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terça-feira, 21 de junho de 2016

Bolachas de castanha e Madeira

No Hortus Natural Cooking, vi estas bolachas com vin santo, um vinho doce italiano que, conjugado com farinha de castanha, faz uns apetitosos biscoitos. Resolvi experimentar a receita, com algumas alterações, usando o nosso vinho Madeira.





Ingredientes:

40 g de farinha de espelta
100 g de farinha de trigo branca
40 g de farinha de trigo integral
70 g de farinha de castanha
3 colheres de sopa de mel (ou xarope de agave)
50 g de vinho Madeira
50 g de leite de soja
50 g de óleo de sésamo não tostado (ou outro óleo vegetal de sabor neutro)
1 colher de sopa de essência de baunilha caseira
1 colher de sopa de fermento
1 pitada de sal


Juntar as farinhas, o sal e o fermento. Adicionar o mel, o Madeira, o leite, a baunilha e o óleo.

Misturar tudo até obter uma massa homogénea.

Colocar colheres de chá de massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 180º durante 15 - 20 minutos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Curgete e beringela alla Scapese

Esta é uma receita de Antonio Carluccio que me ficou debaixo de olho, mas que nunca tinha chegado a experimentar. Resolvi fazê-lo como acompanhamento, embora no sul de Itália este prato se sirva normalmente como entrada. Seja como for, vale a pena experimentar!





Ingredientes:

2 curgetes
2 beringelas
1 molho de hortelã
2 dentes de alho
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Azeite
Sal


Pelar e cortar as beringelas às rodelas. Colocar numa taça com água e sal e deixar repousar 30 minutos.

Entretanto, preparar a marinada. Numa taça grande, juntar quatro colheres de sopa de azeite, o vinagre, a hortelã grosseiramente cortada e os dentes de alho esmagados. Misturar bem e temperar com sal.

Cortar as curgetes em rodelas e dourar em azeite.

Escorrer as beringelas e dourar em azeite.

Juntar os legumes à marinada, misturar bem e tapar com película aderente. Levar ao frigorífico a marinar durante a noite.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pão da Toscana

Vi este pão fantástico no Hortus Natural Cooking e claro que não podia deixar passar esta receita! Adoro fazer pão usando o isco selvagem e quanto mais rústico o pão é, melhor se adapta a esta forma de o confecionar.

Esta receita tem a particularidade de usar farinha de castanha, ingrediente pelo qual a Toscana é famosa (e que tem mesmo um selo DOP!). Fui logo à procura da dita farinha, que não tinha em casa, e aproveitei para fazer o pão logo que tive oportunidade. E em boa hora! A textura é densa mas fofa e o sabor adocicado da castanha casa-se divinalmente com o aroma do alecrim. Para quem gosta de pão, é uma receita a experimentar o mais rapidamente possível!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha integral
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
175 g de farinha de espelta
125 g de farinha de castanha
240 g de farinha de trigo (ou de espelta) branca
90 g de miolo de noz
1 colher de sopa de mel de cana
1 colher de sopa de folhas de alecrim
200 g de água tépida
8 g de sal fino
Azeite qb


Numa taça, juntar as farinhas, o alecrim, as nozes grosseiramente partidas e o sal. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior a água e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com azeite. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta de forma a ficar totalmente coberta com o azeite. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dobrar a massa algumas vezes sobre si própria, sem exercer muita força, e dar-lhe a forma desejada. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com farinha e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 2 horas.

Aquecer o forno a 250º. Quando o forno tiver atingido a temperatura, dar uns cortes na superfície do pão e metê-lo no forno imediatamente. Após 5 minutos, baixar para 230º e deixar cozer mais 10 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 25 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

sábado, 6 de setembro de 2014

Biscotti de castanha do Pará e cardamomo

Vi esta receita no Era uma vez há mais de um ano e guardei para experimentar. Mas depois o tempo foi passando, e nada...

Farto-me de ver biscottis por aí na blogosfera e sempre que os vejo, penso que tenho que fazer uns. E claro, foi preciso um desafio como o Vamos Fazer Bolachas! para dar o empurrão final! Voltei a pegar na receita, fiz-lhe as adaptações necessárias, e assim nasceram os meus primeiros biscotti!




