 molho de 60 g de coentros
4 dentes de alho
125 ml de vinho branco
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar os filetes ao meio de temperar com sal e pimenta.

Refogar os alhos em azeite até dourarem. Adicionar o vinho e o vinagre e deixar reduzir em fogo médio durante 10 minutos.

Adicionar então os filetes e deixar cozinhar tapado durante 2 minutos. Acrescentar os coentros picados, tapar e desligar o lume.

Deixar acabar de cozinhar o peixe no seu próprio vapor, enquanto se torra ligeiramente as fatias de pão e se prepara uma salada de alface.

Dispor a salada e as torradas no prato. Por cima, distribuir os filetes. Regar com o molho e servir de imediato.



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Salada de couve-flor com castanha do Pará

A minha última aquisição em termos de livros de cozinha foi o The Scandinavian Cookbook, de Trine Hanemann. Como já referi aqui, a gastronomia nórdica interessa-me muito e já há muito tempo que andava à espera de uma oportunidade para comprar este livro, cheio de fotos bonitas e receitas interessantes.

Esta receita usa couve-flor crua, coisa que nunca tínhamos experimentado cá em casa, a qual repousa numa marinada de amêndoas, vinagre e sumo de limão. Como não tinha amêndoas em casa, usei castanha do Pará e gostámos do resultado.




Ingredientes:

240 g de couve- flor cortada em pedacinhos muito pequenos
50 g de miolo de castanha do Pará
50 ml de sumo de limão
1 dente de alho pequeno
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


No liquidificador, triturar as castanhas com o sumo de limão, o vinagre, o alho e o azeite.

Numa taça, juntar o molho e a couve-flor cortada em pedacinhos muito pequenos. Temperar com sal e pimenta e deixar marinar durante 45 minutos.

No momento de servir, salpicar com salsa picada.

sábado, 3 de maio de 2014

Salada de couve e maçã com molho de tahini

O coleslaw é um tipo de salada muito conhecido, feita com couve crua, normalmente apresentada com um molho à base de maionese. Este coleslaw é bastante original pela utilização do tahini (pasta de sésamo), que lhe confere um sabor muito especial. A receita vem do La Cuisine d'Anna et Olivia, com pequenas alterações, e é excelente para uma festa ou como acompanhamento.





Ingredientes:

240 g de couve coração
1 cenoura
1 maçã bravo esmolfe
30 g de miolo de noz

Molho

35 g de tahini (de preferência caseiro, segundo a receita do The Love Food)
2 colheres de sopa de água
1 colher de sopa de vinagre de sidra
1/2 colher de sopa de mel
1 colher de chá de mostarda
Sal
Pimenta


Começar por fazer o molho. Numa taça grande de vidro, juntar o tahini e a água. Bater com uma vareta de arames até obter um creme.

Adicionar o vinagre, o mel, a mostarda e continuar a bater. Temperar com sal e pimenta.

Cortar a maçã em fatias muito finas e juntar ao molho, envolvendo bem.

Cortar a couve em juliana, ralar a cenoura e triturar grosseiramente a noz. Juntar tudo à taça, envolver bem e retificar os temperos, se necessário.


sábado, 5 de abril de 2014

Magret de pato com couve roxa estufada

A couve roxa é um vegetal muito usado na cozinha dinamarquesa - aparece em saladas, nas sanduíches abertas (smØrrebrØd) e num estufado que serve de acompanhamento a carnes, estando sempre presente na mesa de Natal.

Não podia deixar de apresentar esta receita tão típica, que faz uma combinação perfeita com o peito de pato. A receita foi adaptada do site Danishnet.





Ingredientes:

2 peitos de pato pequenos (ou um grande, cortado ao meio)
300 g de couve roxa
2 cebolas
1 laranja pequena
1 1/2 maçãs pequenas
300 ml de caldo de galinha
4 ameixas secas
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de tomilho fresco
1 colher de chá de farinha de trigo integral (ou de milho, para uma versão sem glúten)
50 ml de nata de soja
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar a couve roxa em juliana fina. Descascar a laranja e fatiar. Cortar a maçã aos cubos, mantendo a casca. Descaroçar as ameixas. Picar a cebola.

Numa panela, aquecer um fio de azeite. Adicionar a cebola, refogando alguns minutos. Quando a cebola estiver dourada, juntar a couve, as frutas e o vinagre. Deixar cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando, durante 10 minutos.

