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sábado, 21 de abril de 2018

Pão recheado com alho francês e azeitonas

Num destes dias de chuva, tinha o miúdo em casa com uma conjuntivite e resolvi ir passear com ele para o Mercado de Arroios, onde há uma zona para crianças com uns brinquedos bem giros. Enquanto lá estávamos, reparei num senhor a fazer algo que me parecia massa de pão e aproximei-me. O senhor, que falava pouco português, disse-me que estava a fazer pão sírio.

Peguei o miúdo ao colo e fui explicando o que estava a fazer; não sei bem o que ele percebeu da minha explicação, mas a verdade é que apontava entusiasmado enquanto o pão cozia naquelas chapas arredondadas e repetia "papa". O senhor disse-me que o pão era só para o restaurante Mezze, não era para venda, mas entretanto um dos senhores que serve no restaurante resolveu oferecer-lhe um pãozinho.

Lá voltámos para casa, o miúdo com um pedaço de pão em cada mão, que ia mordiscando pelo caminho, até despachar o pão quase todo. Resolvi relembrar os bolani, que já aqui publiquei, uma receita afegã bem dentro do espírito deste pão sírio. A partir daí, pensei noutros recheios e noutras possibilidades e foi assim que surgiu este pão recheado com alho francês e azeitonas.



Ingredientes:

60 g de farinha de trigo integral
165 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
1 colher de sopa mal cheia de azeite
125 ml de água tépida

Recheio

1/2 alho francês
2 colheres de sopa de coentros picados
12 azeitonas verdes
2 colheres de sopa de nata de aveia
Sal
Pimenta
Azeite


Juntar as farinhas e o sal numa taça de vidro. Abrir uma cova no meio e colocar o azeite, começando a misturar com a colher de pau.

Ir acrescentando a água aos poucos, misturando sempre. Quando o líquido tiver sido absorvido pela farinha, retirar da taça e amassar durante 10 minutos.

Voltar a colocar a massa na taça, tapar com um pano e deixar repousar 45 minutos.

Entretanto, picar o alho francês e refogar num fio de azeite.

Juntar as azeitonas picadas bem finas e os coentros. Adicionar a nata de aveia. Temperar com pimenta e com sal, se necessário.

Partir a massa em duas partes iguais. Estender uma das partes, de modo a obter um círculo da espessura de uma tortilha mexicana.

No centro do círculo, colocar metade do recheio. Espalhar em direção a um dos lados; dobrar a metade sem recheio sobre a outra, continuando a espalhar o recheio com os dedos e fechando a extremidade.

Repetir o processo para o segundo pão.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira anti-aderente. Dourar os pães de um lado e de outro e servir quente.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Pão de beterraba

Temos um bebé cá em casa que adora pão. Fica maluco quando vê pão e repete papa, papa, papa até lhe darmos uma fatia. Por essa razão, os meus pães que costumavam durar uma semana, às vezes até mais, agora duram uns dias. O que significa que voltei a fazer pão com muita regularidade, sobretudo o pão de batata e o de batata doce, que são grandes êxitos de bilheteira cá em casa.

Este pão de beterraba apareceu porque já há muito tempo que andava a pensar que seria uma boa receita. Usei os mesmos princípios dos pães de que falo acima e resultou muito bem. A côdea fica com uma bela cor (embora o tom rosado desapareça da miga com a cozedura) e o pão fica com um levíssimo sabor térreo que nós cá em casa achamos muito agradável. Como se vê pela foto, o bebé adorou e boicotou-me totalmente a sessão fotográfica.




Noite do primeiro dia:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de espelta branca (ou farinha de trigo branca)
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 10 a 12 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
2 beterrabas
500 g de farinha de espelta branca (ou de trigo branca)
80 g de farinha de espelta integral (ou de trigo integral)
12 g de sal fino
Azeite qb


Descascar e cozer as beterrabas em água. Quando estiverem cozidas, escorrer a água, reservando o líquido.

Triturar as beterrabas com 150 ml da água da cozedura até obter um puré. Deixar arrefecer quase completamente.

Misturar as farinhas e o sal numa outra taça e abrir uma cova no meio.

Quando o puré estiver tépido, juntá-lo à mistura do dia anterior e misturar com uma colher de pau. Verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 10 minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 7 minutos.

Forrar uma forma retangular com papel vegetal. Verter aí a massa, tapar com um pano húmido e deixar repousar 6 ou 7 horas.

Levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cougnou, o pão do menino Jesus

No Norte da França e na Bélgica, este pão doce deixa-se na cama das crianças no dia 25 de manhã, embrulhado num saco de papel pardo. Quando acordam, as crianças encontram o seu pãozinho, retiram-no do papel, deleitando-se com os bocadinhos caramelizados que ficam agarrados ao saco, e dão uma dentada que sabe mesmo a Natal.

Como queria que o meu filho começasse desde pequeno a conhecer as tradições da família francesa, lancei mãos à obra para confecionar este pão natalício, recorrendo a diversas receitas e vídeos da internet. Claro que, sendo um bebé que nunca come açúcar, não comeu mais do que uma fatia deste pãozinho ao pequeno-almoço do dia de Natal. Significa portanto que o restante ficou para os pais...

A receita tradicional leva (obviamente!) uma boa quantidade de manteiga, que substituí por azeite. Claro que isto modificou ligeiramente o sabor, mas também a textura, perdendo a consistência fofa do brioche. De qualquer forma, ficou muito saboroso e foi muito apreciado por miúdos e graúdos.




Noite do dia anterior:


Massa do pão

60 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo fina
100 g de leite de soja amornado


Juntar tudo numa taça, tapar com um saco de plástico e deixar repousar durante 10 a 12 horas.


Açúcar em pérola

1 chávena de açúcar branco
1/3 chávena de água


Levar o açúcar com a água ao lume até atingir ponto de pérola. Retirar do lume e mergulhar a panela em água bem fria, arrefecida com cubos de gelo. Mexer até o açúcar formar pequenas pedrinhas.

Retirar as pedrinhas para uma taça e deixar repousar ao ar até ao dia seguinte.


Manhã do próprio dia:


300 g de farinha de trigo fina
5 g de sal fino
25 g de açúcar fino
1 ovo
75 g de azeite


À mistura do dia anterior, adicionar o ovo e o azeite. Mexer bem com uma colher de pau.

Numa taça, misturar a farinha, o açúcar e o sal. Abrir uma cova no meio e verter a mistura anterior.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar na velocidade 2 durante 7 minutos.

Colocar a massa numa taça untada com azeite, tapar com o saco de plástico e deixar levedar 4 horas.


Tarde do próprio dia

60 g de açúcar em pérola
1 ovo


Tirar a massa da taça para a bancada e abrir com as mãos até formar um retângulo. Espalhar o açúcar em pérola e voltar a amassar durante alguns minutos.

Dividir a massa em duas partes. Com dois dedos, pressionar a massa, dividindo dois terços para um lado e um terço para outro, formando o pescoço do menino. Dar uma forma mais alongada ao corpo. Repetir para a segunda parte.

Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, salpicar com mais algumas pedrinhas de açúcar e tapar com um pano húmido. Deixar levedar mais 3 horas.

Aquecer o forno a 210º. Bater o ovo com um pouco de água e uma pitada de sal. Pincelar os pães com esta mistura.

Levar ao forno durante 30 minutos, até ficarem bem dourados.



Já embrulhados e enfeitados

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pão de kamut, espelta e centeio

Numa tentativa de reduzir ao mínimo o consumo de trigo, devido a todos os malefícios que têm vindo a lume associados com este cereal, comecei a fazer experiências com novas receitas de pão.

A espelta e o kamut são dois tipos de trigo antigo, que não foram sujeitos às transformações, manipulações e processamento do trigo comum. Por essa razão, são mais interessantes do ponto de vista nutritivo e não estão associados a patologias inflamatórias e outras, como parece estar o trigo normal. E ao mesmo tempo, contém glúten (em menor quantidade do que o trigo, mas ainda assim está presente), por isso fazem um processo de levedação perfeitamente semelhante ao normal. Assim conseguimos continuar a comer pão a saber a pão!




Noite do dia anterior:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de espelta integral
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça e tapar com um pano. Deixar repousar à temperatura ambiente durante 10 a 12 horas.


Manhã do próprio dia

Mistura do dia anterior
100 g de farinha de kamut
100 g de farinha de centeio integral
300 g de farinha de espelta branca
210 g de água tépida
8 g de sal fino
1 colher de chá de açúcar de cana integral


Juntar as farinhas e o sal numa taça e misturar. Abrir uma cova no meio.

Juntar a água e o açúcar à mistura do dia anterior. Mexer bem e verter na cova aberta nas farinhas.

