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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Korma de tofu com vegetais

O korma é um tipo de caril muito conhecido fora da Índia, existente em todos os restaurantes indianos, associado normalmente a um molho rico, com natas, sem picante. No entanto, este prato pode ter várias versões diferentes, consoante a região de onde provém; na verdade, a palavra "korma" significa apenas refogar!

O tofu presta-se bem a este tipo de pratos, porque tende a absorver os temperos, fazendo uma excelente refeição vegetariana. Esta receita acontece em colaboração com a Mercearia Bio, que me desafiou a participar no seu site, que publica uma receita por semana, sempre às sextas feiras.



Ingredientes:

500 g de tofu
25 g de amêndoas peladas
1 noz grande de gengibre
2 dentes de alho
3 vagens de cardamomo
1 cebola
1 curgete
1 cenoura
1 colher de chá de sementes de cominhos
1 colher de chá de sementes de coentros
150 ml de leite de coco
150 ml de "nata" de coco (creme de coco para cozinhar)
1 molho de coentros
Sal
Óleo de sésamo não tostado (ou outro óleo vegetal com sabor neutro)


Cortar o tofu ao meio no sentido longitudinal. Embrulhar num pano de cozinha e colocar um peso por cima para escorrer o excesso de água.

Cortar a cenoura em rodelas, a cebola em meias luas e a curgete em cubos grandes. Retirar as sementes das vagens de cardamomo. No moinho de café, triturar as sementes de coentros e de cominhos.

No almofariz ou liquidificador, colocar os talos dos coentros, as amêndoas, o gengibre e os alhos descascados. Triturar tudo com um pouco de água até obter uma pasta. Reservar.

Num fio de óleo aquecido no wok, dourar  de ambos os lados as cenouras e as curgetes. Reservar.

Cortar o tofu em cubinhos pequenos e dourar num fio de óleo. Adicionar os cominhos e os coentros moídos, temperar com um pouco de sal e mexer bem. Reservar.

Voltar a acrescentar um fio de óleo ao wok e juntar a cebola cortada em meias luas, juntamente com as sementes de cardamomo. Quando a cebola estiver transparente, adicionar a pasta de amêndoas. Cozinhar durante alguns minutos.

Adicionar então o tofu, os vegetais e o leite de coco. Tapar e deixar cozinhar em lume brando até os legumes estarem tenros.

Acrescentar sal, se necessário, e adicionar então a "nata" de coco, deixando ao lume até começar a fervilhar. Desligar imediatamente e servir polvilhado com as folhas dos coentros picadas, acompanhado com arroz basmati integral.

Como qualquer caril, este prato fica ainda mais delicioso no dia seguinte!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Quadrados de banana, cacau e gengibre

Esta receita foi inspirada numa outra do Ambitious Kitchen. Fica um bolo pouco doce, mas muito saboroso.




Ingredientes:

4 bananas
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 de chávena de miolo de amêndoa com pele
1/3 de chávena de farinha de coco
1/3 de chávena de cacau magro em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento
1 pitada de sal
50 g de gengibre cristalizado


Juntar os ovos, as bananas e a baunilha no liquidificador. Triturar até obter um creme.

Moer as amêndoas até obter farinha.

Numa taça, misturar as amêndoas, a farinha de coco, o cacau, o bicarbonato, o fermento e o sal. Juntar o creme líquido e misturar com uma colher de pau.

Partir o gengibre cristalizado em cubinhos pequenos. Adicionar metade à massa e misturar.

Verter a massa numa forma retangular, forrada com papel vegetal. Alisar a superfície e salpicar com o restante gengibre cristalizado.

Levar ao forno a 160º durante 20 minutos. Deixar arrefecer e cortar em quadrados.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Bolachas de castanha e Madeira

No Hortus Natural Cooking, vi estas bolachas com vin santo, um vinho doce italiano que, conjugado com farinha de castanha, faz uns apetitosos biscoitos. Resolvi experimentar a receita, com algumas alterações, usando o nosso vinho Madeira.