Passar para um pirex de ir ao forno, salpicar com tomilho, sal e pimenta e verter por cima o caldo de galinha. Levar ao forno a 200º durante 40 minutos, mexendo de dez em dez minutos.

Dar alguns cortes transversais na pele do pato. Colocar a carne (com a pele para cima) numa grelha e salpicar com sal e pimenta.

Colocar a grelha por cima do pirex com a couve e deixar grelhar a carne até dourar a pele (cerca de 10 minutos). Virar e dourar do outro lado. Reservar, mantendo quente.

Escorrer o caldo da couve para uma panela, levando a lume médio. Reservar os legumes, mantendo-os quentes.

Quando o caldo começar a ferver, juntar a farinha, mexendo sempre até espessar. Adicionar a nata de soja e mexer bem até começar a fervilhar. Retirar do lume e retificar os temperos se necessário.

Fatiar o peito de pato e empratar. Ao lado, colocar uma dose abundante do estufado. Por cima, verter o molho e servir imediatamente.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Salada de cevada com frango, legumes e goji

Mais uma receita de inspiração dinamarquesa, em que a cevada faz a base de uma salada saborosa e saudável. Foi a minha última refeição em Copenhaga e escrevi todos os ingredientes, para não me esquecer de nenhum quando quisesse replicar a receita.

É uma excelente forma de aproveitar restos de frango cozinhado e pode ser usada como entrada ou como prato principal. Neste caso, utilizei um resto do frango com endro, mas qualquer outra receita de frango pode funcionar, inclusivamente restos do nosso tradicional frango assado.

Para além disso, é uma receita bem saudável, com a qual participo no desafio do primeiro aniversário do Prazeres Saudáveis.





Ingredientes:

285 g de cevada cozida
100 g de restos de frango assado
40 g de pimento verde
75 g de tomate cereja
50 g de aipo
4 azeitonas verdes
20 g de bagas goji 
2 colheres de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de menta picada
Sal
Pimenta
Azeite


Demolhar as bagas goji em água a ferver durante 30 segundos. Escorrer e colocar numa taça de vidro, juntamente com a cevada e a salsa e a menta picadas.

Cortar o frango em cubinhos pequenos, bem como o pimento e o aipo. Juntar à cevada.

Descaroçar as azeitonas e lavar em duas ou três águas, para retirar o excesso de sal. Picar e juntar à salada.

Cortar o tomate cereja em quartos e adicionar. Temperar com sal e pimenta a gosto. Finalizar com um fio de azeite.

Misturar bem e servir.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Semlor ou pães doces recheados

O desafio do Bake The World para o mês de março foi este - os semla (no singular) ou semlor (no plural), pãezinhos doces suecos que tradicionalmente se comiam na terça feira de carnaval, antes de começar o jejum da quaresma.

Não podia deixar de participar, porque adoro receitas diferentes, porque ando fascinada com a cozinha escandinava, e ainda por cima, como bónus, participo com esta receita no sorteio do livro Pan Casero, de Ibán Yarsa (que confesso que adorava ganhar!).

Usei como referência a receita do site Sweden, que não só fornece as indicações necessárias, como dá informações interessantes acerca deste pão, que se encontra por todo o lado na Suécia. Entretanto, deixou de ser comido apenas na terça feira gorda, para passar a ser comido como se não houvesse amanhã. É, para os suecos, o acompanhamento habitual do café durante o inverno (pelo que percebi, podemos dizer que é o equivalente ao nosso pastel de nata).

Claro que tive que fazer algumas adaptações, para fazer semlor sem lactose, e como de costume usei uma parte de farinha integral, o que lhes deu uma consistência deliciosa.





Noite do primeiro dia:

40 g de isco de trigo integral
80 g de farinha de trigo branca
80 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro e tapar com um saco de plástico. Deixar repousar à temperatura ambiente durante 12 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
50 ml de óleo de linhaça biológico
150 ml de leite de soja
3 vagens de cardamomo castanho
Raspa de uma laranja pequena
250 g de farinha de trigo branca
50 g de farinha de trigo integral
45 g de açúcar branco
Uma pitada de sal


Abrir as vagens dos cardamomos, retirar as sementes e esmagar no almofariz.

Juntar as farinhas, o cardamomo, a raspa de laranja, o sal e o açúcar. Envolver bem e abrir uma cova no meio.

