sábado, 15 de março de 2014

Frango com endro, batatas e alho francês

Na Dinamarca, conhecemos uma cozinha fantástica! Cativante e saborosa, a cozinha tradicional é algo pesada, mas deliciosa! Os dinamarqueses, tal como os portugueses, são um povo que come bem - ou seja, em quantidade. Não dispensam o pão à mesa (sobretudo o tradicional pão de centeio), levam a sério as batatas, confecionam pratos de carne deliciosos, têm uma reputação a manter no que toca aos pratos de peixe e apreciam bastante os vegetais, sendo o aipo, a beterraba e a couve roxa personagens principais nesta cozinha.

O prato mais típico da Dinamarca é o smØrrebrØd - as sanduíches abertas, que se encontram por todo o lado, e que podem ser servidas de várias maneiras e constituídas pelos mais diversos ingredientes. Há sites dedicados a esta especialidade - como o Danish Open Sandwiches - e há muitos restaurantes que se especializam exclusivamente nestas pequenas obras de arte gastronómica.

O Kanal Cafeen é um desses locais e foi o que escolhemos para experimentar os smØrrebrØd. Há muitos outros, mas gostámos da localização deste, junto a um dos canais, do ambiente, cheio de habitantes locais bem dispostos e em alegre convívio, e das paredes repletas de "tarecos" alusivos ao mar. Também ajudou a ementa bem interessante, cheia de coisas deliciosas por onde escolher.

Normalmente, cada pessoa come três porções, mas nós ficámo-nos por duas por pessoa, e saímos de lá a abarrotar! O pão de centeio, que já de si é bastante nutritivo, as quantidades generosas de cada ingrediente, os molhos que se devem juntar, mais os vegetais frescos, marinados ou em pickle, que acompanham cada sanduíche... digamos que é mesmo uma sanduíche muito bem servida!

Não podia deixar de provar o tradicional arenque marinado - que é o que se vê na imagem e é uma delícia absoluta -, mas também provámos um paté de fígado caseiro que era de cair para o lado; veio também um bife tártaro à dinamarquesa e uma sandes de ovo, camarão e maionese carilada. Tudo isto servido numa travessa, com muitos pratinhos com alcaparras, beterraba marinada, pickles de pepino, rabanetes e cebola frescos, remoulade, etc...

Mas não só de sanduíches se faz a cozinha dinamarquesa! O endro marca presença - é sem dúvida a erva aromática mais usada -, mas também a salsa, a salva e o estragão (a influência francesa é muito evidente), a vitela, o pato e o frango são carnes muito frequentes, as batatas cozinhadas de muitas formas, os peixes fumados e marinados, muitos tipos de folhas que formam saladas ótimas e as alcachofras vêem-se muito nos mercados, juntamente com o tupinambo.

Muitas coisas saborosas, algumas que aparecem neste frango que hoje vos trago (adaptação do New Scandinavian Cooking).






Ingredientes:

1/2 frango do campo cortado em pedaços
3 batatas grandes
2 alhos franceses inteiros
6 dentes de alho
400 ml de caldo de galinha
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de endro picado
60 ml de azeite
1/2 colher de chá de raspa de limão
Sal
Pimenta


Numa taça, juntar o azeite, o sumo de limão e duas colheres de sopa de endro picado. Misturar bem e verter este molho sobre o frango. Temperar com sal e pimenta e deixar repousar.

Descascar as batatas e cortar aos cubos. Cortar os alhos franceses em pedaços de cerca de 5 centímetros, descartando apenas as pontas das folhas.

Num pirex, juntar as batatas, o alho francês e os alhos (sem descascar). Levar ao forno a 200º durante 30 minutos (mexendo a meio do tempo).

Afastar os legumes para as bordas do pirex e colocar os pedaços de frango no centro. Verter a marinada por cima e voltar a levar ao forno até a pele do frango começar a dourar, cerca de 25 minutos.

Juntar então o caldo de galinha e deixar cozer mais 30 minutos.

Salpicar com uma colher de sopa de endro picado e a raspa do limão e servir com salada.