Deixar repousar tapado com um pano alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar em velocidade 2 durante 8 minutos. Em alternativa, pode amassar-se à mão.

Colocar a massa numa taça untada com azeite. Cobrir com um pano e deixar levedar durante 4 horas.

Dar umas voltas à massa e formar uma bola, que se coloca num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal. Tapar com um pano húmido e deixar levedar mais 4 horas.

Aquecer o forno a 230º e colocar água num tabuleiro fundo, na parte inferior do forno. Quando o forno estiver bem quente, dar dois cortes em cruz na superfície da massa e levar ao forno durante 15 minutos.

Findo esse tempo, baixar a temperatura para 200º e deixar cozer mais 25 minutos. Desligar o forno e deixar o pão dentro do forno mais 15 minutos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Paté de beringela e pimento

Esta receita grega chegou-me através da Saveur e experimentei-a pela primeira vez num piquenique de verão. Achei que era uma excelente receita também para uma festa, para barrar no pão ou para comer com palitos de cenoura crua.

O nome grego é melintzanosalata e vem da região de Kea, havendo várias versões, com ou sem cebola, com ou sem iogurte, etc. Esta versão que vos apresento é vegan e bem simples - mas o resultado é espantoso!




Ingredientes:

1 beringela grande
1 pimento verde pequeno
1/2 molho de salsa
2 dentes de alho
60 ml de azeite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Sal
Pimenta


Picar a beringela com um garfo e cozer no forno durante 45 minutos, até ficar murcha.

Retirar a pele e colocar no liquidificador.

Picar o pimento e levar a cozinhar no azeite em lume brando durante 15 minutos.

Juntar à beringela, juntamente com a salsa, o alho e o vinagre. Triturar até obter uma mistura homogénea.

Verter para uma taça e temperar com sal e pimenta. Servir morno ou frio.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pão de alfarroba sem glúten

De todas as receitas de pães sem glúten que já experimentei, esta é definitivamente a minha preferida. Inspirada nesta receita do Vidas sem glúten, fui fazendo alterações até encontrar O pão sem glúten, aquela receita a que recorro sempre e que nunca falha.

O problema dos pães sem glúten é que são muitas vezes demasiado parecidos com bolos, sobretudo quando a receita leva ovos, ou então são demasiado pastosos, porque as farinhas sem glúten não levedam da mesma forma e portanto a massa fica pouco arejada. Às vezes é o sabor que desaponta, quando a combinação das farinhas não funciona tão bem. Testei muitas receitas sem nunca ficar completamente satisfeita.

Pelo contrário, este pão de alfarroba é delicioso, com uma consistência bastante interessante. Para o confecionar, uso isco de trigo integral, visto que os vestígios de glúten que aí se encontram vão ser destruídos pelo processo de levedação (ver este artigo se quiser saber mais). Mas para quem tem doença celíaca e não quer arriscar, aconselho que se fabrique um isco de trigo sarraceno, usando o processo descrito na receita do isco de centeio do blogue Zine de pão.




Noite do dia anterior:


120 g de isco de trigo integral (ou isco de trigo sarraceno)
200 g de flocos de aveia (certificados sem glúten)
200 ml de água tépida


Moer os flocos de aveia até obter farinha. Juntar a farinha com a água e o isco. Misturar bem, tapar com um saco de plástico e deixar repousar durante a noite.


Manhã do dia seguinte:


100 g de fécula de batata
100 g de farinha de mandioca
25 g de farinha de arroz integral
25 g de farinha de trigo sarraceno
50 g de farinha de alfarroba
10 g de goma xantana
6 g de sal fino
1/2 colher de sopa de mel
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
175 g de água tépida


Juntar as farinhas, a goma xantana e o sal. Misturar e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o azeite, o vinagre, o mel e a água. Misturar com uma colher de pau.

Juntar as duas misturas. Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante alguns minutos, até a massa ter uma consistência homogénea.

Colocar a massa numa forma de bolo inglês. Tapar com um pano húmido e deixar levedar 7 a 8 horas.

Levar ao forno a 220º durante 15 minutos. Baixar a temperatura para 180º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o forno, retirar o pão da forma e deixar no forno mais 15 minutos.




quarta-feira, 22 de março de 2017

Tostas de trigo sarraceno com beterraba e creme de tofu

O desafio das Receitas Saudáveis voltou e não podíamos deixar de participar! Desta vez, o Limited Edition propõe-nos pensar sobre o que consideramos uma alimentação / vida saudável.