Ingredientes:

60 g de castanha do Pará
100 ml de óleo de amendoim
1 ovo
50 ml de leite de soja
110 g de açúcar amarelo
1/2 vagem de baunilha
15 vagens de cardamomo castanho
300 g de farinha integral
1 1/2 colher de fermento


Abrir as vagens de cardamomo e retirar as sementes. Descartar as cascas e moer as sementes no almofariz.

Partir as castanhas em pedaços pequenos.

Bater o óleo com o açúcar. Adicionar o ovo e o leite de soja.

Acrescentar as castanhas, o cardamomo e a baunilha. Misturar bem.

Finalmente, juntar a farinha e o fermento.

Dispor a massa num tabuleiro quadrado, forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 170º durante 25 minutos.

Retirar a massa com ajuda do papel vegetal; retirar o papel vegetal sem rasgar e forrar um tabuleiro de ir ao forno. Cortar os biscotti com uma faca afiada. Espalhá-los no tabuleiro e levar ao forno a 120º durante 25 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Grissini semi-integrais

Mais um desafio do Bake The World leva-nos a estes palitos saborosos, que normalmente são servidos nos restaurantes italianos. Parece que a sua origem remonta ao século XVII - o cozinheiro do rei Vittorio Amadero II criou estes palitos porque o rei, devido à sua saúde delicada, não podia comer o miolo do pão. Assim, o cozinheiro criou para ele um pão só com côdea!

Fáceis de fazer, são um bom acompanhamento para a sopinha do jantar. Adaptei a receita do Wild Yeast.





Noite do primeiro dia:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo integral
105 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente durante 10 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
310 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
100 g de água tépida
1/2 colher de chá de açúcar
Sementes de sésamo qb
Flor de sal qb

Juntar a farinha, o açúcar e o sal e misturar bem. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o azeite e a água. Misturar bem e verter na cova aberta na farinha. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades e deixar repousar tapado com um saco de plástico durante 10 minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 6 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior e untar com azeite. Colocar aí a massa, dando algumas voltas de modo a ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.


Dar algumas voltas à massa e dividir em 20 pedaços. Pegar numa das partes e enrolar como se fosse plasticina, de modo a formar uma pauzinho bem fino.

Passar os rolinhos por flor de sal e sésamo e dispor em papel vegetal, fazendo uma prega no papel para os separar entre si.

Repetir o processo até terminar a massa. Verificar que os grissini estão totalmente separados uns dos outros pelo papel vegetal, para não se colarem à medida que levedam.

Tapar com um pano húmido e deixar levedar 3 horas.

Aquecer o forno a 200º.

Levar ao forno 36 minutos, até dourarem. Desligar o forno e deixar os palitos no seu interior durante mais 15 minutos. Retirar e deixar arrefecer antes de servir.





segunda-feira, 28 de julho de 2014

Linguini negro com espargos e camarão

As massas feitas com tinta de choco são sempre um regalo para os olhos. Fazem uns pratos de massa muito bonitos, neste caso adornados pelos espargos e pelo camarão.





Ingredientes:

250 g de linguine negro
150 g de espargos
100 g de miolo de camarão cozido
1 cebola
2 dentes de alho
2 tomates
200 ml de nata de soja
1 colher de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar ao lume uma panela com água e sal. Quando levantar fervura, juntar os espargos; quando voltar a levantar fervura, retirar os espargos e na mesma água cozer a massa.

Entretanto, picar a cebola e os alhos e refogá-los num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar o tomate cortado em cubos.

Descartar as extremidades fibrosas dos espargos, cortar em pedaços de cerca de 2- 3 centímetros e juntar à frigideira.

Deixar cozinhar em lume brando durante 8 minutos.

Ao fim desse tempo, adicionar o camarão e deixar cozinhar mais 1 minuto.

Juntar a nata de soja. Quando começar a fervilhar, retirar do lume, temperar com sal e pimenta, e juntar à massa, entretanto cozida e escorrida.