Aquecer ligeiramente o leite de soja. Adicionar à mistura do dia anterior, juntamente com o óleo de linhaça. Misturar bem e verter na cova aberta na farinha.

Cobrir o líquido com a farinha que fica nas margens, tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de linhaça. Colocar aí a massa, dando-lhe uma volta sobre si mesma para ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Ao fim dessas horas, dividir a massa em 10 bolinhas. Colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal.

Tapar com um pano húmido e deixar repousar mais 3 horas e meia.


Tarde do segundo dia:

1 ovo
60 g de miolo de amêndoa sem pele
1/2 colher de chá de sumo de limão
60 ml de leite de soja
1 colher de sopa de açúcar em pó
100 g de chantilly de coco


Aquecer o forno a 250º. Bater o ovo e pincelar os pães.

Colocar os pãezinhos na parte inferior do forno e deixar cozer durante 10 minutos. Colocar na parte superior e deixar cozer mais 2 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer.

Cortar o "chapéu" dos pãezinhos. Retirar com cuidado o miolo.

Misturar o miolo com o leite de soja. Juntar as amêndoas trituradas, uma colher de sopa de açúcar em pó e algumas gotas de sumo de limão. Rechear cada pão com uma colher desta mistura.

Por cima, colocar um pouco de chantilly de coco e pousar por cima o chapéu.









segunda-feira, 24 de março de 2014

Cevada e cogumelos com ovo escalfado

Uma das razões pelas quais escolhemos Copenhaga como destino nas férias do Carnaval foi o meu interesse pelo movimento da Nova Cozinha Nórdica, que se baseia na ideia de sustentabilidade, procurando retirar o melhor partido dos ingredientes locais (podem ver-se os seus princípios aqui). Assim, marcam presença as bagas e ervas silvestres dos mais variados tipos, vegetais e tubérculos desses climas frios, certas formas de preparar o peixe, determinados enchidos como a barriga de porco, entre outros ingredientes suculentos, sempre com um espírito descontraído, sem pretensiosismo.

O restaurante Noma - durante alguns anos considerado pelo The World's 50 Best Restaurants o melhor restaurante do mundo  - e o seu chef, Rene Redzepi - que já foi capa da Time -, foram responsáveis pela sua difusão internacional. Um pequeno aparte curioso - um dos seus cozinheiros é português!

Um restaurante memorável (e bastante mais acessível em termos de preço) dentro desta linha é o Manfreds & Vin, que aconselho vivamente. Neste wine bar, todos os vinhos e ingredientes usados são biológicos e os legumes têm um destaque particular. No menu de degustação do chef, que nós experimentámos, há sete pratinhos para partilhar - dois com carne, um com peixe, e os restantes vegetarianos.


Para quem ainda acha que os legumes são assim uma coisa desinteressante, devia experimentar este restaurante - desde a salada de maçã grelhada com nozes com que começou o nosso menu, o desfile de iguarias é impressionante, sempre acompanhado por um pão divinal, feito no local com isco selvagem.

Depois da salada veio uma beterraba cor-de-laranja marinada, seguida de alho francês braseado envolto em fatias finíssimas de barriga de porco, tupinambo assado no forno acompanhado com maionese de anchovas (que se vê na imagem), ovo escalfado com cevada e cogumelos, cenouras caramelizadas com rebentos fermentados e vitela cozinhada a baixa temperatura.

Uma refeição fantástica, da qual tirei várias ideias, como a receita de hoje.





Ingredientes:

2 ovos
265 g de cogumelos brancos
4 dentes de alho
175 g de cevada cozida em água e sal
4 azeitonas verdes
1 colher de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta
Azeite


Picar os alhos finamente. Cortar os cogumelos em fatias, e depois em tiras. Picar de novo, de modo a obter pequenos cubinhos. Descaroçar as azeitonas e picar em pedacinhos pequenos.

Num fio de azeite, fritar ligeiramente os alhos. Juntar os cogumelos, envolver bem. Baixar para lume brando, tapar e deixar cozinhar.

Quando os cogumelos tiverem libertado a sua água, adicionar a cevada cozida e envolver, deixando refogar durante um minuto. Desligar o lume e deixar tapado durante 10 minutos, para os sabores casarem.

Voltar a levar a lume brando. Temperar com sal e pimenta e envolver a salsa picada. Abrir duas cavidades na mistura e abrir os ovos sobre elas. Salpicar por cima dos ovos um pouco de flor de sal e espalhar as azeitonas picadas.

