terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bolo enamorado

Aqui em casa não ligamos nenhuma ao dia dos namorados. Como de qualquer modo fazemos jantares românticos regularmente, nunca esperamos pelo dia 14 de fevereiro para tal. Há sempre outras razões muito melhores, no nosso ponto de vista.

(Também será porque temos a mania de ser "alternativos" e não "ir com a manada", o que quer que isso seja...)

Mas agora que faço parte da blogosfera, o dia dos namorados é um tema tão bom como qualquer outro! É o tema de fevereiro e por isso esta receita que hoje apresento é um bolo enamorado - o gengibre e o chocolate, que são (supostamente...) afrodisíacos e o mel de cana, que dá o toque exótico. Apresentado em duas versões, normal e vegan.

O outro tema de fevereiro é o carnaval. Mas a esse, confesso, ainda ligo menos...

Aproveito para vos dizer que o Cozinhar sem Lactose já está no Facebook. Querem fazer Gosto?




Ingredientes:

120 g de chocolate preto (sem lactose)
100 ml de leite de soja
1 ovo (para a versão vegan, dispensar o ovo e duplicar a quantidade de água)
75 ml de água (ou 150 ml na versão vegan)
125 ml de óleo de girassol
50 g de açúcar amarelo
22 g de gengibre fresco ralado
250 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal
125 ml de mel de cana


Colocar o chocolate a derreter em banho-maria, juntamente com o leite de soja. Quando o chocolate estiver derretido, misturar bem e retirar do lume.

Descascar o gengibre e ralar.

Juntar a farinha, o fermento, o sal, o açúcar e o gengibre ralado.

Bater o ovo com a água e o óleo. Juntar à mistura anterior e misturar.

Adicionar o mel de cana e bater, envolvendo bem.

Numa forma untada com óleo de girassol, cobrir o fundo com a massa. Por cima, verter o chocolate derretido. Com a massa restante, cobrir completamente o chocolate.

Levar ao forno a 200º durante 35 minutos. Devido ao mel de cana, o bolo fica com uma cor dourada escura muito bonita.



E o interior de chocolate com os fios de gengibre

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Costeletas de porco com endívias

Tínhamos aqui uma garrafa de litro de Chimay em casa, que havia sido uma prenda oferecida com carinho. Como eu não aprecio cerveja, seria um desperdício abrir este tesouro belga num jantar a dois. Por isso, convidámos um apreciador comme il faut e oferecemos o jantar regado com Chimay à laia de presente.

Mas o que cozinhar para combinar com esta bebida? "Faz uma coisa simples, com batatas fritas, à maneira do Norte" - foi a resposta. Pois, à maneira do Norte da França, esses pratos simples como a carbonade flamande, que leva umas singelas 3 horas a cozinhar, ou o potjevlelsh, que tem que ser preparado de um dia para o outro? Ok, vamos ver o que podemos fazer.

Começando com um ingrediente básico dessa região, as endívias ou "chicons", pensei numa associação clássica - a carne de porco. Os dois sabores combinam-se maravilhosamente e saiu um prato simples, com as batatas fritas requeridas, que acompanhou muito bem a cerveja.




Ingredientes:

6 costeletas de porco finas (cerca de 850 g)
5 endívias (cerca de 700 g)
2 cebolas pequenas
2 colheres de sumo de limão
1 colher de chá de açúcar mascavado
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar as costeletas de porco em pedaços grandes. Retirar o pé e as folhas exteriores das endívias e cortá-las ao meio no sentido longitudinal.

Numa panela, aquecer o azeite com o açúcar. Juntar as endívias e braseá-las durante alguns minutos em fogo vivo, mexendo sempre. Baixar o lume e deixar cozinhar tapado durante 15 minutos, até começarem a libertar líquido.

Retirar as endívias, juntar um pouco mais de azeite à panela e refogar as cebolas picadas finas. Quando a cebola estiver dourada, juntar a carne e corar de todos os lados, com o fogo vivo e mexendo sempre.

Baixar o lume, voltar a juntar as endívias à panela, temperar de sal e pimenta e adicionar o sumo de limão. Deixar cozer tapado em lume brando durante 20 minutos.

Retirar do lume e deixar a panela tapada enquanto se fritam as batatas. Se necessário, voltar a aquecer antes de servir.

Esta receita foi inspirada neste site.