Peixes fumados para todos os gostos




As alcachofras


Tupinambo com pastinacas ao fundo

quarta-feira, 12 de março de 2014

Hambúrgueres de feijão frade com nozes

Esta receita é uma adaptação de uma outra do One Green Planet e é uma excelente versão de hambúrguer vegetariano. Cheios de proteínas graças ao feijão frade e às nozes, fazem uma combinação fabulosa com o molho agri-doce chinês.

Participo com esta receita no passatempo de aniversário do Prazeres Saudáveis!




Ingredientes:

460 g de feijão frade cozido
50 g de miolo de noz
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 cenoura pequena
2 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de sopa de molho agri-doce
30 g de pão ralado (sem lactose)
Sal
Pimenta


Desfazer as nozes até ficarem em pó.

Triturar o feijão frade com a varinha mágica até obter uma pasta.

Adicionar ao feijão as nozes, a cebola e o alho picados, a cenoura ralada, os coentros, o molho agri-doce e o pão ralado. Misturar bem e temperar com sal e pimenta. Voltar a misturar.

Formar 12 hambúrgueres, que se colocam num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Levar ao forno a 200º durante 25 minutos.

Servir com cebolas fritas e molho agri-doce.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pão de centeio, aveia e sementes de girassol

Chegada de Copenhaga, as duas primeiras coisas que fiz na cozinha foram sopa e pão. Estes dois nunca podem faltar cá em casa - a sopa foi um creme de lentilhas, aromatizado com coentros em pó e cominhos; e o pão, inspirada pelos sabores dinamarqueses, foi este de trigo, centeio, aveia e sementes de girassol.

Os dinamarqueses levam a sério o pão (na imagem, podem ver uma banca de pão no mercado de Trovehallerne).

E devo dizer-vos que fiquei completamente apaixonada pelo pão que comi lá - desde o tradicional rugbrØd, o pão de centeio que se come de manhã à noite e que é usado como base das sanduíches abertas - ou smØrrebrØd -, típicas da gastronomia da Dinamarca (podem ver a receita aqui), até aos mais variados pães que nos foram servindo nos restaurantes, sempre confecionados com isco selvagem ou massa azeda (o chamado sourdough bread).

Como a importância do orgânico / biológico é muito forte em Copenhaga, todos os pães eram confecionados com isco, farinhas biológicas e ingredientes integrais. O que obviamente dá um sabor ao pão que é verdadeiramente especial! Lembro-me particularmente de uma noite em que fomos comer uma sopa de vegetais assados a um restaurante orgânico, o Bio Mio (ver a imagem em baixo), que por sorte ficava perto do nosso hotel no bairro de Vesterbro; eu ia com a intenção de comer apenas a sopa, mas assim que provei o pão que a acompanhava... devorei-o todo até ao fim!

Este é um restaurante que vale a pena visitar, não só pela qualidade da comida, como também pelo ambiente e pelo preço acessível (dado o nível dinamarquês, claro). Utiliza exclusivamente ingredientes biológicos, o que não parece ser complicado em Copenhaga, dado que no mercado, na zona das carnes, há uma bancada de carne biológica - só para vos dar um exemplo de como a alimentação e produção orgânica estão por todo o lado.

Mas chega de conversa, vamos à receita!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha de trigo branca
205 g de água tépida

Misturar tudo numa taça de vidro. Deixar repousar tapado com um saco de plástico durante 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

100 g de farinha de trigo integral
80 g de farinha de centeio
50 g de flocos de aveia
290 g de farinha de trigo branca
30 g de sementes de girassol + qb para polvilhar
7 g de sal fino
1 colher de sopa de mel
200 g de água tépida
Óleo de girassol


Juntar as farinhas, os flocos de aveia, as sementes de girassol e o sal. Misturar bem e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o mel e a água. Misturar bem e verter a mistura na cova aberta nas farinhas. Cobrir o líquido com a farinha que fica nas margens, tapar com o saco de plástico e deixar repousar 10 minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça de vidro usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar a massa e dar umas voltas, de modo a que fique coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar levedar à temperatura ambiente 4 horas.

Dar algumas voltas à massa e dividi-la em 3 partes. Com as mãos, moldar os pães. Colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal e salpicar com sementes de girassol.