Voltar a tapar e deixar cozinhar em lume brando até a clara estar cozida.



                                 Os canais


Bairro de Christianshavn - as cores e as bicicletas



Vista aérea de Copenhaga


domingo, 23 de março de 2014

Pão de abóbora com sementes

Inspirada pelos maravilhosos pães dinamarqueses, de que já falei aqui, resolvi experimentar fazer um pão de abóbora. Motivada pelo sucesso do pão de batata húngaro e do pão de espelta e lentilhas, resolvi usar o mesmo procedimento com a abóbora.

O resultado foi uma massa bastante húmida, difícil de trabalhar, e que teve que ser cozida em formas de bolo inglês. Mas valeu a pena o trabalho, porque saiu um pão delicioso, bastante próximo de alguns que experimentei em Copenhaga.




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo
200 g de farinha de trigo branca
205 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
450 g de abóbora descascada e cortada em cubos
80 g de farinha de trigo integral
625 g de farinha de trigo branca
45 g de sementes de abóbora
12 g de sal fino
1 colher de sopa de mel
Óleo de amendoim qb


Cozer a abóbora em água abundante com uma pitada de sal. Escorrer, reservando o líquido da cozedura. Reduzir a abóbora a puré com a varinha mágica. Deixar arrefecer ambos até estarem quase à temperatura ambiente.

Juntar as farinhas, as sementes e o sal e misturar bem. Adicionar o puré já frio e envolver. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o mel e 135 g da água da cozedura da abóbora. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades, cobrir com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos. A massa será bastante húmida, portanto não vai formar bola.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de amendoim. Colocar aí a massa. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dar umas voltas à massa. Dividir em duas partes iguais, que se colocam em duas formas grandes de bolo inglês. Cobrir com um pano húmido e deixar repousar mais 4 horas.

Aquecer o forno a 230º. Levar o pão ao forno. Deixar cozer 15 minutos, após o que se baixa a temperatura para 200º.

Após 30 minutos, desligar o forno e deixar o pão no seu interior mais 10 minutos a terminar a cozedura.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

sábado, 15 de março de 2014

Frango com endro, batatas e alho francês

Na Dinamarca, conhecemos uma cozinha fantástica! Cativante e saborosa, a cozinha tradicional é algo pesada, mas deliciosa! Os dinamarqueses, tal como os portugueses, são um povo que come bem - ou seja, em quantidade. Não dispensam o pão à mesa (sobretudo o tradicional pão de centeio), levam a sério as batatas, confecionam pratos de carne deliciosos, têm uma reputação a manter no que toca aos pratos de peixe e apreciam bastante os vegetais, sendo o aipo, a beterraba e a couve roxa personagens principais nesta cozinha.

O prato mais típico da Dinamarca é o smØrrebrØd - as sanduíches abertas, que se encontram por todo o lado, e que podem ser servidas de várias maneiras e constituídas pelos mais diversos ingredientes. Há sites dedicados a esta especialidade - como o Danish Open Sandwiches - e há muitos restaurantes que se especializam exclusivamente nestas pequenas obras de arte gastronómica.

O Kanal Cafeen é um desses locais e foi o que escolhemos para experimentar os smØrrebrØd. Há muitos outros, mas gostámos da localização deste, junto a um dos canais, do ambiente, cheio de habitantes locais bem dispostos e em alegre convívio, e das paredes repletas de "tarecos" alusivos ao mar. Também ajudou a ementa bem interessante, cheia de coisas deliciosas por onde escolher.

Normalmente, cada pessoa come três porções, mas nós ficámo-nos por duas por pessoa, e saímos de lá a abarrotar! O pão de centeio, que já de si é bastante nutritivo, as quantidades generosas de cada ingrediente, os molhos que se devem juntar, mais os vegetais frescos, marinados ou em pickle, que acompanham cada sanduíche... digamos que é mesmo uma sanduíche muito bem servida!

Não podia deixar de provar o tradicional arenque marinado - que é o que se vê na imagem e é uma delícia absoluta -, mas também provámos um paté de fígado caseiro que era de cair para o lado; veio também um bife tártaro à dinamarquesa e uma sandes de ovo, camarão e maionese carilada. Tudo isto servido numa travessa, com muitos pratinhos com alcaparras, beterraba marinada, pickles de pepino, rabanetes e cebola frescos, remoulade, etc...