Lille, capital da região Le Nord (França)  

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Caril de legumes em massa filo

Esta é uma receita adaptada do livro Tailândia, de Oi Cheepchaiissara, da coleção Sabores do Mundo, editada pelo Círculo de Leitores. Faço-a muitas vezes em festas, porque resulta lindamente quer como entrada, quer como prato principal para os convidados vegetarianos.

Para além disso, faz um excelente almoço em dias de trabalho, acompanhado com uma salada de tomate e pepino.





Ingredientes:

1 cebola pequena
3 dentes de alho
1 fatia de gengibre fresco de cerca de 1 cm de largura
50 g de cenouras
50 g de pimento verde
50 g de ervilhas
50 g de milho doce
1 batata
1 colher de chá de sementes de coentros em pó
1 colher de chá de pó de caril
1 1/2 colher de sopa de molho de soja light
1 malagueta
Azeite
Pimenta preta
1 pacote de massa filo


Tirar a massa filo do pacote de plástico, deixando o papel vegetal, e enrolar num pano húmido.

Picar finamente a cebola e os alhos, bem como o gengibre. Abrir a malagueta ao meio e retirar as sementes.

Cortar a cenoura e o pimento em cubinhos pequenos e a batata em cubos ligeiramente maiores.

Refogar a cebola, o alho e o gengibre no azeite. Quando estiver dourada, acrescentar os outros legumes, bem como as especiarias e o molho de soja. Deixar cozer em lume brando até a batata estar bem cozida.

Retirar a malagueta e deixar arrefecer.

Desenrolar a massa filo e colocar as folhas duas a duas. Pincelar com azeite. Com uma faca, cortar cada par de folhas em quatro.

Dividir o recheio pelos retângulos. Fechar em forma triangular e selar com os dedos molhados em água fria.

Colocar num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e pincelar com azeite. Levar ao forno a 180º até ficar dourado.



A minha árvore de malaguetas, que em pleno inverno não pára de produzir

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Creme de favas com cominhos

Uma sopa cremosa e apetitosa! Para as pessoas que são esquisitas com a textura, aconselho a cozer as favas primeiro e tirar-lhes a pele, e depois fazer a sopa. Dá mais trabalho, mas compensa.




Ingredientes:

1 kg de favas (com ou sem pele consoante o gosto pessoal)
5 cenouras grandes
1 nabo
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de sal grosso
1 colher de chá de cominhos


Levar os legumes ao lume numa panela com água suficiente para os cobrir. Se usar a panela de pressão, colocar menos quantidade de água.

Quando os legumes estiverem cozidos, passar com a varinha mágica até obter um creme com textura homogénea. Este creme tem que ser passado durante mais tempo do que outra sopa, devido às cascas das favas, que têm que o mais possível desfeitas. 

Levar a lume brando durante 15 minutos para apurar.

Retirar do calor e temperar com sal e cominhos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pão de mistura - trigo, centeio e espelta

Como já disse aqui, a minha resolução de ano novo está cumprida! Consegui criar dois lindos iscos, um de centeio e outro de trigo, seguindo as instruções da Zine de Pão. Estou feliz com os meus novos bichos de estimação, que têm muito bom ar, cresceram saudavelmente nos seus frasquinhos e repousam agora no frigorífico. Desde que não me esqueça de os alimentar uma vez por semana, está tudo em ordem.

Sempre que leio algo sobre iscos, lembro-me da cena descrita por Anthony Bourdain em Kitchen Confidential. Neste livro, ele conta que num dos restaurantes onde trabalhou, contratou para a sua equipa o melhor dos melhores padeiros de Nova Iorque. O pão que ele fazia era divinal, não havia nada igual - só havia um problema... O padeiro era demasiado amigo de álcool, drogas e afins, pelo que tinha dificuldade em chegar a horas ao trabalho e às vezes não aparecia durante dias seguidos. Nessas ocasiões, Bourdain recebia telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite, com o padeiro a gritar - Feed the bitch! Referindo-se ao isco, claro.

Sempre que alimento os bichos, lembro-me deste episódio e rio-me para dentro.

Claro que o fabrico do pão com isco natural demora muito mais tempo do que se usarmos o fermento para pão disponível no mercado. Mas tem outro encanto! Esta receita vem do site Breadtopia. Vale a pena ver os vídeos para quem é novato nas lides do fabrico de pão.