Tapar com um pano húmido e deixar levedar mais 3 horas.

Aquecer o forno a 230º; quando o forno estiver bem quente, dar um corte nos pães com uma faca afiada e levar ao forno durante 15 minutos.

Baixar para 200º e deixar cozer durante 30 minutos. Desligar o forno e deixar o pão no interior a acabar a cozedura, durante mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



Bio Mio - sopa de vegetais, pão com sementes de abóbora 
e limonada com gengibre, menta e framboesa



RugbrØd - o famoso pão de centeio dinamarquês



Um exemplo de smorrebrØd, neste caso 
com remoulade, fiambre e cebolinho



segunda-feira, 10 de março de 2014

Barrinhas de caju, cacau e hortelã

Já ouviram falar do crudivorismo? Está na moda hoje em dia e basicamente é um movimento que defende que devemos comer os alimentos crus se queremos retirar o melhor do que comemos. É uma forma de alimentação vegetariana, a maior parte das vezes vegan (ou seja, dispensa todos os produtos de origem animal), que usa bastante processos como a fermentação, a desidratação e a germinação.

Eu pessoalmente nunca deixaria de comer alimentos cozinhados, tal como não pretendo deixar de comer carne ou peixe, mas estes novos movimentos despertam sempre a minha curiosidade. Por isso, resolvi experimentar estas barrinhas cruas do My Whole Food Life, e são boas! Excelentes para entrar na dieta pós-férias.





Ingredientes:

120 g de caju neutro
85 g de flocos de aveia
5 tâmaras secas
6 g de folhas de hortelã fresca
3 colheres de sopa de leite de soja (ou de aveia, para uma versão 100% crudívora)
1 colher de sopa de mel (ou geleia de agave, para uma versão vegan)
1 1/2 colher de sopa de cacau magro em pó


Triturar a aveia no moinho de café até obter farinha.

No liquidificador ou no processador de alimentos, triturar o caju. Juntar as tâmaras (sem caroço), as folhas de hortelã, o mel. Triturar até desfazer as tâmaras e a hortelã; adicionar em seguida a aveia e o leite de soja até obter uma pasta homogénea.

Finalmente, misturar o cacau. Moldar as barrinhas com as mãos (neste caso, rendeu 14 "bolachas") e dispor num prato forrado com papel vegetal. Levar ao frio pelo menos durante 1 hora.

Guardar no frigorífico numa caixa com tampa ou coberto com película aderente.

domingo, 9 de março de 2014

Rotolo de beringelas com espinafres

Não gosto da cozinha do Jamie Oliver. Sei que é uma afirmação polémica e que provavelmente vou perder alguns leitores a partir de hoje. Se calhar devia apagar este início...

Não vejo um pingo de originalidade na cozinha do Jamie Oliver. Aí têm, não só não apaguei, como ainda reforcei a ideia.

Sei que muitas pessoas adoram os seus programas, vibram com os seus livros e sonham em comer nos seus restaurantes. Eu não. Desde o início, quando folheei o primeiro livro que ele publicou, achei a sua cozinha desinteressante. Não me traz nada de novo - de inspiração mediterrânea, Jamie Oliver comporta-se como se tivesse descoberto a pólvora ao explicar que o azeite associado com a cebola e o tomate fazem uma combinação explosiva. Algo que já sabemos em Portugal e mais uma meia dúzia de países há vários séculos...

Na minha opinião, Jamie Oliver é apenas um fenómeno mediático. Mas valorizo o facto de ele usar o poder que os media lhe dão para fazer com que as pessoas cozinhem mais em casa, para mudar a alimentação nas escolas e outras causas a que ele se tem dedicado. Fantástico, palmas para ele - sem ironia.

Mas continuo a não achar graça à sua cozinha.

No entanto, há sempre exceções à regra, não é? Assim que vi uma adaptação de uma receita do último livro dele no Clavel's Cook, pensei em passar logo para outra receita; mas depois, resolvi continuar a ler o post e, com muita reticência, assumi perante mim mesma que era um prato que gostaria de experimentar. Mas eu não vou fazer uma receita do dito senhor!!!! Bom, se calhar vou. Porque a receita é boa, o Clavel's Cook é um blogue de que gosto, e porque há sempre exceções para todas as regras.