Ingredientes:

40 g de farinha de espelta
100 g de farinha de trigo branca
40 g de farinha de trigo integral
70 g de farinha de castanha
3 colheres de sopa de mel (ou xarope de agave)
50 g de vinho Madeira
50 g de leite de soja
50 g de óleo de sésamo não tostado (ou outro óleo vegetal de sabor neutro)
1 colher de sopa de essência de baunilha caseira
1 colher de sopa de fermento
1 pitada de sal


Juntar as farinhas, o sal e o fermento. Adicionar o mel, o Madeira, o leite, a baunilha e o óleo.

Misturar tudo até obter uma massa homogénea.

Colocar colheres de chá de massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 180º durante 15 - 20 minutos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Paté de chícharos e cenoura

Esta receita foi inspirada nesta outra do Tangerine Zest e faz um paté delicioso! O sabor e a textura lembram o hummous, com a cenoura a dar o toque especial.




Ingredientes:

3 cenouras
430 g de chícharos cozidos
1 colher de chá mal cheia de cominhos em pó
1 colher de chá mal cheia de pimentão doce
1 dente de alho
Sumo de meio limão
1 colher de sopa bem cheia de tahini (de preferência, caseiro)
Sementes de cominhos qb
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar as cenouras em bastões e salpicar com sementes de cominhos. Regar com um fio de azeite e levar ao forno a 220º durante 20 minutos.

No liquidificador ou processador de alimentos, juntar o alho, os chícharos, a cenoura assada, as especiarias, o sumo de limão, o tahini e três colheres de sopa de azeite. Triturar até obter uma pasta.

Temperar com sal e pimenta. Servir com legumes crus.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Millet com cenoura e funcho assado com molho de tofu e coentros

Mais uma refeição vegetariana bem conseguida, partindo de uma inspiração inicial da Saveurs.




Ingredientes:

1/2 cebola
3 dentes de alho
2 cenouras
2 bolbos de funcho grandes
150 g de millet
1 laranja grande
1/4 colher de chá de ras-el-hanout
2 colheres de sopa de hortelã picada
2 colheres de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de rama de funcho picada
Sal
Pimenta
Azeite

Molho:

250 g de tofu
1 molho de coentros
2 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
Sal
Pimenta


Cortar o funcho às fatias e assar no forno a 230º durante 20 minutos, virando a meio da cozedura.

Refogar a cebola e os alhos num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar as cenouras cortadas às rodelas. Deixar refogar alguns minutos.

Adicionar então o millet e deixar tostar ligeiramente. Acrescentar uma chávena e meia de água a ferver, um pouco de sal e deixar cozinhar em lume baixo.

Quando o millet estiver quase cozido, adicionar o sumo e a raspa da laranja e deixar fervilhar mais dois minutos. Retirar do lume, juntar as ervas e temperar com sal, pimenta e ras-el-hanout.

Para o molho, acrescentar todos os ingredientes à liquidificadora, juntando um pouco de água, se necessário. Bater até obter um creme.

Dividir o millet por quatro pratos; por cima, dividir o funcho. Terminar o prato com duas colheres de sopa de molho.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Sopa de tupinambo e avelã

Uma sopa maravilhosa, aveludada e muito gourmet, em que o sabor do tupinambo (de que já vos falei aqui) dá o toque absolutamente surpreendente, muito bem acompanhado pela avelã. Foi a minha receita para o tradicional jantar de Natal que fazemos todos os anos com um grupo de amigos, no qual cada pessoa é responsável por um prato. Assim, construímos um menu de degustação todo fino, sem dar muito trabalho a ninguém!

Este ano esse jantar foi adiado para depois do Natal (porque o dito é quando o homem quiser, certo?), mas nem por isso foi menos divertido e delicioso. Começou muito bem, com esta sopa inusitada, que podia fazer parte de um qualquer menu de degustação de um restaurante nórdico.




Ingredientes:

600 g de tupinambo ou girassol-batateiro
1 nabo
1 cebola grande
Resíduo de leite de avelã (a parte sólida que fica depois de se coar o leite vegetal)
Avelãs qb
Rama de funcho qb
Sal
Pimenta


Descascar os tupinambos, o nabo e a cebola. Juntar numa panela, adicionando o resíduo de avelã. Acrescentar água, sem cobrir completamente os vegetais. Levar a cozer até estar tudo bem cozido.