Noite do primeiro dia:

200 ml de água tépida
200 g de farinha de trigo integral
80 g de isco de centeio
40 g de isco de trigo


Juntar todos os ingredientes numa taça, misturar bem. Colocar a taça dentro de um saco de plástico e deixar repousar durante 12 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

A mistura do dia anterior
300 g de farinha de trigo integral
80 g de farinha de centeio
120 g de farinha de espelta
1 colher de sopa mal medida de sal fino
200 ml de água tépida


Bater na batedeira profissional ou no robot de cozinha durante 6 minutos em velocidade 2. Lavar a taça usada no dia anterior e untar com azeite. Colocar a massa dentro da taça e rodá-la em todos os sentidos de modo a ficar coberta de azeite.

Colocar a taça dentro do saco de plástico e levar ao frigorífico durante 24 horas.


Manhã do terceiro dia:

Retirar a massa, que terá crescido bastante durante o período de repouso, para a bancada. Dar-lhe a forma de uma bola, amassando delicadamente.

Salpicar farinha de centeio no fundo e nos lados da taça. Colocar a massa de novo dentro da taça e salpicar com farinha de trigo por cima.

Tapar a taça com um pano e deixar levedar cerca de 5 horas à temperatura ambiente.

Colocar o pão num tabuleiro de ir ao forno, dar uns golpes por cima com uma faca afiada e levar ao forno a 250º durante 25 minutos. Baixar para 200º e continuar a cozer mais 25 minutos. Desligar o forno e deixar o pão dentro do forno mais quinze minutos para terminar a cozedura.

Retirar e deixar arrefecer antes de fatiar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bolachas de São Valentim

O blogue Cravo e Canela lançou um desafio engraçado à blogosfera - Vamos fazer bolachas?. A ideia é esta:

- Todos os meses, no dia 1, é lançado o tema da próxima fornada de bolachas;
- Os blogues participantes devem meter a mão na massa durante a primeira quinzena do mês e publicar as suas bolachas até dia 20;
- O post em que as bolachas são publicadas deve fazer menção e apresentar o link do blogue que lança o desafio mensal (pode enviar a receita e respetiva foto por mail, caso não tenha blogue mas queira participar);
- Cada participante deixa no blogue desafiador o seu link nos comentários;
- No dia 25 de cada mês será apresentado o roundup com todas as receitas participantes.

Como fazer bolachas é algo que eu faço regularmente (só por isso, não é nada porque eu adoro estes desafios, claro que não, onde é que já se viu isso?), nada mais simples! O tema deste mês de fevereiro é o dia dos namorados, daí estas bolachas de São Valentim.

Porquê? Porque são as bolachas do amor - com as sementes de sésamo e o chocolate preto, não se pode dizer que lhes falte poder afrodisíaco, pois não?





Ingredientes:

Usa-se como medida uma chávena com capacidade para 250 ml de água

1 1/2 chávena de farinha de trigo integral
1/4 chávena de cacau magro em pó
1/2 chávena de sementes de sésamo (ou gergelim)
1 1/2 chávena de flocos de aveia
1 chávena de açúcar amarelo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento para bolos
65 g de chocolate preto (sem lactose)
180 ml de óleo de girassol
1 colher de sopa de óleo de sésamo
1 colher de sopa de tahini (pasta de sésamo)
3 colheres de sopa de mel de abelhas (ou em alternativa vegan, mel de cana)


Levar o chocolate a derreter em banho-maria com os óleos, o tahini e o mel.

Juntar os ingredientes secos - farinha, cacau, sésamo, aveia, bicarbonato e fermento. Misturar bem, desfazendo bem o açúcar com as costas da colher de pau.

Quando o chocolate estiver derretido, juntar as duas misturas. Envolver primeiro com a colher de pau e depois continuar a amassar com as mãos.

Colocar pequenas porções de massa em tabuleiros de ir ao forno forrados com papel vegetal e espalmar com as costas de uma colher para dar o formato de bolacha.

Levar ao forno a 200º durante 20 minutos. Saem do forno ainda moles, mas solidificam à medida que arrefecem, ficando estaladiças e prontas para serem oferecidas como prenda do dia dos namorados.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Muffins de chocolate e coco

Esta receita é fantástica para um lanche a meio da manhã em dias de trabalho.