Polvilhar com salsa picada imediatamente antes de servir.

sábado, 5 de julho de 2014

Caponata siciliana

Já disse aqui que não vejo televisão e que não morro de amores pelos cozinheiros mediáticos, que apresentam ou participam nos 1001 programas televisivos dedicados à gastronomia. Talvez por isso, não conhecesse Antonio Carluccio antes do desafio "Quinze Dias Com...", que propôs para esta quinzena este nome para mim desconhecido.

Pesquisando no site, descobri que Antonio Carluccio é um apaixonado pela comida tradicional italiana, sobretudo siciliana, e um escritor gastronómico. Tendo estado à frente de um restaurante em Londres durante cerca de 20 anos, foi um cozinheiro de profissão, mas não é um cozinheiro de formação. Talvez daí Carluccio ser um "historiador" e não um "criativo" - ou seja, alguém que se dedica a manter a tradição, e não a inventar receitas novas.

Isso faz com que o seu site seja uma excelente fonte de receitas tradicionais silicianas, entre as quais escolhi a caponata, um guisado de beringelas que acompanhou com dignidade uns filetes salteados em azeite e alho. Pode também ser servido frio, como entrada.




Ingredientes:

2 beringelas
1 cebola
80 g de aipo (talos e folhas)
20 azeitonas verdes sem caroço
60 ml de polpa de tomate
1 colher de sopa de vinagre de sidra
1 colher de sopa de açúcar branco
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar uma panela com água e sal a ferver. Picar a cebola e o aipo. Quando a água ferver, juntar os legumes picados e deixar fervilhar durante 2 minutos. Retirar e reservar.

Descascar a beringela e cortar em cubos. Aquecer um fundo de azeite numa panela anti-aderente e cozinhar os cubos de beringela até ficarem tenros.

Juntar todos os outros ingredientes à panela, adicionando duas colheres de sopa da água de cozedura do aipo. Baixar o lume e tapar. Deixar cozinhar durante 15 minutos.

Retirar do lume, temperar com sal e pimenta e servir quente, como acompanhamento, ou frio, como entrada.





sábado, 28 de junho de 2014

Polenta de amêijoas com cenouras assadas com endro

Já não é a primeira vez que tento fazer polenta; mas quando vi esta receita de polenta na panela de pressão, vinda do Pimento no Reino, pensei que tinha que voltar a experimentar, porque das vezes que tentei, fiquei insatisfeita com o resultado. É talvez a primeira vez em que consigo fazê-la sem muitos grumos (mas ainda assim, alguns resistem). A junção da polenta com as amêijoas foi muito bem conseguida, inspirada no nosso tradicional xerém com marisco.

Para acompanhar, decidi experimentar esta receita da Tory Avey, porque adoro legumes assados no forno! Apesar de já estarmos no verão (supostamente) e já não ser boa ideia ligar o forno, não resisto a umas cenouras assadas no forno! Ficam divinais, salpicadas com o endro, e o conjunto faz um prato bem bonito.





Ingredientes:

350 g de amêijoas
200 g de farinha de milho
6 dentes de alho
2 1/2 colheres de sopa de coentros picados
4 cenouras
1 colher de sopa de endro fresco
Azeite
Sal
Pimenta


Demolhar as amêijoas em água e sal durante algumas horas.

Pelar e cortar as cenouras em bastões. Cobrir com um fio de azeite, misturando bem com as mãos para distribuir de forma homogénea, e salpicar com sal e pimenta.

Dispor num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 230º durante 20 minutos. Virar e deixar mais 10 minutos do outro lado. Desligar o forno e deixar as cenouras no interior a terminar a cozedura.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira e dourar os alhos picados.

Passar as amêijoas por água e colocar na frigideira. Salpicar com uma colher e meia de coentros picados e um pouco de sal grosso. Baixar para lume brando e tapar, deixando cozinhar durante 7 minutos.

Retirar o marisco com uma escumadeira e reservar. Ao molho que ficou na frigideira, adicionar 300 ml de água e temperar com sal e pimenta. Quando começar a fervilhar, retirar do lume e adicionar a farinha de milho, mexendo até o líquido ser absorvido.