Não é um assunto fácil - pelo contrário, é um tema que provoca muita polémica e muitas convicções apaixonadas (e por vezes mesmo algum fanatismo). Para mim, uma vida saudável é aquela onde me sinto realizada, contente com a direção que a minha vida leva e satisfeita de modo geral com as decisões que tomo a cada dia, nomeadamente aquelas que implicam diretamente com o cuidado que tenho comigo e com a minha família.

Em termos de alimentação, acredito que cada pessoa tem que informar-se, ouvir o seu corpo e encontrar a sua própria forma de comer, aquela que é boa para si (para o corpo e para a mente, porque os dois não se podem dissociar) e que lhe faz sentido.

E como é que isso se concretiza? Na minha vida, é algo que foi mudando com o tempo, à medida que a idade foi avançando, com novas experiências na vida, com novas investigações que vêm a lume e de que tomo conhecimento, que me convencem a mudar isto ou aquilo na minha alimentação. O diagnóstico da minha intolerância à lactose foi uma grande mudança na minha vida, porque obrigou a toda uma nova organização da alimentação cá em casa. A chegada à minha vida do meu companheiro foi outra transformação. Mais tarde, a vivência da gravidez e a chegada de um bebé também me levaram a alterações importantes.

Neste momento, uma alimentação saudável para mim é aquela que se baseia maioritariamente em produtos biológicos, o mais diversificados possível (vou sempre à procura do legume que nunca experimentei ou da fruta que como menos vezes), alimentos não processados, sopa ao almoço e ao jantar durante todo o ano,  uma quantidade controlada de hidratos de carbono, utilização de gorduras "do bem" (azeite, óleos vegetais não refinados processados a frio, óleo de coco, frutos secos, abacate), pouco açúcar (uso muitas vezes o açúcar da fruta ou de alguns legumes, conjuntamente com um toque de stevia granulada, quando faço doces cá em casa), uma quantidade moderada de sal.

Com a gravidez e a amamentação aumentei a ingestão de proteína animal, complementando-a na refeição seguinte com proteína vegetal, vinda sobretudo do tofu e das leguminosas. Mas em tempos normais, a carne e o peixe aparecem no menu cá de casa duas a três vezes por semana, e as refeições restantes são vegetarianas, à base de ovos, ou claramente vegan. Para compensar, atualmente o álcool não tem lugar no meu regime alimentar, mas assim que deixar de amamentar, um ou dois copos de vinho ao sábado à noite não me escapam!

Claro que nada disto faz sentido se não for acompanhado com uma boa quantidade de alegria e entusiasmo, com relações emocionais que nos enchem as medidas, com uma dose importante de prazer, para contrabalançar as dores que sempre vamos vivendo na vida.

Por isso é que não deixámos de receber pessoas em casa, mesmo com um bebé pequeno, e com receitas surpreendentes, saborosas e saudáveis! Muitas vezes as pessoas associam o saudável ao desenxabido - estas tostas com creme de tofu e beterraba vêm contrariar totalmente isso. Os sabores são fortes e o visual conta muito - porque já se sabe que os olhos também comem!

Uma outra versão fantástica destas tostas surge quando se substitui a beterraba por abacate. Uma delícia!

Se quiserem também participar neste desafio, basta enviarem um email para lim.edition2012@gmail.com. Se reproduzirem na vossa cozinha esta proposta ou outras do desafio, utilizem o #desafioreceitasaudável e partilhem as vossas versões e interpretações. Vamos contribuir para um estilo de vida mais saudável, que passa pela comida, mas não se esgota nela!






Ingredientes:


2 beterrabas
Sal
Pimenta

Tostas (adaptado do Our Food Stories)

125 g de farinha de trigo sarraceno
125 g de flocos de trigo sarraceno
50 g de sementes de girassol
50 g de sementes de sésamo
80 g de sementes de linhaça
20 g de sementes de papoila
1 colher de chá de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
350 ml de água

Creme de tofu (adaptado do Booklet de queijos vegan da Gopal)

200 g de tofu
75 ml de azeite
1/2 colher de chá de poejo seco
1/2 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de alho em pó
1/2 colher de chá de flor de sal
50 ml de água
1 pitada de açúcar mascavado escuro


Cozer as beterrabas em água a ferver. Depois de cozidas, tirar a pele e cortar em fatias grossas. Com um cortador de bolachas, cortar as formas desejadas e reservar.