Triturar no liquidificador até obter um creme aveludado. Acrescentar um pouco de água, se necessário.

Voltar a levar a lume brando e deixar fervilhar mais 15 minutos. Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Entretanto, tostar as avelãs no forno. Depois de tostadas, embrulhá-las num pano e esfregar umas contra as outras para sair a pele. No almofariz, partir grosseiramente.

No momento de servir, colocar uma rama de funcho e algumas avelãs partidas.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Dolmadakia

Os dolmadakia são uma receita do Médio Oriente - quem conhece a cozinha libanesa, turca e grega provavelmente já os provou. Normalmente, são feitos com folhas de videira e são servidos frios, como entrada. Neste caso usei folhas de beterraba (inspirada nesta receita) e de couve tipo kale, fiz algumas alterações ao recheio tradicional e servi-os quentes, como prato principal.




Ingredientes:

30 folhas de beterraba
15 folhas pequenas de couve
1 cebola
3 dentes de alho
1 couve-rábano
3 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de sopa de sementes de girassol
20 pistácios descascados
80 g de arroz para risotto
1 1/2 colher de sopa de salsa picada
1 1/2 colher de sopa de menta picada
1 1/2 colher de sopa de rama de funcho picada
1/2 colher de chá de pimentão doce
1 colher de café de paprika picante
Sumo de meio limão
Sal
Pimenta
Azeite


Colocar uma panela com água a ferver. Ferver as folhas durante 1 minuto. Retirar as folhas e reservar a água.

Picar a cebola e os alhos e refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar a couve-rábano ralada e cozinhar em lume brando durante alguns minutos.

Adicionar a polpa de tomate, temperar com sal e pimenta e juntar o arroz e meio copo de água quente. Deixar fervilhar até a água ter sido absorvida.

Tostar as sementes e os pistácios. Partir grosseiramente no almofariz e acrescentar ao recheio, juntamente com as ervas aromáticas. Corrigir os temperos, se necessário.

Rechear as folhas colocando uma colher de café de recheio no centro e enrolando as folhas sobre o recheio. No caso das folhas de beterraba mais pequenas, pode usar-se duas folhas sobrepostas.

Ir dispondo os rolinhos numa frigideira pequena, de modo a ficarem bem apertados uns contra os outros.

Regar com o sumo de limão e acrescentar alguma água da cozedura as folhas, só até cobrir os rolinhos. Salpicar com sal grosso. Colocar um prato por cima e levar a lume médio durante 15 minutos.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Salada de tupinambo com nozes

O tupinambo, também conhecido como girassol-batateiro ou alcachofra-girassol (conhecido em inglês como Jerusalem artichoke), é um tubérculo muito usado na cozinha escandinava. De sabor suave e adocicado, quando cozinhado lembra a textura da batata doce, mas mais delicada. A primeira vez que provei este ingrediente foi quando visitei Copenhaga e fiquei fã!

Com um índice glicémico mais baixo do que a batata, não contém amido mas inulina, estando portanto indicado para diabéticos por não alterar os valores da glicémia. Na verdade, este tubérculo não tem nada a ver com as alcachofras, mas sim com o girassol, e é uma excelente fonte de potássio, ferro, fósforo, magnésio, zinco e vitaminas.

Imaginem a minha alegria quando dei com eles no mercado biológico do Campo Pequeno! Claro que trouxe uns quantos para casa e resolvi experimentar esta salada, cuja receita encontrei no The Scandinavian Cookbook, de Trine Hahnemann.




Ingredientes:

250 g de tupinambo
3 fatias de limão
50 g de miolo de noz
1 colher de chá de mostarda
1/2 colher de chá de açúcar mascavado
2 colheres de sopa de vinagre de sidra
2 colheres de sopa de óleo de girassol
Sal
Pimenta


Colocar uma panela com água a ferver. Quando a água começar a ferver, juntar as fatias de limão e um pouco de sal grosso. Descascar então os tupinambos, cortando em fatias finas. Ir colocando na água à medida que se for cortando, para impedir que escureçam.

Partir grosseiramente as nozes. Numa taça, juntar a mostarda, o açúcar, o vinagre e o óleo. Temperar com sal e pimenta e misturar bem.