Na panela de pressão, pôr ao lume 800 ml de água. Quando levantar fervura, ir juntando a massa de milho com cuidado, mexendo sempre para não formar grumos. Quando a massa estiver toda envolvida, tapar com a tampa e esperar até formar pressão. Deixar cozinhar durante 10 minutos.

Colocar uma dose de polenta nos pratos. Ao lado, distribuir as cenouras assadas, que se salpicam com endro.

Em cima da polenta, distribuir as amêijoas e o molho que se terá formado. Salpicar com os restantes coentros e servir de imediato.




terça-feira, 29 de abril de 2014

Pizza caseira de atum e alho francês

Há muito tempo que andava para fazer massa de pizza com isco (fermento selvagem). Claro que o último empurrão só podia vir do Bake The World, com mais um desafio mensal. Lancei mãos à obra, inspirando-me na receita do El foro de pan, e saiu uma massa deliciosa, com um recheio alternativo, sem laticínios e com molho de tomate caseiro.





Noite do primeiro dia:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo integral
105 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
340 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de açúcar amarelo
100 g de água tépida


Juntar a farinha e o sal e misturar bem. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o açúcar, uma colher de sopa de azeite e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades, cobrir com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos. 

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com uma colher de sopa de azeite. Colocar aí a massa e dar umas voltas de modo a ficar integralmente coberta de azeite. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 4 horas.

Dar umas voltas à massa e dividir em duas partes iguais. Com o rolo da massa, estender até obter duas circunferências finas. Colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal e tapar com um pano húmido. 

Deixar repousar 4 horas.


 Noite do segundo dia

500 g de tomate
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de açúcar 
Sal
Pimenta
2 latas de atum
1/2 alho francês (a parte verde)
1 cebola pequena
100 ml de nata de soja
1/2 colher de chá de oregãos
6 azeitonas


Uma hora antes de terminar o período de levedação, começar a preparar o molho de tomate. 

Fazer uma cruz na base de cada tomate, colocar numa taça de vidro e verter por cima água a ferver. Tapar e deixar repousar 4 minutos.

Pelar o tomate e cortar em cubos. Colocar numa frigideira em lume médio. Quando começar a fervilhar, adicionar o açúcar e mexer bem.

Deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, até perder a maior parte da humidade (cerca de 30 minutos). Passar por um passador ou coador para retirar as sementes, temperar com sal e pimenta e reservar.

Cortar o alho francês em rodelas e refogar cinco minutos em azeite. Temperar com uma pitada de sal.

Cortar a cebola em rodelas e esmigalhar o atum com um garfo.

Dividir o molho de tomate pelas duas pizzas, espalhando bem, mas deixando uma margem à volta sem molho.

Por cima, dividir o alho francês e o atum. Distribuir as rodelas de cebola.

À nata de soja, juntar os oregãos, uma pitada de sal e a pimenta. Distribuir uniformemente pelas duas pizzas.

Levar ao forno a 225º durante 25 minutos.

Retirar do forno e salpicar com as azeitonas picadas.






domingo, 9 de março de 2014

Rotolo de beringelas com espinafres

Não gosto da cozinha do Jamie Oliver. Sei que é uma afirmação polémica e que provavelmente vou perder alguns leitores a partir de hoje. Se calhar devia apagar este início...

Não vejo um pingo de originalidade na cozinha do Jamie Oliver. Aí têm, não só não apaguei, como ainda reforcei a ideia.

Sei que muitas pessoas adoram os seus programas, vibram com os seus livros e sonham em comer nos seus restaurantes. Eu não. Desde o início, quando folheei o primeiro livro que ele publicou, achei a sua cozinha desinteressante. Não me traz nada de novo - de inspiração mediterrânea, Jamie Oliver comporta-se como se tivesse descoberto a pólvora ao explicar que o azeite associado com a cebola e o tomate fazem uma combinação explosiva. Algo que já sabemos em Portugal e mais uma meia dúzia de países há vários séculos...

Na minha opinião, Jamie Oliver é apenas um fenómeno mediático. Mas valorizo o facto de ele usar o poder que os media lhe dão para fazer com que as pessoas cozinhem mais em casa, para mudar a alimentação nas escolas e outras causas a que ele se tem dedicado. Fantástico, palmas para ele - sem ironia.