No liquidificador, juntar todos os ingredientes para o creme. Triturar bem até obter uma consistência homogénea. Retificar os temperos, se necessário.

Para as tostas, juntar todos os ingredientes secos e misturar. Adicionar a água e o azeite e bater levemente. Deixar repousar durante 20 minutos.

Espalhar a mistura num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno pré-aquecido a 160º durante 20 minutos.

Retirar do forno e, com uma faca afiada, traçar as linhas das tostas, sem cortar completamente.

Voltar a levar ao forno mais 40 minutos. Desligar o forno e deixar a terminar a cozedura mais 10 minutos.

Retirar do forno e cortar de acordo com as linhas desenhadas.

Num prato, colocar uma tosta. Barrar com o creme. Dispor as estrelas de beterraba por cima e temperar com sal e pimenta. Guarnecer com algumas folhas de rúcula.

domingo, 27 de setembro de 2015

Pizza alternativa (vegan / sem glúten)

Esta pizza é super alternativa! Uma base sem glúten, feita com batata doce, sésamo e farinha de grão, faz desta uma experiência bastante diferente. O sabor é ótimo e a textura também, mas claro que não pode ser igual à pizza tradicional, com massa de pão e cheia de queijo por todo o lado.

Para quem gosta de experimentar coisas novas e descobrir novos sabores, aconselho vivamente que experimentem esta receita! Ainda para mais tem a grande vantagem de ter um índice glicémico muito mais baixo do que a pizza normal, precisamente por não usar nenhum tipo de cereal, portanto é indicada para diabéticos ou para pessoas em dieta de emagrecimento.

A inspiração veio do One Green Planet.




Ingredientes:

Massa

150 g de sementes de sésamo
150 g de batata doce ralada
35 g de farinha de grão
1 colher de chá de oregãos
1/2 colher de chá de alho em pó
1/2 colher de chá de manjericão seco
3/4 colher de chá de flor de sal
75 ml de azeite

Recheio

6 colheres de sopa de molho de tomate (de preferência caseiro)
3 colheres de sopa de "nata" vegetal (usei de coco, mas pode ser de arroz)
1 cebola pequena
1/2 beterraba
8 tomates cherry
5 cogumelos marron
2 dentes de alho
8 azeitonas verdes
1/2 cebola tenra (a parte verde)
1 colher de sopa de folhas de manjericão fresco picadas
Azeite


Ralar a batata doce. Triturar as sementes de sésamo até obter farinha. Juntar ambos com a farinha de grão e misturar. Adicionar os restantes ingredientes da massa e amassar com as mãos.

Num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal, colocar a massa. Com o rolo, estender até obter uma circunferência de cerca de 30 - 35 centímetros de diâmetro.

Levar ao forno a 150º durante 40 minutos.

Entretanto, preparar o recheio. Cortar o tomate cherry em metades e a cebola tenra em rodelas. Demolhar as azeitonas e picar em rodelas.

Cortar a beterraba em rodelas muito finas. Laminar os cogumelos, picar os alhos e cortar a cebola em rodelas.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com azeite e dispor as rodelas de beterraba. Deixar cozinhar em fogo esperto até ficarem grelhadas de ambos os lados. Reservar.

Na mesma frigideira, acrescentar um fio de azeite e refogar as rodelas de cebola. Reservar.

Dourar os alhos e cozinhar os cogumelos só até começarem a murchar. Retirar do lume e reservar.

Misturar o molho de tomate com duas colheres de "nata" vegetal. Cobrir a pizza com este molho e salpicar com metade das folhas de manjericão.

Por cima, dispor primeiro os ingredientes cozinhados - beterraba, cebola, cogumelos. Em seguida, espalhar os crus - azeitonas, tomate, cebola tenra.

Regar com a restante "nata" vegetal. Levar ao forno a 200º mais 10 minutos. Retirar do forno e salpicar com o restante manjericão.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Paratha sem glúten

Paratha é um pão indiano, sem fermento, que normalmente tem um aspeto espalmado. Pode ou não ter recheio, e pode ser feito com diversos tipos de farinhas e aromatizado com especiarias ou ervas diferentes. O mais clássico é o laccha paratha, feito de farinha de trigo integral, mas há muitos outros tipos, nomeadamente sem glúten.

Foi o desafio lançado pelo Bake The World para este mês e como tenho andado a experimentar o mundo dos pães sem glúten, resolvi ir à procura de uma receita que me seduzisse.