Juntar as nozes e o tupinambo, envolver bem e servir imediatamente.

Faz um delicioso acompanhamento para pratos de peixe.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Panquecas de grão, alho francês e couve-rábano

Inspirada nesta receita do Bon Appétit, fabriquei estas panquecas salgadas que fazem um jantar delicioso!

A couve-rábano não é muito utilizada em Portugal, mas costuma aparecer com frequência na culinária de outros países, sobretudo em saladas. Quando usada crua, é normalmente ralada e tem um grande poder anti-oxidante, praticamente nenhuma gordura e alta concentração de manganês, cálcio, potássio e ferro. Eu também a utilizo cozinhada, por exemplo em guisados.

Neste caso, é um meio termo - a couve-rábano ralada é adicionada à massa das panquecas, que ainda vão ser cozinhadas a seguir. Portanto fica meio crua, meio cozinhada, mas o que interessa é que o resultado é mesmo saboroso!




Ingredientes:

110 g de farinha de grão
1 colher de sopa de sementes de linhaça
1/2 alho francês (a parte branca)
1 couve-rábano
1 colher de sopa de coentros frescos picados
1/2 colher de chá de fermento
Sal
Pimenta
Azeite


Picar o alho francês e saltear num fio de azeite. Triturar as sementes de linhaça e juntar três colheres de sopa de água. Ralar a couve-rábano.

Numa taça, misturar a farinha de grão e o fermento. Adicionar uma colher de sopa de azeite, a linhaça e 125 ml de água. Misturar bem até formar uma massa homogénea, sem grumos.

Juntar o alho francês, a couve-rábano e os coentros. Temperar com sal e pimenta.

Aquecer uma frigideira anti-aderente com uma colher de sopa de azeite. Fritar as panquecas de um lado e de outro (rende cerca de 16 panquecas pequenas).

Servir com uma salada verde.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Guisado de feijão preto com alcachofras

Mais uma receita do Nigel Slater que imediatamente captou a minha atenção! Aproveitei para usar uma das pastinagas que tinha comprado no mercado biológico do Campo Pequeno. Também chamada xerovia, este legume, pouco usado em Portugal, é típico de climas mais frios e está repleto de fibras, ácido fólico, cálcio e vitaminas.

Os corações de alcachofra dão a este prato um toque inusitado. Uma combinação improvável que resulta mesmo bem! A receita faz três doses bem compostas, com a quantidade de proteína necessária e o valor de hidratos de carbono dentro dos limites da dieta diabética.





Ingredientes:

1 cebola grande
1 talo de aipo
3 cenouras pequenas com rama
1 nabo pequeno
1 pastinaga
1 colher de sopa de alecrim
6 raminhos de tomilho-limão
500 ml de caldo de legumes (de preferência, caseiro)
450 g de feijão preto cozido
200 g de corações de alcachofra em conserva
2 colheres de sopa de salsa picada
Azeite
Sal
Pimenta


Picar a cebola e o aipo. Cortar os nabos e a pastinaga em cubos. Separar as ramas e cortar as cenouras em rodelas.

Refogar a cebola picada num fio de azeite. Quando estiver dourada, juntar o aipo, a pastinaga, os nabos e a cenoura. Deixar cozinhar em lume médio baixo durante alguns minutos.

Entretanto, picar a rama das cenouras. Picar também o alecrim. Quando os legumes estiverem salteados, juntar a rama das cenouras, o alecrim picado e os ramos de tomilho inteiros. Mexer e deixar cozinhar alguns minutos.

Juntar então o caldo de legumes. Tapar e deixar fervilhar durante 15 minutos.

Adicionar em seguida o feijão e as alcachofras. Deixar cozinhar mais 10 minutos. Retirar do lume, temperar com sal e pimenta e salpicar com salsa picada.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bolo de cacau, arandos e noz pecã

Tinha guardado esta receita do Chubby Vegan para experimentar um dia que me apetecesse um bolinho. E chegou esse dia!

Fiz algumas alterações para o tornar ainda mais leve e saudável e parece-me que resultou muito bem. Fica um bolo pouco doce, mas cheio de sabor.