Mas não só de sanduíches se faz a cozinha dinamarquesa! O endro marca presença - é sem dúvida a erva aromática mais usada -, mas também a salsa, a salva e o estragão (a influência francesa é muito evidente), a vitela, o pato e o frango são carnes muito frequentes, as batatas cozinhadas de muitas formas, os peixes fumados e marinados, muitos tipos de folhas que formam saladas ótimas e as alcachofras vêem-se muito nos mercados, juntamente com o tupinambo.

Muitas coisas saborosas, algumas que aparecem neste frango que hoje vos trago (adaptação do New Scandinavian Cooking).






Ingredientes:

1/2 frango do campo cortado em pedaços
3 batatas grandes
2 alhos franceses inteiros
6 dentes de alho
400 ml de caldo de galinha
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de endro picado
60 ml de azeite
1/2 colher de chá de raspa de limão
Sal
Pimenta


Numa taça, juntar o azeite, o sumo de limão e duas colheres de sopa de endro picado. Misturar bem e verter este molho sobre o frango. Temperar com sal e pimenta e deixar repousar.

Descascar as batatas e cortar aos cubos. Cortar os alhos franceses em pedaços de cerca de 5 centímetros, descartando apenas as pontas das folhas.

Num pirex, juntar as batatas, o alho francês e os alhos (sem descascar). Levar ao forno a 200º durante 30 minutos (mexendo a meio do tempo).

Afastar os legumes para as bordas do pirex e colocar os pedaços de frango no centro. Verter a marinada por cima e voltar a levar ao forno até a pele do frango começar a dourar, cerca de 25 minutos.

Juntar então o caldo de galinha e deixar cozer mais 30 minutos.

Salpicar com uma colher de sopa de endro picado e a raspa do limão e servir com salada.





Peixes fumados para todos os gostos




As alcachofras


Tupinambo com pastinacas ao fundo

terça-feira, 11 de março de 2014

Pão de centeio, aveia e sementes de girassol

Chegada de Copenhaga, as duas primeiras coisas que fiz na cozinha foram sopa e pão. Estes dois nunca podem faltar cá em casa - a sopa foi um creme de lentilhas, aromatizado com coentros em pó e cominhos; e o pão, inspirada pelos sabores dinamarqueses, foi este de trigo, centeio, aveia e sementes de girassol.

Os dinamarqueses levam a sério o pão (na imagem, podem ver uma banca de pão no mercado de Trovehallerne).

E devo dizer-vos que fiquei completamente apaixonada pelo pão que comi lá - desde o tradicional rugbrØd, o pão de centeio que se come de manhã à noite e que é usado como base das sanduíches abertas - ou smØrrebrØd -, típicas da gastronomia da Dinamarca (podem ver a receita aqui), até aos mais variados pães que nos foram servindo nos restaurantes, sempre confecionados com isco selvagem ou massa azeda (o chamado sourdough bread).

Como a importância do orgânico / biológico é muito forte em Copenhaga, todos os pães eram confecionados com isco, farinhas biológicas e ingredientes integrais. O que obviamente dá um sabor ao pão que é verdadeiramente especial! Lembro-me particularmente de uma noite em que fomos comer uma sopa de vegetais assados a um restaurante orgânico, o Bio Mio (ver a imagem em baixo), que por sorte ficava perto do nosso hotel no bairro de Vesterbro; eu ia com a intenção de comer apenas a sopa, mas assim que provei o pão que a acompanhava... devorei-o todo até ao fim!

Este é um restaurante que vale a pena visitar, não só pela qualidade da comida, como também pelo ambiente e pelo preço acessível (dado o nível dinamarquês, claro). Utiliza exclusivamente ingredientes biológicos, o que não parece ser complicado em Copenhaga, dado que no mercado, na zona das carnes, há uma bancada de carne biológica - só para vos dar um exemplo de como a alimentação e produção orgânica estão por todo o lado.