Inspirei-me no site Tarladalal para confecionar estes paratha amarelinhos, que acompanham divinalmente um bom caril de legumes ou este tofu mexido com quiabos. O alho em pó e o gengibre dão a estes pães um sabor especial, bem guloso!




Ingredientes:

65 g de farinha de grão
75 g de farinha de arroz integral + farinha para polvilhar
95 g de farinha de milho pré-cozida
10 g de sementes de sésamo
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1/4 de colher de chá de cúrcuma
1 pitada de açúcar
190 ml de água tépida
Sal
Óleo de girassol


Juntar as farinhas, as sementes, o alho em pó, as especiarias e o açúcar. Misturar com um garfo.

Ir adicionando pequenas quantidades de água à massa. Primeiro vai-se misturando com o garfo, depois começa-se a amassar com as mãos.

Ir juntando a água até obter a consistência desejada - sem colar às mãos, mas suficientemente suave para se poder estender.

Juntar então o sal e continuar a amassar.

Dividir a massa em sete partes iguais, formando bolinhas.

Forrar a bancada com película aderente. Salpicar generosamente com farinha de arroz. Colocar uma bolinha no centro e cobrir com película. Estender a massa com o rolo, com cuidado para não romper a película, até obter um círculo de cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Reservar, cobrindo com um pano húmido. Voltar a salpicar a bancada com farinha de arroz e repetir o processo para as restantes bolas de massa.

Pincelar uma frigideira com óleo de girassol. Colocar uma paratha e deixar cozinhar em fogo esperto durante 3 minutos, até começarem a formar-se bolhas. Nessa altura, pincelar a paratha com óleo e virar para dourar o outro lado, deixando cozinhar mais 3 minutos.

Reservar, mantendo quente. Repetir o processo até acabar de cozer os setes pães.



domingo, 28 de junho de 2015

Molletes de Marchena

O Bake The World está constantemente a desafiar-nos para fabricar pães de todo o mundo. Este vem de Espanha, mais exatamente de Marchena, na província de Sevilha. Nunca provei os molletes originais, mas apeteceu-me experimentar a receita - para isso, inspirei-me na publicação do Entre Fogones e fiz as minhas adaptações.

Originalmente, é um pão branco, baixinho como a chapata, de proveniência árabe, cuja massa é bastante húmida. Costuma servir-se torrado, indo para a mesa inteiro; é então aberto e recheado com o que se queira - manteiga, presunto, azeite ou com uma espécie de marmelada chamada arrope.

No caso da minha receita, usei uma parte de farinha integral e substituí o leite por leite de soja. Faz um pão fantástico para levar para a praia ou então para comer com um belo hambúrguer!





Noite do dia anterior:

50 g de isco de trigo
100 g de farinha de trigo integral
100 g de água tépida

Misturar tudo numa taça e tapar com um saco de plástico. Deixar repousar à temperatura ambiente durante 7 a 8 horas.


Manhã do dia seguinte:

Mistura do dia anterior
260 g de farinha de trigo branca
25 g de azeite
25 g de leite de soja
50 g de água tépida
5 g de sal
2 colheres de chá de sementes de sésamo


Misturar a farinha e o sal e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o leite de soja, o azeite e a água. Verter na cova aberta na farinha.

Bater com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 6 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e colocar aí a massa. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Salpicar a bancada com farinha. Por cima, colocar a massa e dar-lhe uma forma retangular com as mãos.

Cortar em quatro partes, que se colocam num tabuleiro forrado com papel vegetal, deixando espaço entre elas para não colarem.

Por cima, distribuir as sementes de sésamo. Tapar com um pano húmido e deixar repousar durante 2 horas e meia.

Levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 10 minutos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Fougasse de azeitonas

Vinda do sul da França, a fougasse é um pão com uma forma e um corte particular, a fazer lembrar as espigas de trigo. O novo desafio do Bake the World propôs-nos este pão e eu resolvi aceitar, usando a receita de fougasse aux olives do Fougasse.org.

É um pão que desperta quase tanta paixão como a baguette, ao ponto de ter um site que lhe é inteiramente dedicado!

Fica um pão bem saboroso, que se come sozinho, mas que também acompanha bem patés vegetais ou de atum.




Noite do primeiro dia:

60 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo branca
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro, tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 -9 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
35 g de farinha de trigo integral
215 g de farinha de trigo branca
4 g de sal fino
125 g de azeitonas verdes descaroçadas
20 g de azeite
80 g de água tépida


Demolhar as azeitonas para retirar o excesso de sal. Lavar bem e picar.