Ingredientes:

50 g de arandos desidratados
100 ml de aguardente velha
60 g de noz pecã
35 g de sementes de linhaça
50 ml de água
120 g de tâmaras desidratadas
350 ml de leite de soja
1 colher de sopa de óleo de girassol
225 g de farinha de trigo
8 g de fermento
40 g de cacau magro em pó
1/2 colher de chá de canela



Demolhar os arandos na aguardente e reservar.

Triturar as sementes de linhaça e misturar com 50 ml de água. Mexer bem e reservar.

Demolhar as tâmaras em água acabada de ferver durante alguns minutos.

Quando as tâmaras estiverem amolecidas, escorrer a água e colocá-las no liquidificador, juntamente com o leite de soja. Bater até obter uma consistência homogénea.

Peneirar a farinha, o fermento, o cacau e a canela para uma taça.

Misturar as sementes de linhaça, o óleo de girassol e o creme de tâmaras. Bater até a mistura estar bem incorporada.

Escorrer os arandos, descartando o líquido, e juntar à mistura anterior. Colocar algumas nozes pecã inteiras no fundo da forma de silicone. O restante, partir aos pedaços e juntar à massa.

Misturar bem. Verter a massa na forma. Levar ao forno a 180º durante 35 minutos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quinoto de cogumelos com sidra

Toda a gente conhece o risotto, mas nem todos conhecem o quinoto. Muito menos o quinoto com sidra, que foi uma invenção minha quando já tinha a panela ao lume e me dei conta que não tinha vinho branco!

E funciona na perfeição! O sabor adocicado da sidra casa-se maravilhosamente bem com o travo meio amargo da quinoa, destacando o sabor dos cogumelos. Aromatizado com tomilho e salva, este é o melhor prato de quinoa que já saiu da minha cozinha!





Ingredientes:

400 g de cogumelos brancos
80 g de quinoa
1 cebola
1 dente de alho
1 1/2 colher de sopa de folhas de salva picadas
3 raminhos de tomilho
1/2 copo de sidra de maçã
300 ml de caldo de legumes (de preferência caseiro)
1 colher de sopa de "nata" de arroz
Sumo de limão qb
Sal
Pimenta
Azeite


Lavar a quinoa em várias águas.

Picar a cebola e refogar num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar os cogumelos fatiados.

Quando os cogumelos começarem a murchar, adicionar os ramos de tomilho, o dente de alho picado e metade das folhas de salva. Tapar e baixar para lume brando.

Os cogumelos vão libertar a sua água. É nesse momento que se acrescenta a quinoa, refrescando com a sidra.

Voltar a subir o lume para médio alto e deixar cozinhar destapado. Quando a quinoa tiver absorvido o líquido, ir acrescentando o caldo de legumes, meia concha de cada vez. Usar apenas a quantidade necessária para cozer a quinoa, descartando o restante caldo de legumes, se sobrar.

A quinoa leva mais tempo a cozinhar do que o arroz, mas mesmo assim o melhor é não a deixar a cozinhar sem vigilância, para ter a certeza que o quinoto não pega ao fundo do tacho.

No final, temperar com sal e pimenta e juntar a "nata" de arroz, umas gotas de sumo de limão e as restantes folhas de salva. Mexer bem, retirar as hastes de tomilho e servir imediatamente, acompanhado com legumes verdes cozidos.

Esta receita dá para duas pessoas que comam doses pequenas. Se não for o caso, pode sempre aumentar-se a dose de quinoa por pessoa, não esquecendo de aumentar proporcionalmente a quantidade de caldo de legumes.

domingo, 22 de novembro de 2015

Batata e abóbora ao estilo Karahi

Mais uma receita do World's Greatest-Ever Curries, de Mridula Baljekar, estas batatas salteadas com abóbora e especiarias fazem um acompanhamento delicioso! Cheias de sabores, graças a uma mistura generosa de especiarias trazem todos os aromas da cozinha indiana num só prato!