Em abono da verdade (e porque eu sou uma mulher de convicções!), é só uma "meia" exceção. Não posso deixar de dizer que o rotolo é um prato italiano, muito comum na zona da Lombardia, e que portanto, mais uma vez, não é de modo nenhum criação de Jamie Oliver. Para além disso, a receita original era de espinafres e abóbora, vegetal este que, na versão da Maria João, foi substituído por beringela. E finalmente, eu própria fiz algumas adaptações - pelo que, no meio de inspirações, adaptações e substituições, saiu um prato bastante diferente.

Mas o que interessa é que é delicioso! Por isso, resolvi partilhá-lo.




Ingredientes:

8 folhas de lasanha
2 beringelas pequenas
1 molho de espinafres frescos
1 cebola
3 dentes de alho
Sumo de meio limão
Sal
Pimenta
Noz Moscada
Azeite

Molho

1 cebola pequena
2 tomates
1 dente de alho
250 ml de polpa de tomate
100 ml de água
2 folhas de louro
1 1/2 colher de sopa de salva picada
Sal
Pimenta
Azeite


Cortar as beringelas em fatias no sentido longitudinal. Colocá-las lado a lado num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Numa taça, juntar um fio generoso de azeite e temperar com sal, pimenta e noz moscada. Pincelar as fatias de beringela com esta mistura e levar ao forno a 220º durante 20 minutos, virando a meio do tempo. Retirar do forno e regar com o sumo de limão.

Entretanto, picar a cebola e os alhos e refogar em azeite. Quando estiverem dourados, adicionar os espinafres picados. Tapar, baixa para lume brando e deixar cozinhar até os espinafres libertarem a água.

Retirar do lume e temperar com sal e pimenta.

Para o molho, picar a cebola e o dente de alho e refogar no azeite. Juntar o tomate cortado em cubinhos e as folhas de louro. Tapar e deixar cozinhar.

Ao fim de 10 minutos, adicionar a polpa de tomate e a água. Deixar fervilhar durante mais 5 minutos. Retirar do lume e temperar com sal, pimenta e salva picada.

Verter metade do molho numa forma quadrada de ir ao forno e reservar o resto.

Colocar uma panela com água e sal a ferver. Quando estiver a borbulhar, juntar as lâminas de lasanha duas a duas e deixar cozinhar até estarem maleáveis, mas sem estarem completamente cozidas (cerca de 3 minutos). Dispor as lâminas de lasanha lado a lado numa tábua de corte.

Por cima de cada lâmina colocar uma fatia de beringela (ou duas, se forem das mais pequenas) e por cima espalhar uma colher de sopa de espinafres salteados. Enrolar, cortar os rolinhos em duas metades e dispor no molho de tomate uns ao lado dos outros.

Regar os rolinhos com a outra metade do molho de tomate. Tapar com papel de alumínio e levar ao forno a 200º durante 25 minutos. Destapar e deixar cozinhar mais 15 minutos.

Servir com uma salada.


sábado, 8 de março de 2014

Arroz de frango luso-peruano

Já aqui vos mostrei uma receita peruana de arroz de frango; desta vez, resolvi fazer uma associação de ingredientes muito comuns na gastronomia portuguesa com outros ingredientes e temperos típicos da cozinha peruana. Resultou um arroz cheio de sabor, fácil de fazer e que está na mesa em meia hora!





Ingredientes:

2 peitos de frango
1/2 chouriço
2 cebolas
3 dentes de alho
1 cenoura
280 g de abóbora
120 g de feijão verde
150 g de milho cozido
165 g de arroz carolino
1/2 cubo de caldo de galinha
4 colheres de sopa de coentros frescos picados
1 colher de chá de pasta de ají amarillo
1/2 colher de chá de pasta de ají panca
1/2 colher de chá de alho em pó
Sal
Azeite


Refogar as cebolas e os alhos picados no azeite, juntamente com o chouriço cortado aos cubinhos.