Mas continuo a não achar graça à sua cozinha.

No entanto, há sempre exceções à regra, não é? Assim que vi uma adaptação de uma receita do último livro dele no Clavel's Cook, pensei em passar logo para outra receita; mas depois, resolvi continuar a ler o post e, com muita reticência, assumi perante mim mesma que era um prato que gostaria de experimentar. Mas eu não vou fazer uma receita do dito senhor!!!! Bom, se calhar vou. Porque a receita é boa, o Clavel's Cook é um blogue de que gosto, e porque há sempre exceções para todas as regras.

Em abono da verdade (e porque eu sou uma mulher de convicções!), é só uma "meia" exceção. Não posso deixar de dizer que o rotolo é um prato italiano, muito comum na zona da Lombardia, e que portanto, mais uma vez, não é de modo nenhum criação de Jamie Oliver. Para além disso, a receita original era de espinafres e abóbora, vegetal este que, na versão da Maria João, foi substituído por beringela. E finalmente, eu própria fiz algumas adaptações - pelo que, no meio de inspirações, adaptações e substituições, saiu um prato bastante diferente.

Mas o que interessa é que é delicioso! Por isso, resolvi partilhá-lo.




Ingredientes:

8 folhas de lasanha
2 beringelas pequenas
1 molho de espinafres frescos
1 cebola
3 dentes de alho
Sumo de meio limão
Sal
Pimenta
Noz Moscada
Azeite

Molho

1 cebola pequena
2 tomates
1 dente de alho
250 ml de polpa de tomate
100 ml de água
2 folhas de louro
1 1/2 colher de sopa de salva picada
Sal
Pimenta
Azeite


Cortar as beringelas em fatias no sentido longitudinal. Colocá-las lado a lado num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Numa taça, juntar um fio generoso de azeite e temperar com sal, pimenta e noz moscada. Pincelar as fatias de beringela com esta mistura e levar ao forno a 220º durante 20 minutos, virando a meio do tempo. Retirar do forno e regar com o sumo de limão.

Entretanto, picar a cebola e os alhos e refogar em azeite. Quando estiverem dourados, adicionar os espinafres picados. Tapar, baixa para lume brando e deixar cozinhar até os espinafres libertarem a água.

Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Para o molho, picar a cebola e o dente de alho e refogar no azeite. Juntar o tomate cortado em cubinhos e as folhas de louro. Tapar e deixar cozinhar.

Ao fim de 10 minutos, adicionar a polpa de tomate e a água. Deixar fervilhar durante mais 5 minutos. Retirar do lume e temperar com sal, pimenta e salva picada.

Verter metade do molho numa forma quadrada de ir ao forno e reservar o resto.

Colocar uma panela com água e sal a ferver. Quando estiver a borbulhar, juntar as lâminas de lasanha duas a duas e deixar cozinhar até estarem maleáveis, mas sem estarem completamente cozidas (cerca de 3 minutos). Dispor as lâminas de lasanha lado a lado numa tábua de corte.

Por cima de cada lâmina colocar uma fatia de beringela (ou duas, se forem das mais pequenas) e por cima espalhar uma colher de sopa de espinafres salteados. Enrolar, cortar os rolinhos em duas metades e dispor no molho de tomate uns ao lado dos outros.

Regar os rolinhos com a outra metade do molho de tomate. Tapar com papel de alumínio e levar ao forno a 200º durante 25 minutos. Destapar e deixar cozinhar mais 15 minutos.

Servir com uma salada.


domingo, 2 de março de 2014

Esparguete com salmão fumado e molho de manjericão

Neste site, encontrei uma receita que decidi adaptar - faz-se num instante e é deliciosa! Raramente publico receitas de massa, porque as massas que faço me parecem sempre tão simples que nem vale a pena partilhar. De certeza que toda a gente faz massas muito parecidas!

Mas esta, achei-a original o suficiente para ser publicada. Visualmente, penso que funcionaria melhor com esparguete normal, porque o verde do molho teria mais realce; mas cá em casa só comemos esparguete integral, portanto foi assim que saiu.