Ingredientes:

1 1/2 cebola
3 dentes de alho
2 batatas (cerca de 250 g)
3 fatias de abóbora-menina (cerca de 250 g)
1/2 malagueta
6 folhas de caril
1/2 colher de chá de sementes de cominhos
1/8 colher de chá de sementes de cebola
1/8 colher de chá de sementes de mostarda
1/8 colher de chá de sementes de feno grego
1/2 colher de chá de sementes de erva doce
1 noz de gengibre fresco
2 colheres de sopa de óleo de sésamo
1 colher de sopa de coentros frescos picados


Cortar a cebola em meias luas e laminar os alhos. Ralar o gengibre. Cortar a abóbora e a batata em cubos.

Aquecer o óleo numa frigideira anti-aderente e juntar a malagueta, o gengibre, os alhos e as especiarias. Refogar durante 1 minuto em lume médio, depois baixar para lume brando e deixar refogar mais alguns minutos.

Voltar a subir o lume e juntar a cebola. Deixar cozinhar até ficar dourada. Juntar então a abóbora e as batatas e misturar bem.

Deixar cozinhar tapado em lume brando, mexendo de vez em quando, até os legumes estarem cozidos.

Temperar com sal e juntar os coentros picados.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Hambúrgueres de millet e abóbora

No My Darling Lemon Thyme encontrei, já há muito tempo, esta receita que guardei para experimentar. Os dias vão passando, os meses também, e de cada vez que me decidia a experimentar faltava a abóbora! Desta vez, comprada uma bela abóbora hokaido, decidi logo pô-la de parte para esta receita.

Fiz algumas adaptações à receita original e acho que resultou muito bem. Ficam uns hambúrgueres saborosos e nutritivos, que fazem um excelente almoço vegetariano.




Ingredientes:

2 chávenas de millet cozido
1 abóbora hokaido pequena (com cerca de 700 g)
1 ovo
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de flocos de aveia
2 colheres de sopa de farinha de milho pré-cozida
2 colheres de sopa de coentros frescos picados
1/2 cebola tenra picada
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco
Sal
Pimenta
Azeite


Descascar a abóbora e cortar em rodelas. Regar com um fio de azeite e levar ao forno a 220º até ficar assada (cerca de 25 minutos).

Triturar os flocos de aveia e colocar numa taça grande. Juntar todos os outros ingredientes. Misturar, desfazendo a abóbora com as mãos. Temperar com sal e pimenta.

Formar 12 hambúrgueres. Levar ao frigorífico durante meia hora.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira anti-aderente e dourar os hambúrgueres de um lado e de outro.


domingo, 25 de outubro de 2015

Crumble de maçã e banana

Esta receita foi inspirada nesta outra do La Cuisine d'Anna et Olivia. Queria fazer uma sobremesa leve mas saborosa e este crumble foi a receita perfeita!





Ingredientes:

1 colher de sopa de pasta de sementes de abóbora (como a manteiga de sementes de girassol que se vê aqui)
3 colheres de sopa de leite de amêndoas
1 colher de sopa de essência de baunilha
35 g de açúcar mascavado escuro
20 g de farinha de arroz
30 g de flocos de aveia (certificados sem glúten, para uma versão sem glúten)
2 maçãs
1/2 banana
100 ml de sidra de maçã
Sementes de abóbora qb


Misturar a pasta de sementes de abóbora com o leite de amêndoas até obter uma mistura homogénea. Adicionar a essência de baunilha e o açúcar e bater bem.

Juntar a farinha de arroz e os flocos de aveia. Reservar.

Cortar as maçãs em lâminas e a banana em rodelas. Distribuir a fruta numa assadeira pequena. Regar com a sidra.

Espalhar a cobertura por cima, cobrindo completamente a fruta. Salpicar com sementes de abóbora.

Levar ao forno a 180º durante 40 minutos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Curgete e beringela alla Scapese

Esta é uma receita de Antonio Carluccio que me ficou debaixo de olho, mas que nunca tinha chegado a experimentar. Resolvi fazê-lo como acompanhamento, embora no sul de Itália este prato se sirva normalmente como entrada. Seja como for, vale a pena experimentar!





Ingredientes:

2 curgetes
2 beringelas
1 molho de hortelã
2 dentes de alho
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Azeite
Sal


Pelar e cortar as beringelas às rodelas. Colocar numa taça com água e sal e deixar repousar 30 minutos.