Quando a cebola estiver transparente, juntar a cenoura às rodelas, a abóbora aos cubos grandes, o feijão verde em pedaços, o milho cozido e o frango cortado em cubos. Misturar bem e adicionar o ají amarillo, o ají panca, o alho em pó, os coentros picados e uma pitada de sal.

Ir mexendo até o frango corar de todos os lados (cerca de 10 minutos em lume médio-alto). Adicionar então 500 ml de água quente. Quando a água estiver a ferver, juntar o arroz e baixar um pouco o lume. Assim que o arroz estiver cozido, servir de imediato.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Crepes chineses vegetarianos

Cá em casa adoramos comida chinesa. Tudo o que sabe a chinês é bem vindo! E o que é que pode haver de mais chinês do que crepes? A diferença é que estes vão ao forno, em vez de serem fritos, seguindo a sugestão do Cooking Thumb (mas claro que há sempre a opção de fritar, se preferirem).

Como não tinha a massa dos crepes e não me apetecia sair para ir ao Martim Moniz (onde normalmente me abasteço deste tipo de ingredientes), resolvi fazer a massa em casa, inspirando-me numa receita do El Gran Chef, bem como o molho agri-doce. Acompanhados por uma salada, foram o nosso jantar no fim de semana, mas podem usar-se de forma mais tradicional como entrada.






Ingredientes:

160 g de couve
1 cenoura grande
1 cebola pequena
75 g de milho
2 dentes de alho
12 g de gengibre
2 colheres de sopa de coentros frescos picados
1 colher de sopa de óleo de amendoim
2 colheres de sopa de molho de soja escuro
1/2 colher de sopa de vinagre de arroz
1 colher de chá de açúcar branco
1 colher de chá de óleo de sésamo
Pimenta preta

Massa

130 g de farinha de trigo branca (sem fermento)
30 g de farinha de arroz
1 ovo
2 colheres de sopa de água fria

Molho

90 g de açúcar branco
85 ml de vinagre de vinho tinto
170 ml de água fria
50 ml de molho de soja
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de sopa de amido de milho



Começar por preparar a massa. Juntar as farinhas numa taça de vidro e abrir um buraco no meio.

Bater o ovo com a água. Verter no buraco aberto nas farinhas. Misturar com uma colher de pau.

Quando a farinha tiver sido absorvida, continuar a amassar com as mãos durante 7 minutos, até obter uma massa lisa e flexível.

Tapar com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas ou de um dia para o outro.

Antes de começar a confecionar os crepes, retirar a massa do frio e deixar repousar à temperatura ambiente enquanto se prepara o recheio.

Numa taça, juntar o óleo de sésamo, o molho de soja, o açúcar e uma pitada de pimenta preta. Misturar bem e reservar.

Descascar e ralar a cenoura e o gengibre. Cortar a couve em juliana. Picar os alhos e a cebola finamente.

Aquecer o óleo de amendoim num wok. Adicionar o gengibre, a cebola e o alho e saltear alguns minutos.

Quando a cebola estiver dourada, juntar a cenoura, a couve e o milho. Refogar durante 10 minutos. Acrescentar então o molho que se reservou.

Mexendo sempre, refogar em lume médio-alto durante 4 minutos, até o líquido evaporar.

Numa taça, juntar uma colher de chá de farinha com uma colher de sopa de água. Esta mistura servirá para selar os crepes.

Esticar a massa que entretanto se retirou do frio com o rolo até obter uma espessura bem fina.

Cortar 8 quadrados de mais ou menos 25 centímetros de largura, que se tapam com um pano húmido.

Colocar na bancada um quadrado com uma das pontas para baixo. Colocar uma colher de sopa de recheio na parte inferior do quadrado, enrolando a ponta que está para baixo por cima do recheio. Fechar os lados e fazer o recheio rolar sobre si próprio até ao fim (para se perceber melhor o processo, pode ver-se as imagens aqui).

Pincelar com um pouco de "cola" para selar. Colocar o crepe num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Repetir o processo para os restantes crepes.

Levar ao forno a 220º durante 25 minutos.