Mas chega de conversa, vamos à receita!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha de trigo branca
205 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro. Deixar repousar tapado com um saco de plástico durante 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

100 g de farinha de trigo integral
80 g de farinha de centeio
50 g de flocos de aveia
290 g de farinha de trigo branca
30 g de sementes de girassol + qb para polvilhar
7 g de sal fino
1 colher de sopa de mel
200 g de água tépida
Óleo de girassol


Juntar as farinhas, os flocos de aveia, as sementes de girassol e o sal. Misturar bem e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o mel e a água. Misturar bem e verter a mistura na cova aberta nas farinhas. Cobrir o líquido com a farinha que fica nas margens, tapar com o saco de plástico e deixar repousar 10 minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar a massa e dar umas voltas, de modo a que fique coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar levedar à temperatura ambiente 4 horas.

Dar algumas voltas à massa e dividi-la em 3 partes. Com as mãos, moldar os pães. Colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal e salpicar com sementes de girassol.

Tapar com um pano húmido e deixar levedar mais 3 horas.

Aquecer o forno a 230º; quando o forno estiver bem quente, dar um corte nos pães com uma faca afiada e levar ao forno durante 15 minutos.

Baixar para 200º e deixar cozer durante 30 minutos. Desligar o forno e deixar o pão no interior a acabar a cozedura, durante mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



Bio Mio - sopa de vegetais, pão com sementes de abóbora 
e limonada com gengibre, menta e framboesa



RugbrØd - o famoso pão de centeio dinamarquês



Um exemplo de smorrebrØd, neste caso 
com remouladefiambre e cebolinho



quinta-feira, 6 de março de 2014

Salada de batata à dinamarquesa

Uma receita clássica da cozinha dinamarquesa, é o acompanhamento do dia-a-dia que vai bem com tudo e é também uma ótima salada para servir numa festa. Os dinamarquesas levam a sério as suas batatas, por isso elas são omnipresentes na gastronomia deste país!

A receita vem do site Danishnet e apenas sofreu ligeiras adaptações.




Ingredientes:

1 ovo
450 g de batatas pequenas
70 g de aipo
1 colher de sopa de cebola picada
1/2 pepino
50 ml de nata de soja
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de mostarda à antiga
80 g de maionese
1 colher de chá de sumo de limão
1 colher de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


Descascar e cozer as batatas inteiras. Cozer o ovo até a gema estar completamente cozida (cerca de 7 minutos).

Deixar arrefecer as batatas e o ovo. Quando estiverem completamente frios, cortar em pedaços.

Juntar o aipo cortado em rodelas, a cebola picada e o pepino cortado em cubinhos.

Numa taça, misturar a nata, o vinagre, a mostarda, sal e pimenta. Adicionar à mistura anterior e deixar repousar 20 minutos.

Juntar então a maionese e o sumo de limão. Envolver bem e deixar no frio pelo menos uma hora, tapado com película aderente, ou mesmo de uma dia para o outro.

No momento de servir, retificar os temperos, se necessário, e salpicar com salsa picada.

sábado, 1 de março de 2014

Rolinhos de couve recheados com carne

Rolinhos de couve recheados são muito comuns na cozinha russa e na do médio oriente; mas por incrível que pareça, descobri que também se comem na Dinamarca, servidos com o próprio caldo em que são cozinhados. No estágio de preparação para a viagem a Copenhaga, este foi o nosso jantar de sexta, de acordo com esta receita.




Ingredientes:

10 folhas de couve
1 cenoura grande
1/2 cebola
1 talo de aipo
125 ml de vinho branco
300 ml de caldo de galinha
1 colher de sopa de sumo de limão
1/2 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de menta fresca picada
Sal
Pimenta

Recheio

300 g de carne picada (mistura de porco e vaca)
125 g de arroz cozido
1/2 cebola
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de caldo de galinha
1 colher de sopa de menta fresca picada
2 colheres de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


Colocar uma panela grande com água ao lume. Quando estiver a ferver, colocar as folhas de couve duas a duas, para amolecerem, cerca de dois minutos. Retirar e escorrer bem a água.

Preparar o recheio, picando finamente a cebola e o alho. Juntar o picado, a carne, o arroz, as ervas e duas colheres de sopa de caldo de galinha. Misturar bem e temperar com sal e pimenta.

Colocar uma parte de recheio em cada folha de couve. Enrolar a couve sobre o recheio formando um rolinho.

Cortar a cenoura em rodelas, picar a restante cebola e o aipo. Espalhar os legumes no fundo de uma panela.

Colocar com cuidado, bem apertados, os rolinhos de couve, de modo a não terem espaço para se abrirem durante a cozedura.