Entretanto, preparar a marinada. Numa taça grande, juntar quatro colheres de sopa de azeite, o vinagre, a hortelã grosseiramente cortada e os dentes de alho esmagados. Misturar bem e temperar com sal.

Cortar as curgetes em rodelas e dourar em azeite.

Escorrer as beringelas e dourar em azeite.

Juntar os legumes à marinada, misturar bem e tapar com película aderente. Levar ao frigorífico a marinar durante a noite.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Panquecas de rúcula e tomate seco

Estas pequenas panquecas salgadas fazem uma entrada original ou uma refeição vegetariana, acompanhadas por uma bela salada verde.




Ingredientes:

150 g de farinha de trigo sarraceno
2 dentes de alho
115 g de curgete
85 g de rúcula
25 tomates secos
1/2 colher de chá de flor de sal
Pimenta
Azeite


Demolhar o tomate seco em água a ferver e deixar repousar durante 20 minutos.

Juntar a farinha com 250 ml de água. Misturar bem. Adicionar o sal.

Picar os dentes de alho finamente. Ralar a curgete e escorrer o excesso de água. Lavar e picar a rúcula. Picar o tomate seco. Misturar tudo à massa das panquecas. Temperar com sal e pimenta.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com azeite. Colocar colheres de sopa de massa, com espaço entre elas para não pegarem. Virar e dourar do outro lado.

Repetir a operação até terminar a massa (rende cerca de 16 panquecas pequenas).

domingo, 27 de setembro de 2015

Pizza alternativa (vegan / sem glúten)

Esta pizza é super alternativa! Uma base sem glúten, feita com batata doce, sésamo e farinha de grão, faz desta uma experiência bastante diferente. O sabor é ótimo e a textura também, mas claro que não pode ser igual à pizza tradicional, com massa de pão e cheia de queijo por todo o lado.

Para quem gosta de experimentar coisas novas e descobrir novos sabores, aconselho vivamente que experimentem esta receita! Ainda para mais tem a grande vantagem de ter um índice glicémico muito mais baixo do que a pizza normal, precisamente por não usar nenhum tipo de cereal, portanto é indicada para diabéticos ou para pessoas em dieta de emagrecimento.

A inspiração veio do One Green Planet.




Ingredientes:

Massa

150 g de sementes de sésamo
150 g de batata doce ralada
35 g de farinha de grão
1 colher de chá de oregãos
1/2 colher de chá de alho em pó
1/2 colher de chá de manjericão seco
3/4 colher de chá de flor de sal
75 ml de azeite

Recheio

6 colheres de sopa de molho de tomate (de preferência caseiro)
3 colheres de sopa de "nata" vegetal (usei de coco, mas pode ser de arroz)
1 cebola pequena
1/2 beterraba
8 tomates cherry
5 cogumelos marron
2 dentes de alho
8 azeitonas verdes
1/2 cebola tenra (a parte verde)
1 colher de sopa de folhas de manjericão fresco picadas
Azeite


Ralar a batata doce. Triturar as sementes de sésamo até obter farinha. Juntar ambos com a farinha de grão e misturar. Adicionar os restantes ingredientes da massa e amassar com as mãos.

Num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal, colocar a massa. Com o rolo, estender até obter uma circunferência de cerca de 30 - 35 centímetros de diâmetro.

Levar ao forno a 150º durante 40 minutos.

Entretanto, preparar o recheio. Cortar o tomate cherry em metades e a cebola tenra em rodelas. Demolhar as azeitonas e picar em rodelas.

Cortar a beterraba em rodelas muito finas. Laminar os cogumelos, picar os alhos e cortar a cebola em rodelas.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com azeite e dispor as rodelas de beterraba. Deixar cozinhar em fogo esperto até ficarem grelhadas de ambos os lados. Reservar.

Na mesma frigideira, acrescentar um fio de azeite e refogar as rodelas de cebola. Reservar.

Dourar os alhos e cozinhar os cogumelos só até começarem a murchar. Retirar do lume e reservar.

Misturar o molho de tomate com duas colheres de "nata" vegetal. Cobrir a pizza com este molho e salpicar com metade das folhas de manjericão.