Juntar as farinhas e o sal, misturar. Adicionar as azeitonas, misturar bem e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar a água e o azeite. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 6 minutos. Vai-se obter uma massa bastante hidratada e pegajosa.

Continuar a amassar usando o método Bertinet mais 6 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior, secar com um pano e colocar aí a massa. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Salpicar a bancada com farinha e esticar a massa com as mãos sobre a bancada, formando um retângulo. Cortar 4 triângulos a partir desse retângulo. Colocar cada triângulo em tabuleiros de ir ao forno forrados com papel vegetal. Dar os cortes característicos da fougasse, pincelar com água e tapar com um pano húmido.

Deixar repousar mais 2 a 3 horas.

Levar ao forno pré-aquecido a 220º e deixar cozer cerca de 30 minutos até ficarem douradas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Pão tigre

Não sou grande fã de pão branco. Tirando alguns pães mais tradicionais, como um bom pão alentejano ou um bom pão de Mafra, de um modo geral, prefiro pães de mistura, escuros, com sementes.

Mas o desafio do Bake the World para Janeiro era este e não queria deixar de participar - o pão tigre. Um pão branco que tem a particularidade de ter uma côdea com um aspeto especial, que faz lembrar as manchas da pele do tigre. Originalmente, vem da Holanda, mas espalhou-se pelo Canadá, Estados Unidos e Reino Unido num abrir e fechar de olhos.

Segui as indicações do blogue L'Exquisit e meti mãos à obra! Não é o meu pão preferido, mas a côdea crocante, resultado da mistura que se pincela no último momento, fica de facto muito saborosa e o miolo é suave e cheio de ar.





Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha branca
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
580 g de farinha de trigo branca
10 g de sal fino
15 g de açúcar branco
20 g de óleo de girassol
15 g de leite de soja em pó
200 g de água tépida


Reservar numa taça pequena uma colher de sopa da mistura do dia anterior.

Numa taça, juntar a farinha, o sal e o leite de soja em pó. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior a água, o óleo e o açúcar. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta de forma a ficar totalmente coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Salpicar a bancada com farinha e esticar aí a massa com as mãos. Enrolar as extremidades mais curtas sobre elas próprias e depois, começando numa das extremidades mais largas, enrolar a massa sobre si mesma, obtendo a forma de um rolo.

Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e tapar com um pano húmido. Deixar levedar mais 2 horas.


Tarde do segundo dia


1 colher de sopa da mistura do dia anterior
60 g de farinha de arroz
3 g de óleo de sésamo
2 g de sal fino
5 g de açúcar
55 g de água tépida

Aquecer o forno a 230º. 

Juntar a farinha de arroz com o sal e o açúcar. Adicionar o azeite, o isco e a água e mexer. Pincelar o pão com esta mistura.

Levar ao forno durante 15 minutos. Baixar a temperatura para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o forno e deixar o pão no seu interior mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pão da Toscana

Vi este pão fantástico no Hortus Natural Cooking e claro que não podia deixar passar esta receita! Adoro fazer pão usando o isco selvagem e quanto mais rústico o pão é, melhor se adapta a esta forma de o confecionar.

Esta receita tem a particularidade de usar farinha de castanha, ingrediente pelo qual a Toscana é famosa (e que tem mesmo um selo DOP!). Fui logo à procura da dita farinha, que não tinha em casa, e aproveitei para fazer o pão logo que tive oportunidade. E em boa hora! A textura é densa mas fofa e o sabor adocicado da castanha casa-se divinalmente com o aroma do alecrim. Para quem gosta de pão, é uma receita a experimentar o mais rapidamente possível!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha integral
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
175 g de farinha de espelta
125 g de farinha de castanha
240 g de farinha de trigo (ou de espelta) branca
90 g de miolo de noz
1 colher de sopa de mel de cana
1 colher de sopa de folhas de alecrim
200 g de água tépida
8 g de sal fino
Azeite qb


Numa taça, juntar as farinhas, o alecrim, as nozes grosseiramente partidas e o sal. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior a água e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com azeite. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta de forma a ficar totalmente coberta com o azeite. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dobrar a massa algumas vezes sobre si própria, sem exercer muita força, e dar-lhe a forma desejada. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com farinha e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 2 horas.