Numa taça, juntar o caldo de galinha, o vinho, o sumo de limão e o açúcar. Temperar com sal (se necessário) e pimenta. Verter sobre os rolinhos.

Tapar e levar ao lume. Quando estiver a ferver, baixar para lume brando e deixar cozinhar durante cerca de 45 minutos.

Servir o caldo em taças com os rolinhos por cima. Salpicar com menta fresca.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sanduíche de peixe de inspiração dinamarquesa

As sanduíches abertas são um must na cozinha dinamarquesa. Chamadas smorrebrod, voltaram a entrar na moda desde o boom da Nova Cozinha Nórdica. Normalmente, usa-se o tradicional pão de centeio dinamarquês, que é barrado com manteiga, e o vegetal usado é a alface; como poderão ver, fiz algumas alterações à receita tradicional e inventei a minha própria sanduíche de peixe, que foi muito apreciada cá em casa.

Tive a ajuda do Danish Open Sandwiches (sim, há um site dedicado a esta especialidade!) e do blogue The Family Dinner.




Ingredientes:

2 fatias de pão de espelta
2 folhas de couve lombarda (pode substituir-se por alface)
Azeite

Molho

100 ml de nata de soja
2 colheres de sopa de salsa picada
40 g de pickles de pepino
1 colher de sopa de endro
1 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de açúcar
Sal
Pimenta

Bolinhos de peixe

320 g de pescada cozida (sem pele nem espinhas)
70 g de pão ralado (sem lactose)
1/2 cebola pequena
150 ml de caldo de peixe
Raspa de meio limão pequeno
1 colher de sopa de endro
Algumas gotas de tabasco
Sal
Pimenta
Óleo qb


Misturar todos os ingredientes do molho numa taça. Levar ao frigorífico para os sabores casarem.

Cozer as folhas de couve em água com sal. Quando estiverem bem cozidas, escorrer e deixar arrefecer.

Para os bolinhos de peixe, desfiar a pescada. Adicionar o pão ralado, a cebola picada fina, a raspa de limão e o endro. Misturar bem.

Temperar com sal, pimenta e tabasco a gosto.

Juntar o caldo de peixe e misturar bem.

Aquecer um fio de óleo numa frigideira anti-aderente. Colocar colheres de sopa da mistura com alguma espaço entre elas. Fritar de um lado, depois virar para fritar do outro.

Repetir até terminar a mistura. Reservar, mantendo quente.

Torrar ligeiramente o pão. Pincelar com azeite e colocar a couve por cima.

Colocar dois ou três bolinhos de peixe (consoante o tamanho da fatia de pão) e espalhar o molho por cima.



sábado, 4 de janeiro de 2014

Tostas de cavala com azeitonas

O pão de centeio está a fazer sucesso cá em casa e usamo-lo de várias formas; neste caso, para criar tostas de inspiração dinamarquesa, mas com produtos do mais português que há. Digamos que é um cruzamento luso-escandinavo, que resulta mesmo bem e faz um almoço tardio delicioso no sábado à tarde. Claro que também pode ser usado como entrada ou numa refeição de petiscos.





Ingredientes:

4 fatias de pão de centeio dinamarquês
1 lata de cavalas em conserva
15 folhas de salsa fresca
8 azeitonas verdes
Sal
Pimenta


Torrar o pão ligeiramente.

Abrir a conserva, escorrer o azeite para uma taça. Pincelar generosamente as fatias de pão com este azeite.

Por cima, fazer uma caminha com as folhas de salsa, nas quais se pousam os filetes de cavala.

Cortar as azeitonas às rodelas e distribuir pelas quatro tostas.

Temperar com sal e pimenta e, se desejar, regar com o azeite que sobrar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sopa viking de salmão

Estamos neste momento em preparativos para a nossa viagem a Copenhaga no início de março! E parte dos preparativos é familiarizar-nos com a gastronomia local. Por isso, tenho estado a publicar aqui o nosso treino intensivo de cozinha dinamarquesa, e depois quando voltarmos, conto-vos tudo acerca das nossas experiências com a comida em Copenhaga.

Estou ansiosa para conhecer a Nova Cozinha Nórdica, de que tanto se fala hoje em dia. O restaurante Noma, na capital dinamarquesa, foi considerado durante três anos seguidos o melhor restaurante do mundo, e isso impulsionou um movimento interessantíssimo de recuperação das tradições gastronómicas e dos produtos locais.