Ingredientes:

1 ovo
150 g de açúcar amarelo
50 g de coco ralado
90 ml de óleo de girassol
170 g de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
100 g de chocolate preto (sem lactose)
125 ml de leite de soja


Derreter o chocolate preto em banho-maria com o óleo de girassol.

Bater o ovo e o açúcar até obter um creme amarelo. Acrescentar o leite de soja e o coco. Juntar o chocolate derretido, bater bem e, por fim, a farinha com o fermento. Levar ao forno a 180º durante 25 minutos.

Estes muffins ficam molhados por dentro e a textura e o sabor do coco ralado dão-lhes um toque delicioso.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Almôndegas de aveia

Há muitos anos atrás, quando comecei a interessar-me pela cozinha vegetariana, um amigo convidou-me para almoçar e ensinou-me esta receita. Sempre me acompanhou e repeti-a muitas vezes, em muitos contextos, porque é rápida, resulta sempre bem e agrada a (quase) todos os paladares.

Mais tarde, num Natal, resolvi fazer uma compilação de receitas vegetarianas para oferecer como prenda ao meu irmão e à minha cunhada. Era um livro feito à mão, num caderninho que comprei para o efeito, escrito com uma cor bizarra (roxo com brilhantes, se bem me lembro), só com receitas devidamente experimentadas, comprovadas e aprovadas.

E vim a descobrir mais tarde que esta é a receita vegetariana preferida da minha cunhada! Se a querem fazer feliz, façam-lhe umas almôndegas de aveia. Uma coisa tão simples tem um poder tão grande! Como de resto acontece com tantas outras coisas na vida...

Aqui, surge devidamente adaptada para intolerantes à lactose.






Ingredientes:

130 g de flocos de aveia
80 g de pão ralado
1 cebola pequena
2 ovos
2 colheres de sopa de azeite
50 ml de polpa de tomate
250 ml de leite de soja
Sal
Pimenta

Bater os ovos com o azeite. Juntar os flocos de aveia, o pão ralado e a cebola picada muito fina. Temperar de sal e pimenta. Misturar com as mãos e fazer pequenas bolinhas.

Num copo misturador, bater bem a polpa de tomate com o leite de soja. Temperar com uma pitada de sal.

Num tabuleiro de ir ao forno, verter um fio de azeite no fundo. Dispor as almôndegas com espaço entre elas. Verter o molho de tomate por cima, regando bem as almôndegas, e levar ao forno a 180º durante 35 minutos.

Servir com legumes cozidos e arroz branco.

A meio da cozedura, voltar a regar as almôndegas com o molho que está no tabuleiro.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pastéis de tofu e ervas

Estes pastéis são inspirados nos sigara boregi, um petisco que faz parte da cozinha libanesa e turca, que normalmente é confecionado com queijo feta. Esta é a versão sem lactose, com tofu fresco, e funciona lindamente!




Ingredientes:

5 folhas de massa filo
300 g de tofu fresco
3 ovos
2 cebolos picados (ou duas colheres de sopa de cebolinho picado)
2 colheres de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de hortelã picada
Sal
Pimenta
Azeite

Juntar os ovos, o tofu e as ervas e bater bem até fazer um creme grumoso. Temperar de sal e pimenta.

Cortar cada folha de filo em dois retângulos. Dobrar cada um ao meio, fazendo dez retângulos mais pequenos. Pincelar com azeite.

Colocar uma colher e meia de sopa do creme de tofu no centro de cada retângulo, no sentido diagonal. Fechar cada um em forma de crepe. Selar com uns salpicos de água.

Colocar num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal. Pincelar com azeite. Levar ao forno a 200º durante 25 minutos ou até ficarem dourados.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sopa de tomate com feijão branco

Há uns anos atrás, frequentava um ginásio que tinha lá dentro uma loja da cadeia Go Natural. Raramente almoçava lá, porque levava sempre a minha comida de casa, mas por vezes rendia-me às sopas maravilhosas que lá se propunham. Uma das minhas preferidas era a sopa de tomate com feijão branco, que resolvi replicar em casa - à minha maneira, claro.

Entretanto, mudei de ginásio e nunca mais voltei à loja. Soube mais tarde que saiu um livro de receitas Go Natural, mas nunca tive curiosidade de verificar se esta receita constava do livro, nem muito menos se a minha receita coincidia de facto com a que era confecionada por eles. Esta que vos apresento é a minha versão.