Aquecer o forno a 250º. Quando o forno tiver atingido a temperatura, dar uns cortes na superfície do pão e metê-lo no forno imediatamente. Após 5 minutos, baixar para 230º e deixar cozer mais 10 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 25 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Pão de peru

Ainda tinha no congelador uma caixa de peru do Natal com o seu recheio e um jantar de amigos foi o pretexto para experimentar esta receita, que não me saía da cabeça desde que fiz o pan de jamón. Foi uma das melhores opções de aproveitamento de restos! Ficou um pão delicioso, que faz uma excelente entrada ou prato principal.





Noite do primeiro dia:

60 g de isco de trigo
100 g de farinha de trigo integral
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente cerca de 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
265 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
20 g de açúcar branco
25 ml de óleo de girassol
1 colher de sopa de sementes de linhaça
50 ml de leite de soja


Triturar a linhaça até obter farinha. Juntar duas colheres de sopa de água, mexer e reservar.

Juntar a farinha, o sal e o açúcar. Misturar com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar a linhaça, o leite de soja e o óleo de girassol. Mexer bem com uma colher de pau. Verter esta mistura na cova aberta nas farinhas e tapar com a farinha que fica nas extremidades. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça que se usou no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta para ficar completamente coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente durante 6 horas.


Tarde do segundo dia:

400 g de restos de peru assado com o recheio
1 gema de ovo


Estender a massa do pão numa superfície enfarinhada, formando um retângulo. Se desejar, retirar um pouco da massa e cortar em forma de estrelas, para a decoração.

Por cima, espalhar o peru e o recheio.

Dobrar para cima do recheio as margens mais curtas, que vão ser as extremidades do pão. Enrolar o pão sobre si próprio (como se vê aqui).

Colocar o rolo num tabuleiro forrado com papel vegetal e picar com um garfo. Se usar, colocar as estrelas por cima. Pincelar com a gema de ovo batida.

Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 50 minutos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pão de batata doce

Descobri que não há nada melhor do que vegetais misturados no pão: puré de abóbora ou de lentilhas, curgete ou cenoura ralada - ou, neste caso, puré de batata doce -, os legumes tornam o pão mais húmido, o miolo mais fofo e a côdea estaladiça sem ser rija.

Este pão de batata doce fez portanto sucesso cá em casa! E de facto é difícil parar de comer fatia atrás de fatia...





Noite do primeiro dia:

50 g de isco de trigo integral
100 g de farinha de trigo (ou de espelta) integral
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
500 g de batata doce (2 batatas doces médias)
550 g de farinha de trigo (ou de espelta) branca
1/2 colher de sopa de mel
8 g de sal fino
Óleo de girassol qb


Descascar e cozer as batatas em água. Quando estiverem cozidas, escorrê-las, reservando o líquido. 

Triturar as batatas até obter um puré. Deixar arrefecer.

Quando o puré e a água de cozer as batatas estiverem quase frios, juntar o puré, a farinha e o sal. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior 150 g da água de cozer as batatas já tépida (não usar a água quente, porque senão as leveduras morrem!) e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 a 4 horas.

Passar a massa para uma forma forrada com papel vegetal. Salpicar com farinha integral e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 3 horas.

Levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 15 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Pão semi-integral com salva

No Frango do Campo, vi uns pãezinhos com salva e tomilho que me pareceram muito interessantes. Por isso, "roubei" a ideia e criei o meu próprio pão com salva, que ficou divinal. Assim que o cortámos, o aroma que se espalhou no ar fez-me logo pensar nas tostas catalãs com alho, azeite e tomate!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo
200 g de farinha de trigo integral
200 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 a 10 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
50 g de farinha de trigo integral
450 g de farinha de trigo branca
40 g de folhas de salva fresca
Raspa de 1 limão10 g de sal fino
1 colher de sopa de mel
200 g de água morna
Óleo de amendoim qb


Juntar as farinhas, a raspa de limão, o sal e as folhas de salva picadas e misturar bem. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o mel e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades, cobrir com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos. 

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de amendoim. Colocar aí a massa e dar-lhe umas voltas, de modo a ficar coberta pelo óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dar umas voltas à massa. Formar uma bola. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Cobrir com um pano húmido e deixar repousar mais 2 horas.

Aquecer o forno a 230º. Dar um corte no pão com uma faca afiada e levar o pão ao forno. Deixar cozer 15 minutos, após o que se baixa a temperatura para 200º.

Após 30 minutos, desligar o forno e deixar o pão no seu interior mais 10 minutos a terminar a cozedura.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



O interior
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