Entretanto, prepara-se o molho, juntando todos os ingredientes numa panela anti-aderente. Levar ao lume, mexendo sempre, até espessar. Retirar do lume, colocar numa taça e deixar arrefecer.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Salada de batata à dinamarquesa

Uma receita clássica da cozinha dinamarquesa, é o acompanhamento do dia-a-dia que vai bem com tudo e é também uma ótima salada para servir numa festa. Os dinamarquesas levam a sério as suas batatas, por isso elas são omnipresentes na gastronomia deste país!

A receita vem do site Danishnet e apenas sofreu ligeiras adaptações.




Ingredientes:

1 ovo
450 g de batatas pequenas
70 g de aipo
1 colher de sopa de cebola picada
1/2 pepino
50 ml de nata de soja
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de mostarda à antiga
80 g de maionese
1 colher de chá de sumo de limão
1 colher de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


Descascar e cozer as batatas inteiras. Cozer o ovo até a gema estar completamente cozida (cerca de 7 minutos).

Deixar arrefecer as batatas e o ovo. Quando estiverem completamente frios, cortar em pedaços.

Juntar o aipo cortado em rodelas, a cebola picada e o pepino cortado em cubinhos.

Numa taça, misturar a nata, o vinagre, a mostarda, sal e pimenta. Adicionar à mistura anterior e deixar repousar 20 minutos.

Juntar então a maionese e o sumo de limão. Envolver bem e deixar no frio pelo menos uma hora, tapado com película aderente, ou mesmo de uma dia para o outro.

No momento de servir, retificar os temperos, se necessário, e salpicar com salsa picada.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Hummous de batata doce

Adoro hummous, adoro batata doce e estou sempre em busca de receitas diferentes. Como é que podia passar por esta receita do The Fitchen sem a experimentar? Faz um dip bastante simpático, servido com vegetais crus ou tostinhas.





Ingredientes:

1 batata doce
1/2 colher de sopa de tahini (pasta de sésamo)
1 colher de sopa de azeite
3 colheres de sopa de sumo de limão
1 colher de chá de paprika picante
Sal
Pimentão doce para polvilhar


Cozer a batata doce aos pedaços em água com um pouco de sal (ou a vapor). Quando estiver cozida, escorrer bem a água.

Colocar a batata no liquidificador, juntar o sumo de limão, o azeite, o tahini, a paprika e uma pitada de sal. Triturar até obter uma mistura homogénea.

Colocar numa taça e provar; acrescentar mais sal ou mais sumo de limão, a gosto. Deixar arrefecer.

No momento de servir, polvilhar com pimentão doce.

terça-feira, 4 de março de 2014

Galettes bretonnes ou crepes salgados

Nunca publiquei aqui uma receita de pequeno-almoço, porque normalmente os nossos pequenos almoços são simples - fruta, pão feito em casa, uma fatia de fiambre, chá verde, e no final um café. Ao fim de semana, passamos para algo mais elaborado - acrescentamos um oeuf à la coque ao cardápio ou às vezes optamos por um brunch mais composto, mas sempre com coisas que já estejam feitas do dia anterior ou que não levem muito tempo a confecionar.

No domingo de manhã foi diferente - levantei-me uma meia hora mais cedo para experimentar esta receita do Marmiton que me tinha ficado debaixo de olho. E foi aprovada como uma verdadeira galette bretonne!

Também é excelente para um almoço mais ligeiro - e não se deixem enganar! Parece pouca quantidade, mas é bastante consistente! Pode fazer-se na versão tradicional, com farinha de trigo sarraceno, ou então substituir por farinha de trigo.





Ingredientes:

180 g de farinha de trigo sarraceno (ou120 g de farinha de trigo integral + 60 g de farinha de trigo branca)
5 g de sal fino
320 ml de água fria
4 ovos
4 fatias de fiambre cortado fino
Óleo de amendoim qb


Juntar a farinha e o sal. Misturar bem.

Envolver uma colher de sopa de óleo de amendoim na farinha. Ir misturando pouco a pouco a água, batendo com uma vara de arames para desfazer os grumos, até obter uma massa bastante líquida.