Ingredientes:

200 g de esparguete integral
100 g de salmão fumado
40 g de manjericão fresco
150 ml de nata de soja
100 ml de leite de soja
1 dente de alho
1 colher de sopa de sumo de limão
Sal
Pimenta preta


Pôr a ferver água com sal para a massa.

Colocar no liquificador o manjericão, o dente de alho descascado, a nata e o leite de soja. Acrescentar uma pitada de sal e uma pitada de pimenta. Triturar tudo até obter um molho verde.

Cozer o esparguete na água até estar al dente.

Levar o molho ao lume numa frigideira grande. Quando começar a borbulhar, juntar a massa escorrida e envolver bem, durante 1 minuto. Adicionar o salmão cortado aos pedaços e deixar fervilhar mais 30 segundos.

Retirar do lume e adicionar o sumo de limão. Temperar com sal e bastante pimenta e servir imediatamente.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Involtini de beringela com fiambre e grelos salteados

Depois de ver várias receitas de involtini de beringela, resolvi tentar a minha própria receita. Tudo o que é recheado é muito apreciado cá em casa e estes rolinhos não foram exceção!




Ingredientes:

2 beringelas médias
175 g de fiambre cortado em fatias finas (sem lactose)
Azeite aromatizado com malaguetas
Azeite

Recheio

1 cebola
3 dentes de alho
200 g de grelos picados
25 g de sementes de girassol
1/2 colher de chá de oregãos
2 colheres de sopa de nata de soja
Sal
Pimenta
Azeite

Molho

4 colheres de sopa de molho de cerveja preta (ver aqui a receita)
3 colheres de sopa de polpa de tomate
100 ml de leite de soja


Lavar e cortar as beringelas em fatias no sentido longitudinal (cerca de 6 - 7 fatias por beringela). Numa taça, juntar três colheres de sopa de azeite e um toque de azeite aromatizado com malaguetas.

Colocar as fatias numa grelha, pincelar com a mistura dos azeites e levar ao forno em modo grill durante 8 minutos. Virar e deixar grelhar mais 3 minutos.

Retirar do forno enquanto se prepara o recheio.

Picar a cebola e os alhos bem finos. Refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar as sementes de girassol e deixar tostar um pouco.

Adicionar então os grelos picados bem finos. Deixar cozinhar durante 10 minutos.

Retirar do lume, temperar com sal, pimenta e oregãos e juntar a nata de soja, envolvendo bem.

Distribuir o fiambre pelas fatias de beringela. Distribuir o recheio pelas fatias. Enrolar e dispor numa travessa de ir ao forno.

Juntar os ingredientes para o molho. Regar os rolinhos e levar ao forno a 190º durante 25 minutos.

Servir com arroz branco.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Puttanesca" vegetariana

No blogue Holy Cow, encontrei esta versão vegetariana da massa puttanesca, um prato bem conhecido da cozinha italiana. Na sua versão original, leva anchovas; nesta versão, o sabor marinho é dado pelas algas, em conjunto com um toque de molho de soja. E que bem que resulta!




Ingredientes:

270 g de esparguete integral
1 cebola
4 tomates
5 dentes de alho
1 malagueta
2 algas Nori para sushi
75 g de azeitonas verdes descaroçadas
20 g de alcaparras
100 ml de polpa de tomate
1 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de manjericão seco
2 colheres de sopa de salsa picada + extra para polvilhar
1 colher de chá de molho de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar uma panela com água a ferver para a massa.

Entretanto, preparar o molho; num fio generoso de azeite, refogar a cebola e os alhos picados, juntamente com a malagueta.

Quando a cebola estiver transparente, juntar o tomate picado e deixar cozinhar. Quando começar a libertar o seu líquido, adicionar as algas moídas no moinho de café. Envolver bem.

Em seguida, acrescentar as alcaparras, as azeitonas cortadas em rodelas, os oregãos, o manjericão, a salsa e a polpa de tomate. Deixar cozinhar alguns minutos, até o molho começar a engrossar.

Adicionar o molho de soja. Misturar com uma colher de pau e temperar com sal e pimenta.

Cozer a massa, juntar o molho e servir polvilhado com salsa picada.

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