Por cima, dispor primeiro os ingredientes cozinhados - beterraba, cebola, cogumelos. Em seguida, espalhar os crus - azeitonas, tomate, cebola tenra.

Regar com a restante "nata" vegetal. Levar ao forno a 200º mais 10 minutos. Retirar do forno e salpicar com o restante manjericão.




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Paratha sem glúten

Paratha é um pão indiano, sem fermento, que normalmente tem um aspeto espalmado. Pode ou não ter recheio, e pode ser feito com diversos tipos de farinhas e aromatizado com especiarias ou ervas diferentes. O mais clássico é o laccha paratha, feito de farinha de trigo integral, mas há muitos outros tipos, nomeadamente sem glúten.

Foi o desafio lançado pelo Bake The World para este mês e como tenho andado a experimentar o mundo dos pães sem glúten, resolvi ir à procura de uma receita que me seduzisse.

Inspirei-me no site Tarladalal para confecionar estes paratha amarelinhos, que acompanham divinalmente um bom caril de legumes ou este tofu mexido com quiabos. O alho em pó e o gengibre dão a estes pães um sabor especial, bem guloso!




Ingredientes:

65 g de farinha de grão
75 g de farinha de arroz integral + farinha para polvilhar
95 g de farinha de milho pré-cozida
10 g de sementes de sésamo
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1/4 de colher de chá de cúrcuma
1 pitada de açúcar
190 ml de água tépida
Sal
Óleo de girassol


Juntar as farinhas, as sementes, o alho em pó, as especiarias e o açúcar. Misturar com um garfo.

Ir adicionando pequenas quantidades de água à massa. Primeiro vai-se misturando com o garfo, depois começa-se a amassar com as mãos.

Ir juntando a água até obter a consistência desejada - sem colar às mãos, mas suficientemente suave para se poder estender.

Juntar então o sal e continuar a amassar.

Dividir a massa em sete partes iguais, formando bolinhas.

Forrar a bancada com película aderente. Salpicar generosamente com farinha de arroz. Colocar uma bolinha no centro e cobrir com película. Estender a massa com o rolo, com cuidado para não romper a película, até obter um círculo de cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Reservar, cobrindo com um pano húmido. Voltar a salpicar a bancada com farinha de arroz e repetir o processo para as restantes bolas de massa.

Pincelar uma frigideira com óleo de girassol. Colocar uma paratha e deixar cozinhar em fogo esperto durante 3 minutos, até começarem a formar-se bolhas. Nessa altura, pincelar a paratha com óleo e virar para dourar o outro lado, deixando cozinhar mais 3 minutos.

Reservar, mantendo quente. Repetir o processo até acabar de cozer os setes pães.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Tofu mexido com quiabos

Já tinha visto várias vezes o tofu preparado como se fosse ovo mexido, mas nunca me tinha decidido a experimentar! Finalmente, esta receita do The Kitchn fez a coisa acontecer! Claro que fiz as minhas adaptações costumeiras, até porque tinha um saquinho de quiabos que me pareceram uma combinação perfeita com o tofu e as especiarias.

E é uma bela maneira de cozinhar o tofu, porque fica impregnado de sabor e com uma textura bastante agradável.





Ingredientes:

250 g de tofu
200 g de quiabos
1 cebola pequena
1 cenoura pequena
75 g de pimento vermelho
1/2 colher de chá de coentros moídos
1/2 colher de chá de pó de caril
1/4 colher de chá de cúrcuma
1/4 colher de chá de alho em pó
1 pitada de piri-piri
Azeite
Sal
Pimenta


Escorrer o tofu e enrolar numa toalha limpa. Colocá-lo num prato, com outro prato por cima e um peso, de modo a comprimir o tofu e retirar todo o excesso de água.

Refogar a cebola e o pimento picados num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, adicionar os quiabos cortados em rodelas grossas e a cenoura em cubinhos. Acrescentar as especiarias, misturar bem. Tapar e deixar cozinhar durante 10 minutos.

Esmagar o tofu com um garfo. Adicionar o tofu aos vegetais, juntamente com duas colheres de sopa de água, e misturar bem. Voltar a tapar e deixar cozinhar mais alguns minutos.

Temperar com sal e pimenta e servir com naan ou parathas.
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