Esta sopa veio do site de cozinha escandinava do About. com e é deliciosa. Deve ser acompanhada com um bom pão de centeio!




Ingredientes:

900 ml de caldo de peixe (de preferência, feito em casa)
250 g de lombos ou filetes de salmão
80 g de miolo de mexilhão
2 batatas
1 cebola
4 colheres de sopa de nata de soja
1 colher de sopa de farinha de trigo integral (ou farinha de milho, para uma versão sem glúten)
Meia dúzia de fios de açafrão
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de endro
Sal
Pimenta



Aquecer o azeite numa panela. Juntar a farinha e mexer bem, adicionando logo de seguida o caldo de peixe.

Juntar a batata cortada em cubos e a cebola picada e cozinhar até as batatas estarem tenras.

Adicionar então o salmão cortado em cubos, os mexilhões e o açafrão. Deixar cozinhar mais sete minutos.

Retirar do lume, juntar a nata de soja e retificar os temperos, se necessário. Salpicar com endro e servir com pão de centeio.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tostas de salmão e cogumelos com musse de abacate

No The Fitchen, encontrei esta receita, que não podia ser mais apropriada para o jantar de natal de amigos, para o qual tinha ficado de levar o prato de peixe. Foi um verdadeiro desfile de iguarias, um menu de degustação em que cada um levou um prato, pelo que era fundamental encontrar uma receita de peixe que fosse saborosa e leve. O pão de centeio dinamarquês feito no próprio dia deu-lhe um toque escandinavo!

Fica aqui a sugestão, que também pode ser usada como entrada no jantar de ano novo.




Ingredientes:

8 fatias de pão de centeio dinamarquês
8 fatias de salmão fumado
6 cogumelos brancos
Azeite
Sal
Pimenta

Musse

2 abacates
2 colheres de sopa de maionese light
1 1/2 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de sal fino
1 pitada de piri-piri
2 colheres de sopa de manjericão fresco picado


Fazer o molho esmagando a polpa dos abacates com um garfo. Juntar a maionese, o sumo de limão, o manjericão, o sal e o piri-piri.

Fatiar os cogumelos e refogar num fio de azeite. Temperar com sal e pimenta.

Torrar ligeiramente as fatias de pão e pincelar com azeite. Por cima, espalhar algumas fatias de cogumelos.

Colocar a musse de abacate num saco de pasteleiro. Enrolar uma fatia de salmão, formando um cone. Rechear com o creme e dispor por cima dos cogumelos. Repetir até terminar as fatias.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Rugbrød - Pão de centeio dinamarquês

Já falei aqui da nossa próxima viagem, que será a Copenhaga, por alturas do carnaval. Estou tão entusiasmada que ando a pesquisar receitas dinamarquesas como se não houvesse amanhã! O movimento da nova cozinha nórdica em especial é bastante interessante, na forma como vai recuperar raízes e tradições gastronómicas. Como por exemplo este pão de centeio dinamarquês, que não pode faltar em nenhum lar e é usado para confecionar as famosas tostas abertas (smorrebrød).






Noite do primeiro dia:

200 g de isco de centeio
125 g de grãos de centeio
50 g de sementes de linhaça
110 g de farinha de trigo integral
275 g de água tépida


Lavar bem os grãos de centeio e demolhá-los durante pelo menos 12 horas.

Juntar os restantes ingredientes numa taça de vidro, misturar bem e tapar com um saco de plástico. Deixar repousar durante 10 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
500 g de farinha de centeio integral
100 g de farinha de trigo integral
25 g de flocos de centeio
1 1/2 colher de sopa de mel
15 g de sal fino
200 g de água tépida


Juntar as farinhas, os flocos e o sal. Abrir uma cova no meio.

Lavar de novo os grãos de centeio e parti-los em pedaços mais pequenos.

À mistura do dia anterior, adicionar os grãos partidos, a água e o mel. Verter na cova aberta nas farinhas e bater com a vareta de amassar durante 9 minutos à velocidade 2. Amassar à mão mais alguns minutos.

Colocar a massa em formas de bolo inglês, tapar com um pano húmido e deixar levedar durante 6 horas.

Cozer no forno a 170º durante 1h45m. Tirar o pão das formas e cozer mais 15 minutos. Desligar o lume e deixar o pão no forno mais 10 minutos para acabar a cozedura.

Deixar arrefecer antes de fatiar.


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