Ingredientes:

500 g de feijão branco
1 nabo pequeno
1 cebola pequena
2 dentes de alho
5 tomates
Sal
Folhas de hortelã

Juntar os legumes na panela, com água suficiente para os cobrir. Se usar a panela de pressão, colocar menor quantidade de água.

Levar ao lume até estarem bem cozidos. Triturar com a varinha mágica até obter um creme de textura homogénea.

Levar a lume brando durante 15 minutos para apurar.

Retirar do lume, acrescentar o sal e as folhas de hortelã picadas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Rolinhos de salmão

Este petisco saiu um dia da minha cozinha, não sei bem como nem porquê. Estava a preparar as entradas para uma festa de aniversário e pareceu-me que esta combinação não tinha como sair mal. Simples, rápido e eficaz!

Aviso - desaparecem num instante!




Ingredientes:

100 g de salmão fumado
3 tortilhas de trigo (tipo mexicano)
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de chá de mostarda à antiga
1 1/2 colher de sopa de endro (ou em alternativa rama de funcho)


Misturar a maionese, a mostarda e o endro.

Barrar cada tortilha com esta mistura.

Dividir o salmão pelas tortilhas, formando uma linha no centro do círculo.

Enrolar como se fosse um rolo de sushi.

Cortar aos pedaços e servir.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pão de centeio e erva doce

No domingo passado cumpri a minha resolução de ano novo! Tenho um isco de centeio feito, com bom ar e consistência perfeita. No dia seguinte, comecei a fazer o de trigo, seguindo as instruções preciosas da Zine de Pão.

As coisas não correram exatamente como estava descrito. Talvez por usar farinha integral, que absorve a água de uma maneira diferente, levou um pouco de água a mais do que indicado e demorou um dia a mais a atingir a consistência desejada. Mas chegámos lá, eu e o meu isco, a uma musse borbulhosa com ótimo aspeto.

Próximo passo, fazer pão. À procura de boas receitas de pão que utilizassem isco, dei com o Breadtopia, um site inspirador para padeiros amadores. Aqui, encontrei esta receita que adaptei. Vale a pena espreitar os vídeos, para quem é iniciante nas lides do pão.

Aproveitei um bocadinho que tinha à hora de almoço, mas quando já estava a meio do processo, começo a fazer contas às horas de repouso... e apercebi-me que teria que tratar do pão de madrugada! E agora?

Nada que não esteja previsto - se for o caso, coloca-se a massa no frigorífico e retira-se à noite, deixando-o depois à temperatura ambiente de 12 a 14 horas, ou seja, durante o tempo em que dormimos. Perfeito!




Ingredientes:

70 g de isco de centeio
400 ml de água tépida
1 colher de sopa de mel de cana
1 colher de chá de erva doce
1 colher de chá de raspa de limão
250 g de farinha de trigo integral + uma mão cheia para amassar
250 g de farinha de centeio integral
1 colher de chá de sal


Juntar o isco, a água, o mel de cana, a raspa de limão e a erva doce.

Juntar as farinhas e o sal, abrindo uma cova no meio. Verter o líquido anterior, misturar bem, tapar com película aderente e deixar repousar durante 15 minutos.

Bater na batedeira profissional cerca de dois minutos a velocidade 2. Parar a máquina e deixar repousar durante 15 minutos. Voltar a bater mais dois minutos. A massa vai ter uma consistência bem mais húmida do que o costume.

Colocar no frigorífico até ao final da tarde. Retirar a essa hora e deixar repousar à temperatura ambiente 12 a 14 horas, ou seja, até ao outro dia de manhã.

Passado o período de repouso, estende-se delicadamente a massa com as mãos em superfície bem enfarinhada, dobra-se como se fosse um envelope, com a ajuda de uma faca grande, e molda-se a massa com o formato desejado. Toda a operação deve ser feita delicadamente, para não fazer sair as bolhas de ar.

Deixar repousar durante 15 minutos, tapada com um saco de plástico.

Colocar numa forma de bolo inglês e deixar levedar uma hora e meia, coberta com o plástico para não secar.

Dar uns cortes diagonais na massa e levar ao forno a 250º durante 30 minutos. Desenformar, baixar a temperatura para 200º e continuar a cozer mais 15 minutos. 

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



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