Pincelar uma frigideira anti-aderente com óleo e colocar uma concha de sopa mal cheia de massa. Rodar a frigideira, de modo a que a massa cubra todo o fundo. Deixar cozer até começar a formar bolhas e virar. Deixar cozer 30 segundos do lado oposto.

Colocar no centro uma fatia de fiambre e por cima abrir um ovo. Fechar de imediato as margens do crepe, como se vê na imagem, para não deixar escapar a clara do ovo.

Baixar para lume brando e tapar, cozinhando alguns minutos até a clara estar branca. Passar para um prato e reservar, mantendo quente.

Voltar a subir o lume e repetir o processo para os restantes ingredientes (rende quatro galettes).



Aqui em versão de trigo




domingo, 2 de março de 2014

Esparguete com salmão fumado e molho de manjericão

Neste site, encontrei uma receita que decidi adaptar - faz-se num instante e é deliciosa! Raramente publico receitas de massa, porque as massas que faço me parecem sempre tão simples que nem vale a pena partilhar. De certeza que toda a gente faz massas muito parecidas!

Mas esta, achei-a original o suficiente para ser publicada. Visualmente, penso que funcionaria melhor com esparguete normal, porque o verde do molho teria mais realce; mas cá em casa só comemos esparguete integral, portanto foi assim que saiu.





Ingredientes:

200 g de esparguete integral
100 g de salmão fumado
40 g de manjericão fresco
150 ml de nata de soja
100 ml de leite de soja
1 dente de alho
1 colher de sopa de sumo de limão
Sal
Pimenta preta


Pôr a ferver água com sal para a massa.

Colocar no liquificador o manjericão, o dente de alho descascado, a nata e o leite de soja. Acrescentar uma pitada de sal e uma pitada de pimenta. Triturar tudo até obter um molho verde.

Cozer o esparguete na água até estar al dente.

Levar o molho ao lume numa frigideira grande. Quando começar a borbulhar, juntar a massa escorrida e envolver bem, durante 1 minuto. Adicionar o salmão cortado aos pedaços e deixar fervilhar mais 30 segundos.

Retirar do lume e adicionar o sumo de limão. Temperar com sal e bastante pimenta e servir imediatamente.

sábado, 1 de março de 2014

Rolinhos de couve recheados com carne

Rolinhos de couve recheados são muito comuns na cozinha russa e na do médio oriente; mas por incrível que pareça, descobri que também se comem na Dinamarca, servidos com o próprio caldo em que são cozinhados. No estágio de preparação para a viagem a Copenhaga, este foi o nosso jantar de sexta, de acordo com esta receita.




Ingredientes:

10 folhas de couve
1 cenoura grande
1/2 cebola
1 talo de aipo
125 ml de vinho branco
300 ml de caldo de galinha
1 colher de sopa de sumo de limão
1/2 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de menta fresca picada
Sal
Pimenta

Recheio

300 g de carne picada (mistura de porco e vaca)
125 g de arroz cozido
1/2 cebola
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de caldo de galinha
1 colher de sopa de menta fresca picada
2 colheres de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta


Colocar uma panela grande com água ao lume. Quando estiver a ferver, colocar as folhas de couve duas a duas, para amolecerem, cerca de dois minutos. Retirar e escorrer bem a água.

Preparar o recheio, picando finamente a cebola e o alho. Juntar o picado, a carne, o arroz, as ervas e duas colheres de sopa de caldo de galinha. Misturar bem e temperar com sal e pimenta.

Colocar uma parte de recheio em cada folha de couve. Enrolar a couve sobre o recheio formando um rolinho.

Cortar a cenoura em rodelas, picar a restante cebola e o aipo. Espalhar os legumes no fundo de uma panela.

Colocar com cuidado, bem apertados, os rolinhos de couve, de modo a não terem espaço para se abrirem durante a cozedura.

Numa taça, juntar o caldo de galinha, o vinho, o sumo de limão e o açúcar. Temperar com sal (se necessário) e pimenta. Verter sobre os rolinhos.

Tapar e levar ao lume. Quando estiver a ferver, baixar para lume brando e deixar cozinhar durante cerca de 45 minutos.

Servir o caldo em taças com os rolinhos por cima. Salpicar com menta fresca.
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